Filme “Livre”: história real com a mochila nas costas

Quando vi o trailer do filme “Livre” (Wild) pensei na hora: é o “Na natureza selvagem” (Into the Wild) na versão feminina!

Alguém já leu o livro ou viu o filme “Na natureza selvagem”?

O Chris McCandless verdadeiro

O Chris McCandless verdadeiro

Ele está no topo da minha lista dos melhores livros do mundo e também é o único filme que foi dignamente fiel a uma história real, a do americano Chris McCandles. O filme teve a direção do ator Sean Penn e o Eddie Vedder (do Pearl Jam) fez um cd inteirinho dedicado ao filme.

Na Natureza Selvagem, o filme

Na Natureza Selvagem, o filme

Apesar de ser perdidamente apaixonada pela história do Chris e ter achado uma espécie de “imitação”, ao ver o trailer de “Livre” já me interessei instantaneamente: uma mulher viajando sozinha, com uma mochila nas costas, em busca de autoconhecimento e com muitas histórias mal resolvidas no passado.

Cena de "Livre"

Cena de “Livre”

Pra completar, quem faz o filme é a atriz Reese Whiterspoon, que sabe ser versátil e está maravilhosa.

A história é basicamente sobre Cheryl Strayed, uma mulher que perde a mãe e, simplesmente, enlouquece.

A partir daí, a vida vai ladeira abaixo e a viagem é um desafio que ela propõe a si mesma como uma espécie de “preciso me livrar desse mundinho que estou vivendo e fazer outra coisa pra me reencontrar”.

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Assim, ela simplesmente decide fazer a trilha “Pacific Crest”, uma rota de pouco mais de 4 mil km do lado Oeste dos Estados Unidos e que abarca ainda o México e o Canadá. Ah, detalhe: é considerado um “deserto”, tanto pelo calor extremo quanto pelo “vazio” no caminho.

Acontece que eu vi o filme, me emocionei, achei ela burra em alguns momentos, sensata em outros, louca e a admirei sem saber, durante todo o filme, que se tratava de uma história REAL!

A Cheryl Strayed "real"

A Cheryl Strayed “real”

Sei lá, burrice minha mesmo. Eu só havia visto o trailer e sabia que a Reese estava concorrendo ao Oscar neste ano. Não fui atrás da história. Qualquer crítica que lesse antes de ver me deixaria com um olhar “viciado”.

Então, ver o filme e, no final, ser surpreendida por fotos reais da Cheryl me fizeram reavaliar por um breve minuto tudo que eu tinha acabado de ver.

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A Reese não só foi a atriz do filme como também a produtora. O longa foi milimetricamente perfeito nos figurinos da atriz: até uma camiseta com um leão estampado está exatamente igual ao da Cheryl real.

E, claro, fora esses detalhes mais fúteis, ver “Livre” serviu para parabenizar a mulher real que fez por mais de 90 dias uma trilha árdua e, detalhe, sem nenhuma experiência anterior nesse tipo de aventura.

Do ponto de vista fotográfico, o filme é um show. As paisagens da trilha são de tirar o fôlego.

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Do ponto de vista psicológico, é um soco no estômago: os machucados físicos, a vida que deixou pra trás, a vida que virá pela frente, os questionamentos – que qualquer pessoa fazendo uma mera corrida de rua já teve – de “por que eu estou fazendo isso?” “qual o objetivo?” “eu posso desistir a hora que eu quiser” “mas, por que desistir?” são de emocionar.

E, assim como qualquer atleta de fim de semana sabe, chegar ao fim é só o começo da melhor das frases: eu fui capaz. Eu sou capaz.

O mapa da trilha

O mapa da trilha

Veja: trailer de Livre e trailer de Na Natureza Selvagem

PS: Assistam “Livre” e, claro, se ainda não viu, assistam “Na natureza selvagem”.

PS2: “Livre” foi baseado no livro de memórias de Cheryl, “Livre – A jornada de uma mulher em busca do recomeço”.

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Isla del Sol: paraíso boliviano!

A Bolívia é turisticamente linda! Sim, também é um país bastante pobre economicamente, com um potencial maior do que o que seus visitantes encontram.Mas, vamos combinar, têm muitas cantos aqui no Brasil que oferecem uma infraestrutura precária, às vezes até inexistente.

Eu me apaixonei pela Bolívia desde o momento que pisei na fronteira com Mato Grosso, na cidadezinha de San Mathias. Ok, a cidade fronteiriça com Cáceres também é precária.

A pracinha arborizada de San Mathias :)

A pracinha arborizada de San Mathias 🙂

Só que a praça da cidade era linda e foi a partir de San Mathias que passei a compreender que bolivianos amam muito esse lance de praças.

Por todas as cidades que passei elas eram sempre lindas, arborizadas, limpas e com muitos nativos e turistas aproveitando pra jogar aquele xadrez ou só esperando o próximo ônibus.

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Praça em Santa Cruz de la Sierra

Mas, chega de enrolação. O post de hoje é sobre a Isla del Sol – a “Ilha do Sol” – um paraíso boliviano banhado pelo Lago Titicaca. A ilha é a maior do lago e, antigamente, levava o mesmo nome de Titicaca.

Barquinho que leva pra ilha

Barquinho que leva pra ilha

Pra chegar até a ilha, é necessário, primeiro, chegar até a cidade de Copacabana, que fica às margens do Titicaca.

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Fila no cais que leva à Ilha do Sol

Sem agendamento, é só esperar belos barquinhos que fazem o trajeto. Você pode escolher entre fazer um bate e volta ou dormir na ilha.

Caminho para a ilha

Caminho para a ilha

Eu escolhi dormir uma noite. Ah, detalhe: para entrar na Isla del Sol paga-se. Na época que eu fui (fim de 2009), a entrada custava 5 bolivianos. Muito barato.

Um recado de boas vindas e também o preço. Sim, paga-se para entrar na ilha!

Um recado de boas vindas e também o preço. Sim, paga-se para entrar na ilha!

Não reservei nenhum hotel. Estava com mais duas amigas e resolvemos ficar no primeiro que encontramos pela frente.

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Ahhh! A vista da ilha. Linda, né?

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“Sacada” do hotel que ficamos.

Motivo: logo no começo tem uma escadaria GIGANTESCA pra se subir. Haja fôlego.

Só o começo da escadaria...

Só o começo da escadaria…

Tem uns meninos que ficam te oferecendo serviço de transporte de bagagens. Lógico que aceitamos. As mochilas estavam pesadas demais…

Cotidiano da ilha...

Cotidiano da ilha…

Como chegamos quase no fim do dia, resolvemos dar uma andada pela ilha e jantarmos. A janta foi deliciosa, com uma sopa de entrada (com quinoa, que por lá é plantada e super barata!) e truta com legumes. Claro, tomamos uma cervejinha Paceña.

Sopinha de quinoa e legumes de entrada

Sopinha de quinoa e legumes de entrada

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Jantar! Pra que melhor? Hummmm…

Cotidiano da ilha (2)

Cotidiano da ilha (2)

Depois do jantar, voltamos pro lugar onde ficamos hospedadas. A vista era sensacional também, como todas da ilha.

Vista do hotel

Vista do hotel

No dia seguinte, fomos passear em umas ruínas. Não fomos no lado mais “famoso”, que é o Norte. Dizem que é mais puxado pra caminhada. Não me arrependo do lado que fomos. E vocês vão entender vendo as fotos…

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Depois de sobe, desce, tira foto, pula, ri, contempla, agradece, comemos e descemos pra esperar o barco de volta. Foi tudo lindo!

Esperando o barco....

Esperando o barco….

A Isla del Sol é lugar pra ir mais de uma vez e, mesmo indo uma única, é pra se aproveitar cada pedacinho. Apesar de muito turística, os moradores vivem sua rotina normalmente. A vida, afinal, não para pra ninguém, né?

PS: ao programar sua viagem, fique ligado na temperatura. Dependendo da época, a noite é realmente MUITO fria.

Boa viagem!