Meu intercâmbio: como passei um mês em Nova York

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Vista do Empire State

O blog tá mais desatualizado que Fotolog em 2016. Então, como também não tenho atualizado nenhuma outra rede social dele, preciso contar que passei um mês em Nova York. Mas não foi de férias. Fiz um curso semi-intensivo de Inglês e meu objetivo aqui é contar tudo que puder sobre ele. Alguns amigos têm me perguntado como fui, se foi caro, onde fiquei, etc. Então, como pretendo fazer um milhão de posts sobre lugares que fui em NY, resolvi que o primeiro vai ser do óbvio: como fui parar lá.

Primeiro ponto: de onde surgiu a ideia

Como já disse por aqui, fiz intercâmbio no México dos 17 aos 18 anos, pelo Rotary Club (na sua cidade com certeza tem). A experiência foi um divisor de águas pra mim. Foi a partir dela que tive um pouco de noção de como viajar era conhecer um pouco mais do mundo. E também foi a partir dela que resolvi que gostaria de conhecer o máximo de lugares que pudesse.

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Eu em Palenque: anos e ano e ano e anos…

Mas, como vocês sabem, no México se fala espanhol e meu sonho número 1 era ter ido pra Austrália naquela época. Não deu e essa ideia de aprender inglês em um local que fala inglês nunca saiu da minha cabeça. Só que meus pais pagaram todo meu intercâmbio pro México (que óbvio, não foi barato) e eu sabia que eu teria que arcar com qualquer um que viesse a fazer.

Um ano ou seis seriam períodos excelentes pra se aprender um idioma (no caso do inglês), só que eu não queria sair do trabalho e achei que um curso de um mês não me faria aprender inglês, mas, pelo menos, dar um upgrade. E também não afetaria o trabalho porque iria no período de férias.

O dinheiro

Eu sou jornalista e em 2014 teve campanha política para eleger governador, deputados e senadores. Como muitos sabem, jornalistas que fazem campanha política ganham uma grana excelente. Mas eu não fui uma delas. Eu continuei onde estava (em um site de notícias) e por firmar o compromisso de assumir a editoria de política durante o período, ganhei um pouco mais por isso. O que fazer com a grana? Queria investir em algo e não gastar em livros, roupas e sapatos, como eu provavelmente poderia ter feito. E aí repensei naquilo que já queria há tempos: o meu intercâmbio de um mês.

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PS: eu não ganhei horrores de dinheiro não. Mas o que ganhei foi suficiente pra dar entrada no curso que fiz. Só quero deixar isso claro porque você pode poupar durante um tempo e dar a entrada no seu curso, ok?

A agência de intercâmbio

Conheço muita gente que faz intercâmbio e, pra poupar dinheiro, consegue organizar tudo sozinho, desde o lugar que ficará, a escola que estudará e as passagens. Eu resolvi pesquisar e pesquisei MUITO até encontrar a Egali.

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A Egali é uma agência de intercâmbio com matriz no Rio Grande do Sul, mas que tem filiais por quase todo o país. Por sorte, Cuiabá era uma dessas cidades. O que me fez optar pela Egali? Certamente duas coisas.

A primeira é que eles parcelam no boleto. Sim, porque grande parte (ou todas) as agências de intercâmbio parcelam no cartão de crédito ou cheque. Eu não tinha essas opções.

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A segunda coisa é que a Egali tem Egali House, que são residências pro intercambista ficar durante o intercâmbio. E olha, vou te falar, isso significa uma economia danada! Falo isso porque muitas agências ou não incluem a moradia ou, quando incluem, colocam em casa de família, residência estudantil, etc.

A Egali House não deixa de ser uma “residência estudantil”, mas no caso de Nova York ela é ótima: um apartamento em Upper East Side, com apenas dois quartos, cada qual com uma beliche. Em outros locais, como Dublin, a Egali House é como se fosse um hostel cheio de gente.

Bom, incluindo Egali House, curso de inglês semi-intensivo (que significa 15 horas de aula por dia), seguro de vida e ainda um city pass (que custa 114 dólares e dá direito a visitar 6 atrações famosas de NY), meu pacote ficou em R$ 6.973,38. A minha entrada foi dividida em duas (uma de R$ 1000,00 e outra de R$ 1092,08) e o restante parcelei em seis vezes de R$ 813,55.

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A Egali é 100%? Gente, não vou mentir, tive alguns problemas com a empresa. Coisas que me incomodaram, principalmente contratuais. Mas são problemas muito particulares, que podem não ocorrer com você. Minha dica é uma só: leiam cada palavrinha do seu contrato, caso feche. Isso, independente se forem com Egali ou não. Intercâmbio (e tenho essa experiência desde o México) é uma caixinha de surpresas: às vezes aparecem umas taxas aparentemente do nada, mas que estavam escritas lá o tempo todo.

O curso

A Egali conta com diversas opções de cursos de inglês em Nova York. Eu optei por uma das mais baratas, a New York Language Center (NYLC) e não me arrependo. Assim que chegamos pra matrícula, já passamos por um teste de nivelamento. Primeiro, é uma provinha mesmo. Não demorou nada. Depois, eles avaliam nosso resultado e passamos pra conversa com o Joe, que é coordenador da escola.

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A NYLC tem um sistema de 8 níveis, sendo o oitavo o mais avançado. Eu fiquei no sétimo. A minha turma era extremamente pequena (o que facilitava o ensino e nos aproximava do professor), o material era ótimo (e os professores ainda levavam materiais extras) e os meus colegas eram maravilhosos. Até mesmo os únicos dois brasileiros que tive como colegas só falavam em inglês dentro de sala. Não sei dizer em percentagem se meu nível de inglês melhorou, mas eu amava ir pra aula e não a vi como uma obrigação. Ah sim, eu estudei as 9h às 13h.

PS: mesmo no curto período de tempo eu tive dois professores, porque a primeira entrou de férias. Eu confesso que AMAVA as aulas da Jéssica e que tive que me adaptar ao Henry, mas de forma geral, ambos cumpriam os requisitos da escola.

Por que Nova York?

Escolher Nova York foi unicamente porque nos Estados Unidos a moeda é o dólar. Sim, foi isso. Eu amei minha experiência, amei a cidade, amei cada dia lá. Mas quando fui fechar o pacote, outras duas opções com Egali House foram Dublin, na Irlanda, e Londres, na Inglaterra.

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Dublin, aliás, custaria metade do valor de Nova York. Mas por que você não escolheu Dublin? Unicamente porque lá é euro. Eu sei que fechei meu pacote em 2014 e que na época jamais imaginaria um dólar a 4 reais. Mas, amigos, quando uma moeda sobe, todas sofrem influência, né? E eu pensava nisso… (fora que nunca tive muita vontade de Dublin, verdade seja dita)

Londres nunca foi uma escolha porque além de eu conhecer (e com a libra a mais de 5 reais já em 2014), eu sabia que era uma cidade MUITO CARA até pra comer um cachorro quente na rua.

Meus gastos

Gente, não dá pra eu listar aqui cada gasto meu. Além de ser algo bem particular, e não porque eu não queira falar, mas porque cada um tem um modo de vida, é difícil saber com o que você vai gastar.

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Prospect Park, no Brooklyn

Mas, dou dicas.

Transporte: se você vai passar um mês como eu, compre o passe de metrô pra um mês. Ele custa 116 dólares e por um mês você pode fazer quantas viagens quiser, quantas vezes quiser por dia. Parece caro, né? Mas lembre-se que você não vai ter que pensar nunca mais em pagar metrô durante esse um mês.

Comida: como tive uma vida de moradora em Nova York, fazia compras no mercado pra café da manhã, almoço e janta. Não dava pra almoçar em casa todo dia. Mas sempre tinha uma fruta na mochila ou algo pra comer quando batesse a fome. Muitas vezes esquecia de almoçar.

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Mercado Key Foods

Foursquare: sim, o aplicativo é ótimo pra indicar restaurantes, atrações turísticas e até estúdios de tatuagem, por exemplo. É só abrir na região onde estiver e fazer uma busca por tema. Ajuda muito quem não quer gastar muito com comida ou quem não quer entrar numa roubada.

Turismo: algo que é bem caro (ainda mais quando se converte) são atrações turísticas como alguns (disse alguns) museus, o Empire State, musicais da Broadway, o Top of the Rock ou Observatório do World Trade Center, por exemplo. Esses ingressos podem variar de 25 a 200 dólares (tudo bem, no caso dos musicais podem custar muito mais de 200 dólares). Preço salgado, mas a decisão de ir ou não é sua. Eu fui em todos os citados e não me arrependo de nenhum.

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Vista do Observatório do World Trade Center

Fazendo a matemática: uma outra dica pra você, talvez, chutar uma média de gastos em NY é fazer o seguinte. Calcule o preço de todas as atrações que você deseja ir, pesquise, no caso dos museus, que dia tem entrada gratuita, some todos esses gastos e aí você já vai ter um valor das atrações turísticas. Depois disso, faça uma média de alimentação. Aí entra a parte complicada: uma fatia de pizza pode custar 5 dólares, um McDonalds varia dependendo da região e também do sanduíche, em um dia de chuva eu acabei comendo em um e paguei uns 18 dólares (uma facada, na minha opinião).

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High Line

Compras: sim, você pode se enlouquecer com tantas opções, uma Forever 21, H&M ou, no meu caso que amo fotografia, pela B&H. Caso seja consumista e esteja com pouca grana, te aconselho a se afastar da Times Square e região, rs. Se não for o caso, aproveite. Mas lembre-se: Nova York é muito, mas muuuuuuuito mais que compras e luzes da Times Square.

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Na escadinha vermelha e famosa da Times Square

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25 comentários sobre “Meu intercâmbio: como passei um mês em Nova York

  1. Oi, querida,

    Muito legal o post!
    Li rapidinho aqui e deu pra ter uma visão geral da sua experiência… além de ter dado mais uma forcinha pros meus planos de ficar um mês estudando inglês, se não for possível passar mais tempo. Só fiquei na dúvida sobre a questão do inglês mesmo. Você acha que ainda não foi suficiente pra dar um gás? Tenho medo de optar por ficar só um mês, pra não abrir mão de um emprego, por exemplo, e acabar voltando sem muita fluência.

    Outra coisa: bateu uma curiosidade sobre as roupas. O Brasil é super quente, não costumamos ter um guarda-roupa de inverno. Pelas fotos, você parece ter passado um frio considerável. Como se planejou quanto a isso? Fico preocupada com a ideia de gastar uma grana em roupas que vão ficar encalhadas no armário depois.

    Beijo,
    Sylvia de Sá

    • Sylvia, quero falar sobre as roupas em um outro post. Mas sobre o inglês, o curso de 1 mês nunca te dará uma fluência, né? Vai te dar um pouco mais de vocabulário e, talvez, te tirar a vergonha (eu tenho muita, porque tenho muito sotaque e sei disso, reconheço, mas parei de ficar com neurose de ter que falar 100% certo, ainda mais em uma cidade cheia de sotaques como NY). Pra melhorar mesmo, acho que o mínimo são 3 meses 🙂

  2. Foi o que imaginei mesmo!
    Tenho muita vergonha e insegurança. Além disso, sinto que há uma falta de conhecimento para falar. Queria voltar com inglês suficiente pra me comunicar no trabalho, sabe? E tenho medo de optar por um mês e achar que desperdicei grana (tempo nunca, porque a experiência deve ser incrível…), sabe?

    Aguardo os posts das roupas! E o que mais vier. 🙂
    Tô me atualizando no blog, faz tempo que não vinha aqui.

  3. Oi, adorei o post. Quero muito ir pra NY, e a hospedagem é o que mais me preocupa, e adorei o fato da Egali ter um apartamento, foi o que mais me animou em procurar essa agencia. O que você achou da Egali house?

    • Oi Dani, o apartamento é ok. Cabem 4 pessoas. Dá pra fazer comida e é bem localizado, seguro. Mas tudo depende também de quem estará na casa, com quem você dividirá essa hospedagem, porque isso conta muito.

    • Oi Anna. Eu fiquei em Midtown. Acho que não tem “melhor”, depende muito de onde você ficará. Mas, tem metrô pra todo lado. Eu mesmo morei em Upper East Side e ia pra Midtown todo dia. É legal, porque era no centro e após as aulas já partia pra algum destino turístico. 😉

      • Oi Isa! As aulas eram de segunda a quinta e na sexta feira vocês faziam passeios com o grupo?
        Vou em janeiro pra NYLC, se Deus quiser! Vc acha que mesmo o curso sendo barato vale a pena?

      • Oi Isa! As aulas eram de segunda a quinta e na sexta feira vocês faziam passeios com o grupo?
        Vou em janeiro, se Deus quiser! Vc acha que mesmo o curso sendo barato vale a pena?

      • Tudo depende sempre do professor que você pegar. Eu não acho o curso barato (tem cursos mais caros, óbvio). Eu AMEI minha professora. E acho que são diversos fatores que vão fazer a diferença: o nível que você ficará, os alunos que você dividirá a sala. Enfim, em resumo, foi uma ótima experiência. Na sexta é livre. Eu nunca fiz os passeios com a escola, mas tem gente que faz, pra interagir. Tem muitas opções de passeio.

  4. Pingback: New York City Pass: vale a pena? | Ela viaja!

  5. Olá Isa,
    Estou indo p NY fazer 3 ou 4 semanas de curso em janeiro/17 e estou quase optando pela NYLC, por causa principalmente da localização. Onde vou em hospedar tem uma unidade da NYLC na mesma “quadra” praticamente, a unidade de Upper West Side. Apesar de saber q é bem fácil usar metro etc.
    Se você me permite, gostaria de fazer algumas perguntas:
    Como vc relatou, tb me considero bem inseguro para falar, acho que meu nível é apenas um intermediário (e olhe lá), então queria saber se a NYLC leva a sério mesmo o teste de nivelamento? pois é bem ruim ficar em turma com pessoas com muito mais fluência, assim como é ruim tb ficar em turma com pessoas “zeradas”.
    O curso que estou me matriculando é de 20hs/semana (Intensive English Program), mas vc disse que não há aulas às sextas, foi opção sua?
    Por fim, sei que 3 ou 4 semanas é bem pouco, mas já dá p tentar destravar, ficar sem medo de errar ao falar, como vc bem ressaltou, então queria saber se vc achou as aulas interessantes no que diz respeito ao foco na conversação ou tinha muita gramática, exercício escrito etc???
    Desde já agradeço por compartilhar sua experiência conosco, creio que a NYLC, por não ter convênio com agências no Brasil, não temos acesso a muitos relatos sobre ela.
    Att.
    Rafael.

    • Oi, Rafel, tudo bem? Vou te responder pergunta a pergunta. Dá uma olhadinha.
      Sim, eles levam a sério o teste. Mesmo porque, depois, você ainda passa por uma conversa com o coordenador da escola. Falam informalmente sobre assuntos gerais e é basicamente ali que ele vai falar em qual nível você deve ir. Você também tem chance de ir pra outro nível se não se sentir confortável ou confiante no nível que estiver.

      Eu posso estar enganada, mas cursos com carga horária de 20 horas pra cima, exigem visto de estudante (o meu foi de turista mesmo) e por ser uma carga horária superior a minha, acredito que você tenha aulas sim às sextas-feiras. Mas dá pra falar diretamente com a escola. Talvez essas dúvida específicas eles possam responder. Sobre as aulas, é uma mistura de tudo que você perguntou. Só falamos em inglês (até entre os brasileiros que tinham na minha turma), mas tinha muita gramática, exercícios e conversação. Além disso, eu lembro que quarta-feira à tarde (caso sua aula seja de manhã) tem um “curso” gratuito de conversação e dicionário (tipo, palavras mais comuns utilizadas no dia a dia).

      Sobre o tempo: é claro que quanto mais tempo tivermos, melhor é pro aprendizado de um idioma. Mas considero que 3 ou 4 semanas é um tempo razoável pra você conseguir destravar, aprender mais palavras e se virar mais. O importante é que quando você retornar ao Brasil, consiga manter a rotina de aprender inglês.

      Rafael, espero ter te ajudado. Qualquer dúvida, só escrever aqui, tá? 🙂

  6. Valeu Isa,
    Muito obrigado pela resposta e pelas dicas. O próprio pessoal da NYLC me informou que com visto de turista não teria problema fazer o curso de 20hs semanais, mas em todo caso vou confirmar novamente essa informação com eles.
    Espero que todas as unidades da NYLC mantenham esse padrão que você comentou.
    Caso tenha mais dúvidas venho te “alugar” aqui novamente. kkkk
    Muito obrigado mais uma vez.

    Rafael.

  7. Oi!
    Eu gostaria de saber sobre a escola, não acho informações sobre ela, talvez pelo fato da única agencia que tem convenio com a NYLC ser a Egali.
    O que vc achou da estrutura da escola?

    • Oi Daniela. São duas unidades da NYLC em NY e eu fiquei em Dowtown. Eu amei. Não tenho do que reclamar. Materiais excelentes e professores também. Mas fiquei no nível 7, de 8. Não consigo falar como seria em todos os níveis. Acho que depende também da turma que você pegar. Mas, de maneira geral, aprovei a NYLC sim. Sobre a Egali ser a única, eu não sei disso. Acho que você consegue fechar o curso sozinha, independente da agência de intercâmbio 🙂 Mais dúvidas, só mandar.

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