O Museu e Memorial 11 de setembro em Nova York: ir ou não?

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Em 2011, visitei a Holanda e conheci o Museu Anne Frank, em Amsterdam. Até escrevi sobre a experiência aqui no blog. E começo essa postagem dizendo isso porque, pra mim, lugares com alta carga emotiva (pra não dizer mais) nem sempre são fáceis de encarar.

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Sei que são “temas” diferentes: um trata-se da Segunda Guerra Mundial, o outro de terrorismo. Ambos, no entanto, são delicados, comoventes e intensos. Pelo menos pra mim. E falo isso porque tem gente que consegue visitar os lugares e não sentir “nada demais”. Não é o meu caso. Nunca será.

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Está na minha bucket list, por exemplo, visitar alguns campos de concentração. E sei que mesmo tentando me “preparar”, jamais estarei preparada.

Mas, vamos ao Memorial e Museu do 11 de Setembro.

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Não é preciso explicar o que foi o 11 de setembro de 2001 e falo isso porque tenho restrições. Restrições, no caso, de tratar os Estados Unidos como vítima. Ou única vítima. Mas, ainda assim, entrar no Museu não é fácil.

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Antes da entrada, aliás, há uma fonte, com o nome das vítimas, que é o Memorial. A água que cai, dizem, representa o choro dessas pessoas e de seus parentes e amigos que ficaram por aqui.

Dentro, no Museu, o clima é pesado. E vai ficando mais pesado a cada ambiente.

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Ali estão, por exemplo, um dos caminhões usado pelo Corpo de Bombeiros completamente retorcido pelo fogo, partes da torre de TV que ficava no topo de um dos prédios e até mesmo a escada que parte das pessoas que tentaram escapar da morte desceram. Ou tentaram descer.

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Também há uma linha do tempo do que aconteceu naquele dia. O horário de cada avião.

A experiência piora quando você entra em uma espécie de sala onde estão a foto de todos os mortos. E, não apenas as fotos, mas também objetos pessoais encontrados junto com eles. Tem, por exemplo, uma carteira de um homem com a foto 3×4 de sua esposa. A sala é a única que não se pode fotografar.

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Quase ao fim, está a coluna chamada de “última coluna”, que simboliza o marco zero do World Trade Center. Nela, recados, nomes, mensagens, fotos. Neste ponto, você já desabou faz tempo.

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Independente de não conseguir absorver o 11 de setembro americano como a “maior” tragédia de nossos tempos, de não conseguir admitir todo esse vitimismo, você desaba unicamente porque aquelas pessoas não tinham culpa.

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Você começa a enxergar cada uma individualmente e ver seus objetos ali, machuca. Ver a escada – muito estreita praquela multidão de desesperados – dói. E é por isso que você se compadece: podia ser alguém da sua família, podia ser um amigo, podia ser você.

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Eu recomendo ir. Mas vá de coração aberto.

Serviço

Mais informações: www.911memorial.org/museum

PS: ao visitar o Memorial e Museu do 11 de setembro, aproveite e conheça o One World Observatory, no topo da nova torre inaugurada em 2014. O Observatório foi aberto ao público em 2015 e eu conheci. Mas deixo para um próximo post 🙂

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O incrível Museu Interativo Mirador de Santiago

Atenção! Esse post é válido para todas aquelas pessoas que não têm problema – ou medo – de passar vergonha ou de voltar a ser criança por um dia. Sim, porque é isso que o Museu Interativo Mirador (MIM), em Santiago, capital do Chile, faz com a gente.

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Do lado esquerdo, eu. Do lado direito, minha amiga argentina, Gabi.

Não, não é um local que você tem que conhecer, que faz parte de listas “top 10” ou “top 5” do que fazer em Santiago. Mas eu sugiro o Museu como um lugar no qual você vá, simplesmente, ser feliz.

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E já que estou sugerindo, proponho também que você vá acompanhado.

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Mas, antes de dizer o motivo, é preciso explicar o que é o Museu. Bom, a proposta do MIM é basicamente ser um local onde você poderá ver, tocar e fazer com as próprias mãos, olhos e corpo tudo aquilo que um dia você aprendeu nas matérias de Ciência e Tecnologia na escola. São dois pisos com muitas coisas. Muitas mesmo.

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Uma das obras mais legais é essa, do artista venezuelano Jesús Soto

Tem, por exemplo, uma cama de pregos que você pode se deitar ou uma “casa” de terremoto, onde você sentirá como é a sensação de estar em um terremoto de magnitude 8.0.

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Você também pode brincar com jogo de espelhos ou fazer bolhas de sabão gigante.

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O legal do MIM é se jogar e aproveitar cada brinquedo. É claro, como é grande e, algumas vezes, tem fila, vá munido de paciência.

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Na cama de pregos. Reparem na fila de crianças

 

Dica 1: na quarta-feira ele é mais barato, o que significa também que você pode topar com dezenas de crianças, vindas de excursões de escolas.

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Sala que muda de cor conforme o movimento

Dica 2: mesmo na quarta-feira, é interessante que vá próximo do almoço, horário que as escolas já estão indo embora e o museu fica SUPER VAZIO!

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Jogo de espelhos e câmeras 

Dica 3: o MIM é longe da região central de Santiago. Portanto, se for colocá-lo em seu roteiro, prepare-se para um deslocamento um pouco maior e também para ficar lá ao menos uma manhã inteira ou uma tarde inteira.

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Dica 4: tem uma pequena praça de alimentação, com restaurante e lanchonete. Nada maravilhoso, mas dá pra comer algo por ali.

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Uma das obras mais legais do MIM

Dica 5: o lance de ir acompanhado é simplesmente porque muitos brinquedos exigem ao menos um parceiro para serem “jogados”.

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Mais informações de como chegar e preços: www.mim.cl