Porque EU não gostei de Roma, mas porque VOCÊ tem que conhecer

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Sim, eu não gostei de Roma. Mas, tenho meus motivos, vou explicar e, hoje em dia, olhando pras fotos, sinto até uma certa saudade.

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Pra começar, Roma foi minha última cidade de um mochilão realizado por outros quatro países. Mochilão mesmo. Comecei levando 12 quilos nas costas e, cheguei na Itália, carregando quase 17 quilos. Esses quilos apenas na mochila de roupas. Tinha a mochila menor, com minha câmera e outras coisinhas. Só a câmera pesava 2 quilos.

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No fim dessa viagem, tomava toda noite pelo menos dois comprimidos de Torcilax. O remédio nem fazia mais efeito.

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Fora isso, eu me senti “enganada” logo que cheguei na cidade. Como estava vindo de um voo muito cansativo, de Amsterdã, com uma escala longa em Barcelona, resolvi pegar um táxi da estação romana (Roma Termini) até o hostel. Foi unicamente pelo cansaço que fiz isso, uma vez que durante toda minha viagem táxi nunca foi opção mesmo.

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O taxista deu uma dezena de voltas, muitas mesmo. Dizia estar perdido. Depois que cheguei ao hostel entendi tudo. O local não devia ser nem 10 minutos a pé. Pra não ganhar pouco, ele deu as voltas. Atitude típica de muitos taxistas cariocas, por exemplo (e sei porque morei no Rio e, infelizmente, tem muita gente que faz esses “golpes” por 5 reais a mais na corrida). Mas, no caso de Roma, a brincadeira me custou 25 euros.

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Outro ponto negativo foi o metrô. Ao lado das máquinas de comprar o ticket, lembro que ficavam pessoas se fingindo de “ajudantes”, mas que na verdade eram não-romanos que fingiam auxiliar você pra depois te pedir 1 ou 2 euros, quando não mais.

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Antes de ir li bastante sobre cuidados pra se ter na cidade. Mas isso, sinceramente, achava exagero. Primeiro porque já tinha lido relatos BEM piores sobre a Bolívia e não me aconteceu NADA de ruim. Segundo porque também morei no Rio e nunca fiquei perto de ser assaltada. Cuidados são fundamentais, mas exageros são desnecessários.

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O prédio do meu hostel. Lindo, né?

Eu viajava só e nem por isso fiquei muito temerosa. Roma é uma cidade grande e, como qualquer lugar, é preciso tomar cuidado.

Fontana di Trevi

Fontana di Trevi

O que me deixou por vezes agoniada era a quantidade de turistas. Aglomerados, muitos, muitos, muitos. Havia passado por Londres, Paris, Madri, Amsterdã e em Roma parecia estar o mundo todo. Mas, veja bem, devo boa parte dessa agonia a minha fadiga e fim de viagem. Se bem que, pensando aqui, nunca passei por isso em finais de viagem antes de Roma ou depois.

gente gente gente gente

gente gente gente gente

Porém, preciso ressaltar que é PRECISO conhecer Roma algum dia em sua vida. A Cidade Eterna, como é conhecida, é obviamente incrível do ponto de vista histórico.

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Você nem precisa ter um roteiro específico. Roma, muito mais que Paris, por exemplo, é o verdadeiro “deixar se perder para se encontrar”: a cada virada na esquina, a cada novo sabor de gelato, a cada viela, uma surpresa.

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A cidade tem cheiros e sons maravilhosos e tive bons momentos ali. Eu não me senti só em nenhum momento. Quem viaja só, sabe: os garçons são verdadeiros amigos e fotógrafos nessas horas. E me diverti muito com eles.

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A minha dica pra Roma é: como tudo na vida, não crie expectativas, vá de coração aberto. Roma não é uma cidade perfeita, mas, afinal, existe alguma que seja?

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E outra dica preciosa: não perca seu tempo com filas quilométricas. Ainda no Brasil comprei todos os ingressos possíveis, do Coliseu até mesmo o Museu do Vaticano (onde está a Capela Sistina, obra imperdível e de encher os olhos de lágrimas). Não enfrentei fila em momento algum.

Ponte de Sant'angelo

Ponte de Sant’angelo

Ponte de Sant'angelo mais de perto 1

Ponte de Sant’angelo mais de perto 1

Ponte de Sant'angelo mais de perto 2

Ponte de Sant’angelo mais de perto 2

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O cinema, as viagens e três cidades

“Eu adoro essa parte, a luz vai se apagando devagarzinho, o mundo lá fora vai se apagando devagarzinho. Os olhos d’a gente vão se abrindo. Daqui a pouco a gente não vai nem mais lembrar que tá aqui.”

"Antes do Pôr do Sol"

“Antes do Pôr do Sol”

A frase é do filme Lisbela e o Prisioneiro. Se você já viu, bem possível saber que Lisbela (Débora Falabella) é uma apaixonada pelo que os filmes vistos dentro de uma sala de cinema causam. Se não viu, agora já sabe.

A praça do filme "Closer"

A praça do filme “Closer”

O cinema tem mesmo a magia de deixar a gente se transportar pra outros mundos. Mesmo que não seja dentro de uma sala geladinha, escura, com uma acústica perfeita, se o filme é bom, até de fone, vendo no seu notebook, um filme pode ter um efeito devastador na sua vida.

"Medianeras": Buenos Aires é personagem também

“Medianeras”: Buenos Aires é personagem também

Por isso mesmo, nunca pude deixar de relacionar essa “coisa” arrebatadora da sétima arte com outra paixão: as viagens.

Na verdade, acredito que junto com os livros que lemos, os filmes definem bem nossas referências ao longo da vida a respeito dos lugares que queremos conhecer.

Por isso mesmo, desde 2011, toda vez que coloco no roteiro uma viagem, sempre está incluso uma referência de algo que vi. Vai uma lista bem mínima.

Paris

As referências são enormes. Paris é uma cidade clássica, mas NUNCA clichê (não pra mim, desculpem).

Piaf

Piaf

Desde o “Último Tango em Paris”, da década de 1970, até filmes idiotas como “A Pantera Cor de Rosa” já passaram pela cidade.

Café 2 Moulins ou o café da Amélie Poulain

Café 2 Moulins ou o café da Amélie Poulain

Mas, baseei boa parte do meu roteiro na cidade devido aos filmes “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, “Antes do Pôr do Sol”, “Paris eu te amo”, “Piaf – um hino de amor”, “Meia Noite em Paris” e, claro, a animação “Ratatouille”, que tem imagens maravilhosas da cidade.

O café de "Antes do Pôr do Sol"

O café de “Antes do Pôr do Sol”

Londres 

Vou fazer uma confissão: fui para Londres unicamente porque uma prima minha morava lá e tinha onde me hospedar de graça. Não esperava nada de Londres. Não tinha expectativas grandes em relação a cidade como tinha em relação a Paris. Portanto, isso era um tiro no escuro. Londres é cosmopolita. É uma cidade de diversas culturas, sotaques, estilos. Não me apaixonei por Londres, mas, claro, me encantei pela cidade.

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Aquarium: Closer foi gravado aí

Minha paixãozinha pela cidade vinha por um filme não clássico e quase óbvio: “Closer”. Adoro o filme, o drama, os diálogos e… fala sério, as locações! O filme tem diversas cenas externas e tentei – juro – fazer boa parte dos locais. Mas infelizmente não consegui. Fiquei decepcionada, por exemplo, ao não conseguir ir na praça fundamental do filme. Mas, seguem outras referências londrinas: “Laranja Mecânica”, “Um Lugar Chamado Notting Hill”, “Simplesmente Amor”, “Match Point”, “O diário de Bridget Jones”, “Simplesmente Feliz” (eu AMO ESSE FILME), o nacional “Jean Charles” também dá uma ideia da cidade. PS: em muitas listas aparecem Harry Potter. Eu não vou colocar porque nunca vi UM filme e nunca li UM livro.

Em Notting Hill

Em Notting Hill

Buenos Aires

Não entendo nada de futebol e sei muito bem que argentinos são muito bons em pelo menos três coisas: doce de leite, publicidade e cinema. Além disso, o Ricardo Darín é argentino. E se você, que está lendo esse post, não sabe quem é Darín, por favor, procure ver todos os filmes dele urgentemente.

Região central de Buenos Aires

Região central de Buenos Aires

Mas, voltando a Buenos Aires. A cidade é a primeira opção do brasileiro que quer sair pela primeira vez pra fora do país. Fora que, com sua economia sempre flutuante, o país acaba sendo um paraíso, comparando-se a destinos europeus, por exemplo. Eu mesma tinha um certo preconceito, tanto que depois de viajar por outros países finalmente conheci a cidade. E que pena que conheci tão tarde.

Palermo Soho: o bairro que fiquei. Lindo, lindo, lindo.

Palermo Soho: o bairro que fiquei. Lindo, lindo, lindo.

Desembarquei no outono e me apaixonei por Buenos Aires. Certamente moraria lá por um tempo. E minha paixão começou não só por todos os filmes do Darín que pude ver, mas principalmente por “Medianeras”, um filme fantástico, que trata de tantos temas incríveis que é impossível falar dele sem querer ver de novo.

Pela região da Recoleta, bairro do cemitério e também das gravações de Medianeras

Pela região da Recoleta, bairro do cemitério e também das gravações de Medianeras

Medianeras é um filme com diversas locações incríveis e que por si só dá um belo roteiro pro viajante. Mas, fora ele, veja “Um conto chinês” e “O segredo dos seus olhos”, só pra começar.

E você? Quando viaja coloca o “cinema” na mala?

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