Templo Zu Lai: um pedaço de paz perto do caos

Tá, é meio óbvio ~ e clichê ~ chamar São Paulo de “caos”. Mas, vamos combinar, tudo no universo é um pouco adjetivado se também é comparável. E, comparado ao Templo Zu Lai, São Paulo é uma intermitência de barulhos, cores e agitação, o que também, no momento exato, não deixa de ser bom. 😉

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O local é um templo budista, localizado em Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo. E, se tivesse uma palavra para descrevê-lo, ela seria paz.

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Fui no ano passado, em uma visita a São Paulo. Como estava de férias, fiquei na casa de uma amiga e falei do local, ela mostrou interesse e fomos de carro, em uma segunda-feira sem muito trânsito. Mas, para interessados, existe um ônibus que sai uma vez por semana do bairro Liberdade e faz um “bate-volta”.

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O Zu Lai é um templo do Monastério Fo Guang Shan e tem raízes no Budismo Maaiana. Pra quem não sabe, existem diversas correntes budistas. Eu, por exemplo, sempre fui simpatizante [eles dizem assim] do budismo e à época não sabia muito sobre essas divisões. Hoje, sou mais dedicada a estudar o Budismo de Nitiren.

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Mas, não importa. Seja para simplesmente sair um pouco da rotina, para tirar fotos, almoçar no restaurante do local, refletir sobre a vida, sentar na grama, ver peixes no rio, subir e descer ladeira ou assistir uma celebração, o Zu Lai vale a pena.

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Vá, no entanto, respeitando as regras do local e também respeitando uma religião que, a princípio, pode te parecer estranha e cheia de rituais. Mas, quais são as religiões que, de alguma maneira, não passam por rituais?

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Eu voltaria no Zu Lai inúmeras vezes e recomendo o passeio. Ah, inclusive para quem quiser conhecer um pouco mais a fundo ou até mesmo participar dos retiros que o local oferece, é só conferir no site da instituição.

O portal deles realmente tem muitas informações. Dá uma olhadinha AQUI.

Confira outras fotos que fiz:

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In your face: sobre Mario Testino, Gisele Bündchen, Kate Moss e Buenos Aires.

O título confuso é proposital. Em 2014 estive em Buenos Aires e visitei o Malba, o incrível Museu de Arte Latinoamericano de Buenos Aires.

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Sim, óbvio, e claro, fui principalmente por uma tela da Frida que está lá, assim como uma do Diego Rivera e do “nosso” Abaporu, da Tarsila do Amaral. Todas essas citadas são peças permanentes (às vezes “emprestadas a outros locais) do Malba.

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Mas, como grande parte dos grandes museus, o local conta com exposições passageiras. E foi assim que conheci a exposição “In Your Face”, do Mário Testino.

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Não era meu foco, mas a exposição conquistou meus olhos. E, como brasileira, meu coração.

Testino é famoso por fotografar moda. Alguns retratos seminus ou completamente nus de estrelas de Hollywood também fazem parte do nosso inconsciente coletivo.

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Mas, voltando a falar do Brasil, é interessantíssimo ver nossa top recém-aposentada Gisele Bündchen em grande parte das fotos dele. Gisele é rainha na exposição, assim como, não posso negar, Kate Moss. Lady Gaga também tem seu lugar especial na exposição.

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Enfim, são 122 fotografias em tamanhos gigantes de diversos anos e fases do Testino. No Brasil ela esteve no final de 2014. O começo da In Your Face foi em Boston, em 2012.

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Atualmente as fotos podem ser vistas na Alemanha. Confira onde AQUI.

Confira mais fotos abaixo:

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O que viajar sozinha me ensinou. (E 9 dicas pra você embarcar nessa agora!)

Talvez seja um dos posts mais manjados em blogs de viagem. O tal do viajar sozinha/sozinho levanta mesmo questionamentos. Até em quem viaja sozinho. Até em quem está acostumado com esse modelo de viajar.

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A primeira vez que embarquei em uma viagem solitária foi aos 17 anos. Desde então, muita coisa mudou.

Na verdade, só a partida foi solitária: eu estava saindo do interiorzão de Mato Grosso, uma cidade de 50 mil habitantes, rumo a um intercâmbio pra outro país, outra cultura, uma vida totalmente nova.

Não tenho dúvidas: o México alterou totalmente a rota da minha vida. Foi um divisor de águas.

Em Chichén-Itzá, Yucatan,  no México, durante a Rota Maia (Ruta Maya)

Em Chichén-Itzá, Yucatan, no México, durante a Rota Maia (Ruta Maya)

Poderia falar que só quem faz um intercâmbio sabe. Mas não, acho que tudo que é um rito de passagem, como o próprio termo diz, muda a nossa vida. Às vezes drasticamente. Se não muda nosso exterior, muda o interior. Se não muda os atos, muda, de alguma maneira, a forma que pensamos para agir.

Do México em diante, a vida foi – e é – uma eterna viagem. Chegadas, partidas, novas amizades, despedidas doloridas, coração partido, aprendizados, erros, muitos erros. E, de novo, aprendizados. Cidades novas, cidades velhas…

Aí que entra a velhice: depois da volta do México, dos anos que se passaram, do fim da vida universitária, viajar sozinha não parecia muito uma opção.

Eu vou cruzar o continente? Sozinha? E países que não domino o idioma? E se tiver violência? E se eu for assaltada? Passa tudo na nossa cabeça. Do maravilhoso ao pior.

Em Palenque, no estado mexicano de Chiapas. Viagem durante o intercâmbio

Em Palenque, no estado mexicano de Chiapas. Viagem durante o intercâmbio

Mas, sabe o que? Arrisque-se. Esse lance da vida ser curta é real. Né? Então, se tiver a grana, vá. Se tiver o amigo, vá. Mas se não tiver um companheiro de viagem, ouse ser o seu próprio companheiro.

Sim, confesso, ser mulher é complicado nessas horas. Você pode estar em um bar de Paris e um canadense achar que as coisas serão facilitadas porque você está sozinha e só porque você é brasileira. Nada como ser grossa. Seus pais te ensinaram a ter educação? Desobedeça, pelo seu bem.

Você também pode se perder. Mas pode achar no meio do caminho locais incríveis. Paisagens meio fora da rota turística.

Quer mais dicas? Veja o que eu aprendi e recomendo na hora da viajar sozinha.

1 – Infelizmente – e obviamente – existem países mais seguros que outros. Então, pesquise seu destino e veja como é o comportamento de seu povo. Exemplo: de maneira geral a Europa é ok para embarcar sozinha. Ainda assim, já ouvi relatos de amigos que foram furtados na Itália. A Bolívia e países da Ásia, dependendo dos locais, já não são tão seguros. Masss… quando fui para Bolívia vi muitas gringas, por exemplo, viajando sozinhas – felizes e sem nenhuma história muito terrível. Mas, fato é: algumas diziam que tinham pagado MUITO mais caro que nós, latinos, por exemplo, nas passagens de um local pra outro. Uma americana chegou a justificar: ah, lá na minha terra eles geralmente passam por isso também.

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Buonasera (boa tarde!). Você pode tirar uma foto minha, moço?

2 – Viajar sozinha é fazer o que você bem quiser. Eu tiro o meu tempo, por exemplo, pra visitar museus e ficar o tempo que eu bem entender. O que significa passar o dia inteiro dentro de um ou, simplesmente, sair rapidinho se achei tudo um saco.

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Em Montmartre, o bairro mais lindo de Paris

3 – Se você tiver dinheiro, hospede-se em um hotel, óbvio. Se não tiver tanto assim, fique em hostel, em quartos exclusivos para mulheres. Prefiro também sempre ficar em hostels com menos camas possíveis. Por exemplo: em Paris optei por um com quatro camas, com banheiro privativo. Homens, de modo geral, são mais tranquilos com isso, mas também existem quartos exclusivos para o gênero, com banheiros privativos ou não. Ah! O bom do hostel é fazer amizades pra sair a noite, de repente.

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Em recente viagem a Cidade de Goiás, cidade histórica de Goiás. Solução fotográfica: deixar a câmera no timer 😉

4 – E a hora das fotos? Vou fazer só selfie? Calma. A dica é: perca a vergonha. Peça, educadamente, para tirarem fotos suas. Eu geralmente peço praquele carinha ou aquela moça oriental que está com uma super câmera no pescoço. Além de parecer óbvio que eles sabem tirar foto, eles não vão querer pegar sua câmera e correr uma maratona com ela e dizer “tchau, otário”. Outra dica, ainda sobre fotos, é: se não gostou da foto que tiraram de você, espere mais uns minutos no mesmo local, e peça pra outra pessoa. O fluxo de turistas é sempre grande mesmo.

No Vaticano. Acho que usei a frase "olá, por favor, pode tirar uma foto minha", mas de um milhão de vezes

No Vaticano. Acho que usei a frase “olá, por favor, pode tirar uma foto minha”, mas de um milhão de vezes

5 – Se for mulher e quiser sair pra beber, prefira um happy hour. É claro, tudo vai depender do quão distante você estará do seu hotel/hostel e se a região é perigosa. Não sei vocês, mas não gosto de ficar bêbada sozinha, a noite, em um local que eu não conheço bem. Essa mistura não dá muito certo nem onde a gente mora, né?

Pelo caminho, você também acha garçons super legais. A família do meu lado tá caindo na gargalhada porque ele fez tipo um ensaio fotográfico no Café 2 Moulins (o café da Amelie Poulain), em Paris.

Pelo caminho, você também acha garçons super legais. A família do meu lado tá caindo na gargalhada porque ele fez tipo um ensaio fotográfico no Café 2 Moulins (o café da Amelie Poulain), em Paris.

6 – Você não vai aprender grego da noite pro dia. Nem russo, nem mandarim, japonês ou francês. Mas você pode, com certeza absoluta, aprender o mínimo: com licença, bom dia, boa tarde, boa noite, obrigada, você pode me dizer onde fica (o lugar)? Apesar de ter falado ali em cima pra ser grossa em situações necessárias – e com situações necessárias digo realmente indesejáveis – ser educada, gentil e explicar que você NÃO fala o idioma, mas está se esforçando, é um caminho bem andado para a gentileza da outra pessoa. Exemplo: sempre me disseram que a França era um saco, que franceses não se esforçavam em falar em inglês e que eram grossos. Vi exatamente o contrário disso. Sempre pedi ajuda para donos de banca de revista, para pessoas na rua e SEMPRE foram gentis. Começava com um bonjour, ça va, I don’t speak french, but I need help. Teve dono de banca que até abriu mapa (que estava à venda) pra me mostrar onde estávamos e pra onde eu deveria seguir…tres bien!

Tem gente que até endossa nossas loucuras fotográficas sem achar estranho... (foto no Louvre)

Tem gente que até endossa nossas loucuras fotográficas sem achar estranho… (foto no Louvre)

7 – Para os momentos que vai passar sozinha em ônibus, trens, metrôs ou em aviões tenha o celular (ou qualquer outro aparelho) pra ouvir sua música ou tenha um livro legal pra ler. Caso não queira, tem também a opção ver a paisagem ou… dormir.

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Mais uma do Louvre 🙂

8 – Se for viajar pra muitos lugares de uma vez só e, por acaso, imprimiu as passagens, organize tudo em uma pastinha ou em um local só. Coloque lá o passaporte e tudo de importante. Seja organizado também com sua mala/mochilão. Fica mais fácil na hora de ir embora do hotel/hostel. Lembre-se: não vai ter ninguém pra perguntar “mas esse tênis não é seu? E essa nécessaire?”. É você por você mesmo.

O bom de viajar sozinha é que você fica com tempo de sobra pra fotografar NO SEU TEMPO o que você quiser. Na foto, a Cidade de Goiás

O bom de viajar sozinha é que você fica com tempo de sobra pra fotografar NO SEU TEMPO o que você quiser. Na foto, a Cidade de Goiás

9 – Mesmo viajando acompanhada, às vezes, a gente se sente sozinha. Ou a gente briga com o companheiro de viagem. Ou a gente pensa “poxa, não queria muito fazer isso”. Então, aproveite MESMO tudo que uma viagem solitária pode te proporcionar! Você pode até não ter muitos momentos de reflexão, pode não ser como em filmes que você tem vários insights e, no final, a viagem muda sua vida. Mas, viajar sozinha, sempre será um exercício de aprendizado, maturidade e autoconhecimento.

As fotos "solitárias" que fiz em Paris me renderam até publicação em uma revista francesa! <3 (faço post em breve sobre isso)

As fotos “solitárias” que fiz em Paris me renderam até publicação em uma revista francesa!

Boa viagem!

Uma tarde no museu: British Museum

Confesso, não sou muito chegada em filmes blockbusters demais, mas vi, na semana passada, “Uma noite no Museu – O segredo da tumba” (Night at the Museum 3: Secret of the Tomb /2015).

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Como o nome em inglês diz, o longa é o terceiro filme de uma série iniciada em 2006 e estrelada pelo ator Ben Stiller. Também está no filme o saudoso Robin Williams, que até deixa um clima de tristeza no filme, um dos últimos que o ator participou antes de morrer, em agosto de 2014.

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Bom, mas tudo isso pra falar que o incrível do filme é sua locação. Aliás, suas locações. O primeiro, como quem viu deve se lembrar, começa em Nova York, no Museu de História Natural (American Museum of Natural History). O segundo é o Instituto Smithsonian, em Washington, D.C.

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O terceiro é no incrível British Museum, o Museu Britânico. Vendo o filme, deu uma saudade da minha visita em Londres e resolvi compartilhar – mais do que escrever – algumas fotos do local.

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Ah! Pra mim, um dos detalhes mais legais é que o museu tem a entrada gratuita!

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Ah! (2) E, óbvio, o local é gigantesco e requer calma pra conhecer cada cantinho. Mas, deixa de conversa, né? As fotos falam mais que tudo: DSC_3188 DSC_3189 DSC_3190 DSC_3191 DSC_3192 DSC_3193 DSC_3194 DSC_3195 DSC_3196 DSC_3197 DSC_3198 DSC_3199 DSC_3200 DSC_3201 DSC_3202 DSC_3203 DSC_3204 DSC_3205 DSC_3206 DSC_3207 DSC_3210 DSC_3211 DSC_3213 DSC_3214 DSC_3215
DSC_3181As fotos são todas minhas.

Mais informações:

American Museum of Natural History

Instituto Smithsonian

British Museum