Caminito: porque sim! 11 dicas para aproveitar o passeio.

Todo mundo fala que ir ao Caminito, em Buenos Aires, é o programa mais “pega-turista-trouxa”. Eu não acho. Na verdade, acho super válido conhecer alguns locais ou fazer alguns programas – independente do país – que são extremamente turísticos.

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Afinal, você tá fazendo o que? Visitando, né?

Portanto, ir para o Caminito não era meu passeio obrigatório quando fui para Buenos Aires, mas queria sim fazê-lo. Do ponto de vista fotográfico, sempre achei que aquelas cores ficariam maravilhosas em imagens.

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É claro, toda pesquisa é válida. Li muitos blogs de viajantes e sites de pessoas que vivem em Buenos Aires alertando dos perigos da região, que não é 100% segura, os melhores horários pra ir e pra nunca, nunquinha, comer por ali.

Com tudo isso claro na minha cabeça, fui tranquilinha para o Caminito.

Pra quem não sabe a história da região, lá vai: segundo o site Buenos Aires e Turismo, a área onde se situa o que é o Caminito hoje é onde, em 1898, passava uma linha de trem. Em 1928, a ferrovia fecha e o local fica abandonado.

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Só em 1950 é que um grupo de moradores, entre eles o pintor Boca Quinquela, decidiu restaurar a região. Quinquela batizou a rua principal com o nome de Caminito, que por sua vez é o nome de um tango popular na Argentina.

Em 1959 o local é transformado no museu a céu aberto. Ah! E “La Boca” é o nome do bairro onde está o Caminito.

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Bom, de lá pra cá muita coisa mudou. Se para melhor ou para pior, nunca se sabe. Esse lance de comparar períodos sem levar em questão a história da década não me pega.

O Papa Francisco tá na moda, rs

O Papa Francisco tá na moda, rs

Mas, vamos as dicas?

1 – Vá em horário de “pico”, o que significa ir no meio da manhã ou no meio da tarde;

2 – Não faça o turista bocó: cuide dos seus pertences e leve o mínimo necessário;

3 – Mas também não faça o turista neurótico: assim como no Brasil, cuide da sua bolsa ou mochila, leve dinheiro, carteira ou documentos em locais seguros ou que você tenha coordenação motora suficiente para dar uma checada vez ou outra;

4 – Por favor, não caia na do dançarino/dançarina fake de tirar foto fingindo que é um dançarino ou dançarina de tango. OU, se for seu sonho, converse bastante antes da foto: eles costumam dizer um valor qualquer – tipo 20 – aí você acha que é peso e na verdade eles querem em reais;

5 – Já disse no texto acima, mas vale repetir: não coma na região. Os melhores restaurantes, definitivamente, não estão no Caminito. Quer comer uma parrilla maravilhosa? Vá para Puerto Madero ou, como eu fiz, coma no La Cabrera, em Palermo. Leia sobre AQUI;

6 – Apesar de ser contraditório, os locais com mais fluxo de pessoas são provavelmente os mais seguros, ou, pelo menos, aqueles em que se proteger e gritar “pega ladrão” terá mais repercussão. Assim sendo, não se afaste da parte “turística” do Caminito;

7 – Não se avexe de falar pros portenhos que vão tentar te vender até pedra: NO, GRACIAS;

8 – Argentinos sempre vão saber que você é brasileiro. Sempre. Mesmo se você não estiver com uma camiseta da seleção. Então, meu amigo, não xingue eles, por favor!

9 – O Caminito é extremamente pequeno, geograficamente falando, na parte turística. Então, não ache que seu passeio vai durar uma manhã inteira ou uma tarde inteira;

10 – Compre. Aproveite o Caminito para comprar os doces de leite Havanna (se bem que tem loja no centro e também em Palermo e deve ter em mais de um milhão de lugares que eu não faço ideia), os souvenires dos mais diversos pra sua família inteira e, claro, pechinche (ai, que mania brasileira). Comprei ímãs, porta-chaves e quadrinhos com fotos de dançarinos de tango pros meus pais. Foi o lugar mais barato pra comprar essas coisinhas;

11 – Leve dinheiro. E trocado, se possível. Com dinheiro na mão é sempre mais fácil negociar. Sempre.

Mais fotos:

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As 10 cidades do mundo onde o transporte público funciona

Impossível? Sonho? Miragem? Pois é, unir o verbo “funcionar” com as palavras “transporte público“, partindo da lógica brasileira do sistema, parece impossível. Mas não é.

O site gringo AskMen listou 10 cidades do mundo onde os meios de transporte público funcionam. O mote da página para criar a lista foi o alto preço do combustível, que, pelo jeito, não atinge só a gente aqui da América do Sul

Óbvio, a lista não mostra países em que o transporte público é 100% uma maravilha, porque definitivamente isso é um sonho, mesmo no supra sumo do desenvolvimento. O que o site fez foi unir alguns “qualidades” que esses lugares têm. Foram elas: confiança, segurança, a cobertura geográfica das linhas (de ônibus, metrô, trem, etc) e limpeza.

Confira:

1 – Copenhague, Dinamarca

Sistema que permite as bikes entrarem

Sistema que permite as bikes entrarem

Conforme o AskMen, se algum dia alguma coisa andou mal em Copenhague, essa “coisa” não foi o transporte público. Em 2002, a capital da Dinarmaca finalizou seu metrô, que por sua vez é interligado a um sistema de trem, o S-trains. Outro item importante é que existe um programa para ciclistas, que contam com amplas áreas de estacionamento das magrelas. Apesar de não estar na lista, um país que conta com amplos estacionamentos de bikes é a Holanda.

2 – Berlim, Alemanha

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Conforme o site, as palavras “alemã” e “eficiência” unidas são um clichê. Ainda assim, a cidade está na lista por seus 132 quilômetros de linhas de metrô, que chamam de U-Bahn, também tem a rede ferroviária que faz interligações com rotas por todas as regiões de Berlim. Fora isso, o sistema de metrô sempre têm vagões passando dee 2 a cinco minutos nos horários de pico. Pra mim, tá ótimo, rs.

3 – Hong Kong, China

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Segundo o AskMen, cerca de 90% de todas as viagens dentro de Hong Kong são feitas por meio do transporte público, chamado comumente de Mass Transit Railway (MTR). Isso deve ser maravilhoso. São 175 quilômetros de extensão para aproximadamente 7 milhões de pessoas. É gente demais! Detalhes chineses: o metrô oferece 3G para seus usuários e o cartão “fidelidade”, o Octopus Card, pode ser abastecido com dólar e ser usado em redes de fast food, parquímetros e lojas de conveniência. Só de ler isso sofro com nossa realidade…

4 – New York, EUA

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Abrindo parênteses: A lista feita pelo site AskMen prioriza a “funcionabilidade” do transporte público. Sendo assim, acredito que Nova Iorque/Nova York/New York está na lista por isso. Internacionalmente conhecido por ser um dos mais extensos do mundo, o metrô nova iorquino também pode causar confusão e, pelo que sei, é bastante sujo também. Fechando parênteses. Conforme o site gringo, o metrô de Nova York é tão onipresente como a Estátua da Liberdade. São mais de 100 anos de “vida”, com 375 quilômetros de extensão. Ele também funciona 24 horas por dia, todos os dias do ano. Ah, são 4,5 milhões de usuários todos os dias.

5 – Paris, França

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O metrô parisiense também está velhinho: são 110 anos e 214 quilômetros de extensão. A Cidade Luz também guarda um mérito único: tem a maior estação subterrânea do mundo: a Chatelet les Halles. Por dia, são 4,5 milhões de usuários e, talvez um dos itens mais interessantes, é que o cartão dos usuários faz interligação com o sistema de trens, o RER, ônibus e o sistema de bicicletas, o Velib. Abre parênteses de novo: muitos acham o metrô parisiense um lixo e a principal reclamação é o fedor e a sujeira. Pois é, ele fede a mijo. Além disso, muitos dizem que algumas estações são perigosas – principalmente a noite. Como dessa lista só estive em Paris e em Londres (que está aí pra baixo), posso afirmar que, de fato, a sujeita existe, mas como sou uma apaixonada por Paris, até isso foi um detalhe. Eu achei muito intuitivo o sistema do metrô em si e um charme o lance dos músicos poderem entrar dentro dos vagões (em Londres eles têm áreas restritas). Fecha parênteses. 

6 – Seoul, Coréia do Sul

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8 milhões de pessoas usam diariamente o metrô de Seoul. Agora, pense nesse número e no fato do país estar nessa lista. Realmente é preciso tirar o chapéu e aplaudir sistemas públicos em países em que o número de pessoas é assustador. Conforme o AskMen, são 287 quilômetros de extensão de metrô, que se interliga com o sistema de ônibus. Dentro dos vagões de metrô, há uma tecnologia à parte: telas de LED com informações sobre as estações, anúncios em coreano e inglês, acesso wi-fi e robôs que ajudam passageiros a encontrar informações. Ok, né?

7 – Londres, Inglaterra

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Conhecido como Tube, a rede de metrô londrina é simplesmente a mais antiga do mundo e uma das mais extensas: são 400 quilômetros. Antiga, no entanto, não é sinal de velha e acabada. O metrô é maravilhosamente limpo, moderno e organizado. A pontualidade britânica também está ali. Fora isso, o que impressiona é o quanto o metrô é “fundo”. Em algumas estações, são dezenas e dezenas de degraus pra se descer/subir. O que ajuda, uma vez que a passagem é bem salgada, é o Oyster Card. Como disse acima, o metrô é tão organizado que aqueles músicos de rua têm seu espaço demarcado nos corredores das linhas. Fique atento: as grandes estações dão um nó na cabeça. Ah, fora tudo isso, quem não ama o “Mind the gap between the train and the platform”?

8 – Taipei, Taiwan

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O metrô de Taipei é um dos mais caros do mundo, conforme o levantamento do site. Mas, fora isso, é considerado o número 1, nos últimos três anos, nos quesitos confiabilidade, segurança e qualidade. Para os turistas ou locais perdidos, o metrô possui telas de Led com os tempos dos trens e também informações sonoras em inglês. Um detalhe que deve ser interessante é que em um dos caminhos, os vagões passam dentro do Jardim Zoológico de Tapei. Ah, são 1,1 milhão de usuários por dia.

9 – Moscou, Rússia

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A capital russa tem um dos sistemas de metrô mais antigos do mundo. São 293 quilômetros de extensão para transportar 7,5 milhões de usuários. Um item lindo é que as estações são aulas de arquitetura barroca. Conforme o AskMen, as linhas russas estão entre as mais seguras e eficientes do mundo.

10 – Tóquio, Japão 

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Pensar em Japão sem pensar em muita tecnologia e agilidade seria inocência de qualquer um que se arriscasse a fazer uma lista dessas, né? Confira os números: são 286,2 quilômetros de trilhos para atender cerca de 8 milhões de passageiros por dia. Com isso, o sistema é o que mais atende passageiros por dia. De modo geral, segundo o site, os trilhos da região metropolitana de Tóquio é de 27.270 quilômetros. Outro item fundamental – e cultural – é a extrema limpeza das estações e vagões. O ponto negativo é que na hora do rush, você provavelmente será uma sardinha.

Menção honrosa:

Portland, Oregon

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De acordo com a pesquisa, Portland tem um dos sistemas mais inovadores do mundo no quesito metrô-transporte-público-de-qualidade. Entre suas qualidades, destaca-se a pontualidade. Outro adendo de Portland é sua cultura ciclística: a cidade tem amplas ciclovias e ciclofaixas um transporte público considerado confiável.

Os países mais seguros para mulheres que viajam sozinhas!

No final de fevereiro a imprensa brasileira divulgou de forma bem massiva uma lista dos 10 países mais perigosos para mulheres viajarem sozinhas. As reportagens nacionais se basearam em uma reportagem do jornal inglês Daily Mailque por sua vez se baseou em uma pesquisa do International Women’s Travel Center (algo como Centro de Viagens Internacional das Mulheres).

É claro, o Brasil estava lá, no topo da lista. Mas, como a lista de lugares para não ir ficou bem divulgada, quis aproveitar o ensejo pra divulgar uma outra pesquisa, talvez até mais interessante: Lista dos 10 países mais seguros para mulheres que viajam sozinhas (The 2014 List of Safest Countries in the World for Women Travelers).

Confira a relação:

1 – Islândia

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A própria pesquisa intitula a Islândia como um país meio fora da rota ou “incomum” para turistas. Ainda assim, com cachoeiras cristalinas, gêiseres e “spas geotérmicos”, o país é fascinante. Além disso, do ponto de vista político e jurídico, a pesquisa cita que a Islândia é um do países com as leis mais igualitárias do planeta em relação a participação da mulher na sociedade. Quer melhor?

2 – Dinamarca

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Um país diversificado: assim é a Dinarmarca. Você pode ir para praia no Verão ou ainda visitar castelos, como o Kroborg. Também tem o Jardins de Tivoli e o parque Legoland. Sim, feito de lego! A Dinamarca parece tão legal que tem até um site oficial todo em português. Veja AQUI.

3 – Nova Zelândia 

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Locação de boa parte dos filmes épicos – como a trilogia “O Senhor dos Anéis” – a Nova Zelândia também é conhecida como o país dos esportes radicais. Além disso, o país está entre os que ocupam o primeiro lugar no Índice Global de Paz (Global Peace Index). Conforme a pesquisa, recentemente houve um caso de agressão sexual contra duas mulheres em Auckland, mas, em geral, há poucos relatos de insegurança a mulheres turistas.

4 – Áustria

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Viena é a capital da Áustria e, pelo sexto ano seguido, lidera o ranking de qualidade de vida. É uma cidade culturalmente divina, com inúmeras atrações. Entre as dezenas de qualidade do país, está, por exemplo, a cidade de Innsbruck, considerada a capital dos Alpes. Assim como os outros países europeus da lista, tem também inúmeros castelos, jardins e monumentos.

5 – Suíça

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Mais alpes. Adicione ao país os chocolates internacionalmente conhecidos e a segurança das mulheres viajantes. Gente, precisa mais? Precisar não precisa, mas, se quiser, tem: parques, passeios em meio a natureza, museus e muita cultura. Fui procurar mais informações do país e um site listava 200 atrações imperdíveis.

6 – Holanda

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O texto já começa falando que, sem dúvida alguma, o Museu Rijksmuseum é um dos mais maravilhosos do mundo. Além dele, tem o museu Van Gogh, tem o Parque Nacional de Hogue Veluwe, os jardins de Keukenhof, os moinhos… e a segurança da mulher.

7 – Finlândia

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Aurora Boreal. Um lugar onde pode ser vista a Aurora Boreal. Nem é preciso exigir muito da Finlândia, apenas sentir. País fantástico e seguro. Ah, outro detalhe: o país foi considerado o número um em segurança por outro órgão, o “Travel and Tourism Competitiveness index”, e o número sete pela “Global Peace index”. Fim.

8 – Canadá 

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Talvez o mais conhecido ou talvez o que mais faz parte da nossa realidade e está em nosso continente. País gigante territorialmente falando, o Canadá tem diferentes possibilidades pra turista: montanhas, lagos e cidades cosmopolitas, por exemplo.

9 – Suécia

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Aurora Boreal. Sim, também dá pra ver. Mas a Súecia guarda outras boas surpresas: hotéis em cima da árvore no meio da floresta, hotéis de gelo, uma das melhores trilhas de caminhadas do mundo (Kungsleden) e, sua capital, Estocolmo, que é linda. Outro detalhe: na lista do Global Peace Index, a Suécia ocupa o nono lugar.

10 – Bélgica

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País grudadinho na Holanda, a Bélgica está em décimo lugar na lista dos países mais seguros do mundo para as mulheres que viajam sozinhas. Pequeno, mas com cultura espetacular são inúmeros museus e arquitetura espetacular pra conhecer. Ah, um detalhe que a lista não cita, mas é preciso ser dito: apesar dos chocolates suíços serem bem famosos, os belgas são maravilhosos. Maravilhosos!

Menções honrosas 

Apesar da lista trazer 10 países, o International Women’s Travel Center fez dois tipos de menções honrosas.

A primeira lista três países europeus: Noruega, Irlanda e Eslovênia.

A segunda lista divide os países seguros por região.

Confira:

África: Botswana e Zambia

Ásia: Hong Kong e Singapura

Sul da Ásia: Butão

Ásia do lado do Oceano Pacífico: Malásia

América Central: Panamá

América do Sul: Uruguai e Chile

Diante de tantos países e opções diferenciadas só posso dizer: boa viagem!

Ah! A lista completa e em inglês pode ser lida AQUI.