O que fazer na Bolívia: roteiro em tópicos

A Bolívia é rota certeira pra qualquer mochileiro, seja ele de primeira viagem ou mais experiente.

Mas, por incrível que pareça, ainda causa interrogações em quem não quer olhar muito pra América do Sul. Ou, pior: pra quem inclui entre os países desejados por aqui apenas a Argentina (e só Buenos Aires, viu?), Machu Pichu (eu sei, não é país, mas ninguém fala que tá indo pro Peru), talvez um Chile e, quem sabe, o Uruguai.

Vou tentar colocar em tópicos bem rápidos o que eu vi e que pode te ajudar a se aproximar da Bolívia.

1 – ARTE

Em Santa Cruz de La Sierra você encontrará museus e galerias de arte.

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2 – AS PRAÇAS

E sim, elas são sempre limpas, lindas e bem cuidadas. E melhor: a população utiliza MESMO as praças como ponto de encontro, cultura e lazer. Essa da foto é ainda em Santa Cruz de La Sierra, mas é assim na Bolívia inteira.

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3 – É TIPO O RIO DE JANEIRO

Em Cochabamba você encontra uma das maiores estátuas de Jesus Cristo do mundo. A vista do local é maravilhosa.

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4 – CAFÉS

E eles são lindos e por vezes históricos. Esse da foto é dentro de uma igreja, em La Paz.

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5 – CERVEJAS COLORIDAS

Sim, de folhas de coca, como a verde (em La Paz), ou com alguma coisa que deixa azul (em Copacabana).

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6 – HOSTELS

Óbvio. Mas muitos são tão legais que nem parecem um simples hostel. Esse é o Loki de La Paz, mas têm outros da rede em outras cidades.

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7 – NOITES DIVERTIDAS

Tem o pub dentro do hostel (como em La Paz – foto 1) ou uma balada com muita salsa (Copacabana – foto 2)

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9 – NEVE

Sim, o Chacaltaya é lindo e está a 5.400 metros acima do nível do mar.

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10 – TEM O VALE DA LUA

São formações “esquisitas” que fazem parte do roteiro do turista.

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11 – MAIS CERVEJA

Existem diversas marcas que não aportam muito aqui no Brasil. E como são gostosas…. (só que às vezes em temperatura ambiente)

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12 – TEM AS CHOLAS

Fiquei admirando os variados tipos de roupas e, principalmente, chapéus.

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13 – TEM O TITICACA

É tão lindo que não soube escolher a foto certa. É que não tem. Bom mesmo é ir lá checar.

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14 – ILHA DO SOL

Já fiz post falando dela. Não deixe de ir!

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15 – TEM UM MONTE DE MOCHILEIROS

Vamos fazer novas amizades?

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Maidentrip: documentário pra ver infinitas vezes

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Sim, ando super sumida. Não, não tenho nenhuma boa desculpa que justifique. Posso falar que, de fato, tenho viajado muito. Mas tudo a trabalho. Prometo fazer em breve um post relatando tudo que vi e por onde andei nesses últimos tempos.

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Mas, vamos falar de uma coisa super legal? Acabei de ver – não devem ter nem 30 minutos – o documentário Maidentrip, a história de uma menina holandesa (na verdade ela nasceu na Nova Zelândia, mas sempre morou na Holanda) que aos 14 anos decide sair em um barco para dar a volta ao mundo.

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Simples? Não. Laura Dekker e seu pai tiveram que enfrentar até mesmo um tribunal para que a história pudesse, de fato, começar. A Holanda entendia que ela era muito nova e, ir só, poderia representar riscos.

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Viver é aceitar riscos. Você pode estar pedalando tranquilamente e ser atropelado. Enfim, depois de quase 10 meses de processos e muita mídia em cima do caso, Laura conseguiu embarcar.

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Como todos devem imaginar, uma aventura solitária no mar rende sempre um óbvio esperado: euforia, felicidade, questionamentos de “o que eu to fazendo aquimesmo?”, solidão, um pouco de loucura, dancinhas sem ninguém ver, decepção, frustração, uma pintada no cabelo porque afinal ela é mulher e merece, amizades ao longo do caminho, despedidas, tempestades, chuvas torrenciais.

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Laura gravou tudo. E que bom.

É quase impossível acreditar que essa menina (hoje, com 19 anos) realmente tivesse só 14 quando começou a aventura. Mas, ao longo do trajeto, Laura explica todos os dramas familiares e, aos poucos, é possível entender que tudo na vida é um processo e que, realmente, o que ela passou serve bem pra amadurecer.

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Não quero fazer spoiler e, se continuar aqui, com certeza vou esbarrar em algum.

O fato é: assistam Maidentrip! Não é pra você se aventurar numa parada que não tem nada a ver com você. Mas é pra entender que, às vezes, precisamos sair daquela zona de conforto que tanto gostamos.

Não há nada melhor que uma viagem solitária pra entendermos, como bem ensinou Chris McCandless, que a felicidade só é verdadeira se compartilhada.

Ah! O documentário está disponível no Netflix.

Bom filme. 🙂

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