Punta del Este: La Mano e Casapueblo

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Como prometido no post sobre Punta del Este no Outono, nesta Parte 2 sobre a cidade uruguaia vou falar sobre a “Mão” (La Mano) e também sobre o meu grande interesse em ter ido para Punta: a Casapueblo (ou Casa Pueblo).

O monumento

Conhecido como La Mano (A Mão) ou ainda Los Dedos (Os Dedos), o “verdadeiro” nome dessa escultura na Praia Brava, parada 4, é “Monumento al Ahogado” (Monumento ao Afogado).

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Do artista chileno Mario Irarrázabal, a escultura de concreto, aço e plástico foi feita em 1982 e pelo seu tamanho, acabou se tornando uma das paradas quase que obrigatórias de Punta del Este.

A obra não é, necessariamente, um ponto turístico, mas acabou se transformando pela sua criatividade, tamanho e localização: ela está quase em frente a Rodoviária da cidade. E, óbvio, pelo alerta aos turistas: cuidado com o mar, não seja estatística.

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Hoje, os dedos, confesso, estão meio desgastados e conseguir uma boa foto no Verão creio que deve ser quase impossível, dada a quantidade de turistas que se aglomeram na praia. Fui no Outono e, ainda assim, fugir dos grupos e fazer uma foto “só minha” foi complicado, rs.

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Casapueblo

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Casa do artista Carlos Vilaró, hotel, museu, galeria de arte, cenário de filmes e locação para fotografias, a Casapueblo é, simplesmente, fantástica.

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Fui em abril deste ano e fazia apenas dois meses que Vilaró havia falecido, aos 90 anos. O artista começou a morar no local na década de 1960 e foi ele próprio – com ajuda de amigos – a construir pedaço por pedaço da Casapueblo.

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Pueblo, aliás, significa “povo” em português e o significado da palavra está em cada canto: cada qual homenageando alguém, é como se o mundo todo tivesse ajudado a construir aquele local.

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Turistas observam o sol se pôr. Como não se admirar com tanta beleza?

Turistas observam o sol se pôr. Como não se admirar com tanta beleza?

Casa e artista também guardam algumas peculiaridades: a famosa música de Vinicius de Moraes “era uma casa muito engraçada, não tinha teto não tinha nada” foi inspirada no local e, outra curiosidade, é que Vilaró era pai de Carlos Miguel, um dos passageiros desaparecidos no acidente aéreo 571, que caiu nos Andes em 1972 (sim, aquele em que as pessoas comeram carne humana para sobreviverem).

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Vilaró foi um pai incansável: sempre acreditou que Carlos Miguel estava vivo e, por isso mesmo, estava no grupo de pais e parentes que se uniram para procurar os desaparecidos. O reencontro se deu em 23 de dezembro daquele ano. Pela experiência, o artista escreveu um livro, que está em diversos idiomas à venda na Casapueblo.

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O pôr do sol

Além de todas as curiosidades e peculiaridades, um atrativo aguardado pelos turistas que visitam a Casapueblo é o pôr do sol.

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Todos os dias, incansavelmente, uma gravação de Vilaró ecoa. O áudio fala de agradecimento e dá adeus ao dia, ao sol.

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Há quem se emocione com as palavras de Vilaró. Talvez o fato de o artista ter falecido neste ano aumente o grau emotivo. O mais lindo, com certeza, é o silêncio reconfortante dos turistas. Pelo menos por aqueles minutos, entendendo ou não as palavras em espanhol, todos param e apreciam a beleza que a Casapueblo proporciona. Vilaró, certamente, foi muito feliz ali

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Enfim,  é um passeio que vale a pena. 🙂

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Como eu fui:

No Hotel que fiquei havia diversos cartões de pessoas que fazem o tour guiado por Punta del Este. Como disse no primeiro post, no passeio você conhece alguns bairros de Punta, passa por praias, pelo farol da cidade e, mais ao fim do dia, é levado para a Casapueblo, que é um pouco afastada.

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Vale a pena fazer assim, dá menos trabalho e você acaba conhecendo locais que não conheceria por conta própria. Já li relatos de pessoas que foram um trecho de táxi, outro a pé. Junte um pouco mais de dinheiro e alugue a van. Terá comodidade e na Casapueblo você fica livre, sem um guia chato te explicando canto por canto. Paguei 25 dólares.

Vista nas proximidades da Casa Pueblo. Lindo, né?

Vista nas proximidades da Casapueblo. Lindo, né?

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Não tem como não admirar, né? ❤

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Machu Pichu: fotos e relato

Trem da Perurail que leva até Águas Calientes

Trem da Perurail que leva até Águas Calientes

Machu Pichu é daqueles lugares no mundo que todo mundo deveria, algum dia, conhecer. Não porque está na lista das sete maravilhas do mundo moderno ou porque é rota de mochileiros, mas pela genialidade arquitetônica e, claro, pela beleza única a 2.400 metros acima do nível do mar. Machu Pichu é, literal e metaforicamente, de tirar o fôlego.

Trecho da trilha que o turista passa se desejar fazer trilha

Trecho da trilha que o turista passa se desejar fazer trilha

Além disso, é turismo para todas as idades e formatos: de longas trilhas e acampamentos no meio das belas montanhas peruanas, até trens de alto luxo, não há desculpa para não ir até a “cidade perdida dos Incas”.

Trechos da trilha que fiz de dois dias e uma noite.

Trechos da trilha que fiz de dois dias e uma noite.

Tentarei (mas é difícil) ser breve em meu relato e deixar o post mais cheio de fotos pra quem ainda não foi entender a beleza do local.

O trem que peguei para levar até certo trecho para começar a trilha

O trem que peguei para levar até certo trecho e começar a trilha

Eu fiz a trilha de 2 dias e 1 noite, começando nos últimos dias de 2009 e finalizando no dia 1º de janeiro de 2010.

À época, paguei 273 dólares e foi o único “pacote” que comprei antecipadamente nesta viagem. Além de Machu Pichu, fiz um mochilão começando em Cuiabá e passando pela Bolívia, que será tema de outro post.

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Escolhi uma agência brasileira – El Dorado – que faz diversos pacotes. Não tive problemas com ela, porém, o viajante que quiser fazer o pacote na hora, lá em Cusco, vai encontrar diversas opções. Inclusive, opções que incluem bicicletas e trilhas mais longas.

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Eu, particularmente, fiquei satisfeita com a trilha de 2 dias e 1 noite que me propus. E também nunca mais faço trilha. Primeiro: já matei minha curiosidade. Segundo: não tenho mais vontade. Terceiro: se você quer apenas conhecer Machu Pichu têm diversas opções que te levarão sem ficar subindo e subindo e subindo…

Para viajantes que escolheram fazer a trilha, a parada era aqui

Para viajantes que escolheram fazer a trilha, a parada era aqui

Como funciona? Você tem que chegar em Cusco, pegar um ônibus até Ollantaytambo, pra pegar um trem que te leve direto pra Águas Calientes, a última cidade antes de Machu Pichu.

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Lá em Águas Calientes você pega uma van (na época que fui custava 7 dólares, hoje deve ter aumentado) e ela te deixará na “porta” de Machu Pichu.

A van que te leva na porta de Machu Pichu

A van que te leva na porta de Machu Pichu

Chegando lá, você paga a entrada e vai por sua conta e risco (aqui o site oficial). Aconselho guia, eles são preparados e otimizarão seu tempo, você entenderá mais sobre onde começou a construção de Machu Pichu.

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Entrada para Machu Pichu

Entrada para Machu Pichu

Ah! a partir do momento que você entrou em Machu Pichu, você pode passar o dia inteiro lá. Daí, se tiver pique, desce a pé o trecho que a van faz (aliás, se tiver pique, pode até subir também, mas aí é com você). 

Belezas da trilha

Belezas da trilha

Sobre minha trilha: ela é um pouco “esquisita”. Você para no meio “do nada”, passa por uma ponte, e caminha e sobe e sobe e sobe. Faz uma pausa para o lanche. E continua a caminhar. Aí, o que acontece: você chega em Machu Pichu, mas só “passa” pela cidade. Desce de van, dorme em Águas Calientes, e no dia seguinte beeeem cedinho sobe novamente e aí sim conhece toda a cidade.

Águas Calientes:  não compre nada ali, as coisas são mais caras que em Cusco

Águas Calientes: não compre nada ali, as coisas são mais caras que em Cusco

[Detalhe: fui com uma amiga, a trilha era para ser feita com mais duas ou três pessoas, porém, incrivelmente todos desistiram e fizemos uma trilha “personalizada”, rs]

Uma parada para o lanche e para fotos!

Uma parada para o lanche e para fotos!

PS: se você conhece pirâmides no Egito, México ou América Central, sítios arqueológicos de maias e astecas, te aconselho a conhecer sim Machu Pichu. Morei no México e caaaaansei de conhecer pirâmides, Machu Pichu, no entanto, tem seu encanto, sua beleza e uma civilização anterior à colonização espanhola nunca será igual ao outro. Portanto, independente da forma que você vá, simplesmente vá!

Fiquem com as fotos:

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E sobe sobe sobe sobe...

E sobe sobe sobe sobe…

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A primeira visão de Machu Pichu!

A primeira visão de Machu Pichu!

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Eu e o guia (que não me lembro o nome)

Eu e o guia (que não me lembro o nome)

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Tchau, Machu Pichu! <3

Tchau, Machu Pichu! ❤

Punta del Este no Outono rola? Rola!

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Não dá pra negar que Punta del Este – a “cidade mais austral do Uruguai” – impressiona. E isso pouco tem a ver com as estações do ano. Eu fui no Outono e, apesar do local ser um famoso balneário para o Verão, minha viagem valeu muito a pena.

Tudo bem, eu não procurava festas intermináveis, sol, praias lotadas e lojas de grifes internacionais abertas. Mesmo porque, indo no mês de maio como fui, isso seria impossível.

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Punta me pareceu uma boa opção unicamente porque já ia para o Uruguai – em Colônia del Sacramento e Montevidéu – e dar um pulo na cidade não foi nenhuma aventura.

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Peguei um ônibus na capital uruguaia que em duas horas me deixou na rodoviária de Punta. Já havia reservado um hotel por uma noite. Sim, eu fiquei apenas uma diária de hotel e para o que eu queria fazer e o que a cidade oferecia me pareceu ok.

Louis Vuitton, uma das muitas grifes em Punta del Este

Louis Vuitton, uma das muitas grifes em Punta del Este

O hotel chama Aqua e me custou 90 dólares (ou algo assim). Não foi super barato, porém foi só por uma noite, era próximo da rodoviária e tinha café da manhã incluso. Não era super confortável e na verdade parece um hotel antigo que passou por algumas reformas e mantém um ar meio decadente, meio arrumado, com pessoas, devo ressaltar, super educadas.

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Aliás, esse ar meio decadente faz parte da bipolaridade de Punta e entendi no passeio que fiz o motivo.
Como meu interesse pela cidade partiu de duas vontades principais – conhecer o monumento La Mano e a Casa Pueblo – comprei um passeio “combinado” no dia que cheguei, sendo que o guia me pegaria na manhã seguinte e faria um passeio de quase o dia todo.

Na primeira parte, ele me mostrou Punta: os principais bairros (tem até uma Beverly Hills!), os hotéis abandonados, os museus (na época, um museu que abre apenas duas vezes na semana recebia uma exposição de Salvador Dalí, só pra se ter uma ideia) e, óbvio, as casas de “famosos”.

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Na verdade, não eram casas, eram super mansões. Segundo o guia – e daí nem posso saber se é verdade – o dono da Grendene tem casa em Berverly Hils e, em outro bairro (beira-mar) que me esqueci o nome, um dos donos da Ray Ban tem uma casa de veraneio. Detalhe: a casa, conforme o guia, é toda de lente polarizada, que muda de acordo com a iluminação solar.

Além destas casas, dezenas de famosos hollywoodianos, brasileiros, uruguaios e argentinos tem suas mansões por lá.

A mansão de um dos diretores da Ray Ban

A mansão de um dos diretores da Ray Ban

Amantes de arquitetura se impressionariam com os locais: um mais lindo que o outro, uma mansão mais “tapa na cara” que outra. Um detalhe fofo é que as casas não são numeradas, mas sim recebem nomes, dados obviamente por seus donos.Tinha uma chamada “Branca de Neves”, por exemplo.

Mas, apesar de tanto luxo, vi também muita falência. Existem muitos imóveis abandonados, boa parte hotéis que foram simplesmente deixados pra trás pelos donos…

Primeiro hotel abandonado que passamos

Primeiro hotel abandonado que passamos

Parte disso, talvez, seja a concorrência desleal de grandes redes ou, simplesmente, não saber equalizar os gastos. A matemática não deve ser fácil mesmo. Oficialmente com cerca de 15 mil habitantes, Punta del Este chega a receber no Verão mais de 200 mil ou, em dados exagerados, quase 500 mil pessoas!

Segundo hotel abandonado que passamos (este parece que um grupo comprou e logo deve reformar)

Segundo hotel abandonado que passamos (este parece que um grupo comprou e logo deve reformar)

Como o guia me falou, é absurda a quantidade que pessoas que trabalham com turismo chegam a receber na alta temporada, mas, ao mesmo tempo, é cruel como ficam sem receber nada nos meses seguintes.

É muita gente. Gente que simplesmente desaparece em estações frias. Boa parte das lojas, por exemplo, simplesmente fecham durante essas estações. Outras adotam a tática de deixar um bilhete de “caso queira que abra pra você, ligue no número tal”.

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Por outro lado, a cidade respira muita riqueza. Donald Trump, aquele empresário norte-americano mi ou bilionário e que ficou famosinho por lançar o reality O Aprendiz, estava construindo um mega empreendimento quando fui. Se brincar, já está pronto.

Empreendimento de Donald Trump em Punta

Empreendimento de Donald Trump em Punta

Além dele, existem muitos hotéis de luxo, obras em pleno vapor quando fui e, claro, há também tem muuuuitos cassinos pra se perder a cabeça na cidade. Enfim, um lugar financeiramente bipolar e que vale a pena dar uma espiada, faça calor ou frio.

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PS: falarei sobre o Monumento La Mano e a Casa Pueblo no proximo post! 🙂

Zoo Lujan: ir ou não ir?

DSC_1820Abraçar um filhote de leão, tirar foto – bem de pertinho – com elefantes, camelos, leões adultos, tigres, lhamas… dar leite na boca desses animais selvagens – e, em alguns casos, exóticos. Quem não quer ser fotografado assim em suas férias pra, depois, contar como uma verdadeira aventura humana na Terra? Pois é, o Zoo Lujan, na Argentina, te possibilita essa “aventura”. Eu fui e, sinceramente, achei uma experiência lastimável. Te conto por quê.

Primeiro, é preciso lembrar que o Lujan não é o único lugar do mundo a deixar humanos não preparados a ficar bem perto de elefantes, tigres e leões. A Ásia é lotada desses lugares e procurando no Google não é difícil encontrar essas imagens.

Acontece que pra nossa realidade brasileira, ir para a Argentina está mais barato do que pra Ásia e, por isso mesmo, o Lujan virou um grande programa “pega turista brasileiros”. Sério, fui em abril deste ano e sem exageros, os brasileiros eram praticamente 98% dos turistas. Os outros 2% ficam para os próprios argentinos. Para não falar que não existiam europeus, por exemplo, conheci duas francesas na fila. Filas, aliás, quilométricas.

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Bom, mas por que mesmo não gostei? Só pra contextualizar, ir para o Lujan nunca esteve em meu roteiro argentino. Porém, fui com uma amiga e viajar acompanhada também é saber ceder. Eu, que tinha uma lista de um milhão (exagerada) de coisas que queria fazer, fui porque a vida é uma troca, rs.

E eu não gostei porque fiquei com perguntas martelando na minha cabeça sobre os animais. Grande parte dos relatos que li antes de ir trazia a questão da sedação. Porém, como realmente saber se os animais são sedados? Como provar?

Visualmente falando, acredito que nenhum animal daquele porte (digo no caso dos leões e tigres) podem ser sempre tão “mansos” assim.Eu, jornalista sem nenhum conhecimento de biologia necessário, não consigo acreditar que os bichos fiquem ali, paradinhos, por livre e espontânea vontade o dia inteiro.

Os filhotes também dormem muito. Porém, quero acreditar que o zoológico não dê sedativos pra eles. Afinal, até filhotes de cachorros e gatos dormem muuuuuito.

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Uma técnica utilizada pelo Lujan, aliás, é deixar ao lado dos filhotes de tigres e leões, filhotes de cachorros. Segundo um dos funcionários, os cachorros, animais domésticos, tendem a deixar os animais selvagens mais mansos e mais companheiros também.

Bom, mas voltando para meu relato. Eu acabei chegando tarde no zoológico, bastante afastando de Buenos Aires, no município homônimo de Lujan. Como cheguei tarde, não tive tempo para andar de jaula em jaula.

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O primeiro que fiz foi comer. Aliás, a pequena praça de alimentação é suja e cheia de gansos e patos, que “bicam” sua bunda por comida. Eles reclamam ao modo deles. Ou seja, comem o que as pessoas comerem, “dieta” nada saudável e acredito que nada recomendável por veterinários.

Fora isso, a área do Lujan é muito grande e, aqueles que querem visitar de qualquer jeito, devem chegar cedinho e ter paciência. Muita paciência. Conforme relatos dos próprios funcionários, as maiores filas são aquelas de dar leite na mamadeira para os tigres e leões. Uma espera na fila pode ser de duas horas ou mais. DUAS HORAS!

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Um outro ponto considerável é o preço: o ingresso custa R$ 50,00. Sim, cinquenta reais. Muito salgado e acredito que a entrada mais cara de toda a viagem. Não me lembro mais quanto paguei para ida e volta do zoológico, sei que existem pelo menos duas opções: pagar a ida e volta de uma vez para uma van ou pegar um ônibus convencional, que demora mais, porque vai parando.

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Ponderação

Apesar de ter achado caro, longe, sujo e pensar se os animais são ou não sedados, preciso fazer uma ponderação.

Muitos daqueles animais que hoje estão no Lujan foram retirados de locais em que passavam por maus tratos. Não cheguei a ir na parte dos elefantes,porém duas brasileiras que conheci me relataram que alguns possuíam cicatrizes, marcas perceptivelmente antigas, quiçá devido a treinamentos em circos.

Não sei se sabem, mas deem uma pesquisada na forma que elefantes – animais, aliás, MUITO inteligentes – passam por treinamentos. Os treinadores geralmente têm uma espécie de lança, que ‘cutucam’ os animais que não aprendem.

Conforme as mesmas brasileiras, os próprios cuidadores do Lujan tinham esse objeto, mas afirmaram que era só pra dar “medo” e para os animais respeitarem e fazerem o que mandam, como sair de um lugar e ir para outro.

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Acontece que da mesma forma que martelou na minha cabeça a questão da sedação, martelou também a pergunta: mas e se todos deixarem de ir? como os animais serão alimentados? como serão cuidados?

E, caso sejam realmente sedados, como provar e/ou denunciar? E pra onde iria aquela centena de animais? Apesar dos tigres, elefantes e leões serem as principais atrações, o Lujan tem aves, caprinos, macacos, equinos e sei lá quantos outras espécies de animais.

Não são poucos os blogs brasileiros que levantam essa série de perguntas. Termino o post e ainda fico com as dúvidas. E aí? O que fazer? Você já foi ou iria? Condena?

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Em Buenos Aires: Boho Rooms, amor de lugar.

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Um lugar lindo, charmoso e com atendentes suuuuuper simpáticos. Esse é o Boho Rooms, um Bed & Breakfast (B&B) na capital da Argentina, no bairro Palermo Soho.

Fui em abril deste ano para Buenos Aires e procurava por um lugar que fosse acessível ($$) e na região de Palermo. Acabei encontrando o Boho após ter conversado com alguns gerentes de outros hostels ou B&B na região e que foram grosseiros por e-mail.

Fiquei imaginando se estava assim em um contato inicial, imagine pessoalmente. Não me lembro mais o nome desses outros, mas lembro que em um deles fiz a reserva, eles cancelaram informando que por algum motivo banal não poderiam mais me receber. Foi um balde de água fria, mas foi também fundamental levar um não pra poder encontrar o Boho.

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No Booking – plataforma que eu sempre utilizo pra ver as qualificações – o Boho tem  uma nota que varia de 8 a 9. Pra mim, é uma boa nota. O ponto negativo é o wifi, realmente péssimo no quarto que eu fiquei (não lembro o número, sei que era o último, na parte de cima, de frente pra rua). Mas, se você vai a passeio, o hotel/hostel/B&B é onde menos vai ficar, né?

E, de todo modo, eles disseram que estavam vendo “isso”. Mas, se você precisa MUITO da internet, utilize seu smartphone, tablet ou notebook na área de café da manhã.

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Café da manhã, aliás, delicioso. É claro, se você vai passar muuuuito tempo em Buenos Aires, vai achar um pouco enjoativo. São sempre as mesmas opções: água quente para o chá, suco de laranja, leite ou café e, para comer, pães e medialunas (“meia luas”, tipo um croissant adocicado). Também tem frutas e para passar no pão tem manteiga, uma geleia e… doce de leite!! Ai, doce de leite argentino. ❤

O diferencial do Boho, além do local ser uma graça, é com certeza o atendimento. Seu Manoel, o senhor que recebe quem chega a noite, é muito educado, gentil e decora fácil fácil seu nome. Tem a Cláudia também e a Ianê (eu não sei se é assim que se escreve!). Todos os três são peruanos e são muito gentis e prestativos. Os donos são argentinos, lembro do nome de um – o Sebastian – e também são maravilhosamente educados e prestativos. Uma dica: eles fazem uma cerveja artesanal que sempre está na geladeira e é uma delícia. Vale a pena provar 🙂

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E, pra vocês terem uma ideia, eles foram tão prestativos que cheguei em um voo super tarde, o que significa que o aeroporto estava com TUDO, inclusive casas de câmbio, fechado e não consegui trocar nada por peso argentino. No dia seguinte, um domingo, obviamente a maioria das casas de câmbio estava fechada. Pois bem, eles me emprestaram um dinheiro que, segundo o gerente, dava pra “pegar o metrô de ida e volta e ainda tomar uma cerveja”, rs.

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Ah, falando em metrô. O Boho está um pouquinho distante da estação de metrô mais próxima (Plaza Itália). São pelo menos umas 9 ou 12 quadras. Eu fui no outono, então estava delícia de andar e, nos dias em que estava mais cansada, pegava um táxi, que dava uns 15 ou 20 pesos até o Boho. O que no câmbio da época nem era uma facada.

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Se voltar pra Buenos Aires, certamente ficarei no Boho.

Mais informações:

No Booking.

No Facebook.

No site.

Em Buenos Aires: Sheldon Pub!

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Pense em um local com uma decoração super interessante – tanto de dia como, principalmente, a noite – que é ao mesmo tempo uma loja de discos, um bar e, por que não, um cenário maravilhoso para quem gosta de fotografia, decoração e arquitetura. Pois bem, aí está o Sheldon Live Music.

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Se você vai para Buenos Aires pela primeira vez, pode colocar o Sheldon no seu roteiro sem medo de arriscar. Se já conhece a capital porteña e não conhece o Sheldon, guarde um tempinho pra ele, mesmo que seja só pra conhecer a loja de vinis.

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Detalhe: a loja fecha por volta das 20h, então chegue um pouco mais cedo, confira os LP’s e depois tome uma cervejinha gelada ou experimente um drink. Ou apenas coma e tire fotos.

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Localizado próximo a Plaza Serrano, no bairro Palermo Soho (que por si só vale a visita) a região é riquíssima em opções: bares, restaurantes e pubs, tudo um ao lado do outro. É, de fato, complicado escolher onde entrar. Dá vontade de ficar um pouquinho em cada lugar.

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O Sheldon, no entanto, foi amor à primeira vista quando pesquisava um roteiro legal para Buenos Aires. A decoração, os ambientes e até o nome me chamaram atenção. Sem dúvida, “ao vivo” o bar me cativou ainda mais. Faz parte do roteiro na próxima ida a Buenos Aires.

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Eu olhando pra um dos ambientes incríveis! ❤

PS: As fotos do post são todas minhas, mas têm milhares pela internet, inclusive mostrando outros ambientes que acabei não fotografando, como a própria loja de vinis. Além disso, você encontra fotos dele de dia, que também é incrível.

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Pra saber mais:

Sheldon Live Music

Endereço: Rua Honduras, 4969, Buenos Aires.
www.facebook.com/SheldonPub

Atualização: o Gaia mudou!

Vocês se lembram que eu falei do Gaia Boutique Hostel aqui? Se não, clique AQUI e confira.

Então, tenho uma boa e uma má notícia.

A má é que aquele espaço delicioso e super cheio de detalhes em Curitiba não existe mais! Mas… a boa notícia é que a Renata e o Rafa mudaram pra um paraíso e levaram o Gaia junto: Florianópolis, capital de Santa Catarina!

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O novo conceito do Gaia, que agora é Vila Gaia Chalés 🙂

Ainda arrumando o espaço, a proposta mudou um pouco. Além de passar a se chamar “Vila Gaia Chalés”, o local agora é simplesmente na praia!

O novo Gaia está, como diz o site dele, “a menos de 5 minutos (caminhando) da praia de Ponta das Canas, que destaca-se por possuir águas calmas, ideal para famílias com crianças pequenas e aos adeptos de esportes náuticos”.

Pelas fotos parece que o charme e todos aqueles detalhes que fizeram a diferença na minha rápida estadia em Curitiba permanecem. E aí? Animam?

Confira fotos, mais informações e preços no site deles ou pelo Facebook.