New York City Pass: vale a pena?

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Museu Guggenheim

O assunto hoje é o New York City Pass, um ingresso múltiplo que te dá direito a escolher seis atrações, dentre nove, de Nova York. Como já falei em um outro post, eu fiz um mini-intercâmbio de 1 mês em Nova York e o New York City Pass foi um presente da agência de viagens que escolhi. Como foi um presente, eu utilizei ele e vou te contar tudinho.

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Peguei a imagem na internet, mas o City Pass é assim (olhe a data ali, de 2014, no caso)

Atualmente o NY City Pass está 116 dólares (adulto) e 92 dólares (jovens de 6 a 17 anos). De acordo com o site (que tem a versão em português) esses preços são promocionais. Sem o desconto, eles custam, respectivamente, 194 e 175 dólares.

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Empire State

O que o ingresso inclui? Empire State Building, Museu Americano de História Natural, The Metropolitan Museum of Art (MET), Top of the Rock ou o Museu Guggenheim, Estátua da Liberdade e Ilha Ellis ou Cruzeiros da Circle Line e, por fim, o Memorial e Museu do 11 de Setembro ou Museu Intrépido do Mar, Ar e Espaço.

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Museu Americano de História Natural

O que eu fui? Pelo New York City Pass eu visitei Empire State, o Museu Guggenheim, Museu de História Natural ,a Estátua da Liberdade e o Memorial e Museu do 11 de Setembro.

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Memorial 11 de Setembro

Porque eu não incluí o MET? Porque além de ir quase no fim da minha viagem (e o bilhete já tinha expirado), o MET é um museu que você escolhe quanto pagar.

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Museu 11 de Setembro

Mas como assim? Há um prazo para o New York City Pass? Sim, existe. A partir da primeira atração, você terá 9 dias para utilizar o restante. Então, ele é até válido em casos de viagem de curta duração. No meu caso, em que tive 30 dias e ainda estudava, eu tentei encaixar todas essas atrações nesse prazo, que considero relativamente curto.

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Estátua da Liberdade

Um ponto positivo é que em casos que você deve escolher uma atração, você terá um pequeno desconto. No caso da escolha entre o Top of the Rock e o Guggenheim, em que a escolha foi pelo museu, ganhei um desconto de 4 dólares para o Top of the Rock. Não é um SUPER desconto, mas já é alguma coisa, né?

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Guggenheim

Mas, exatamente nessa escolha aí, eu fui bem burra, rs. Por quê? Porque eu olhei rápido na internet e achei um preço antigo do ingresso do Top of the Rock e acabei escolhendo o Guggenheim imaginando que a entrada normal de ambos era de 25 dólares. Mas não era. O Top estava custando 32 dólares, enquanto o Guggenheim 25 dólares. Ou seja, fiz a matemática errada.

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Vista do Empire State

Então, a dica é: acesse os sites oficiais de cada atração e veja se compensa MESMO a escolha que está fazendo. Eu AMO museus, mas entrada de museu em Nova York é cara, não tem jeito. Então, prepare-se para uma média de 25 dólares.

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MET

O que não te contam (ou você não lê direito)

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Museu Americano de História Natural

Uma coisa que você deve prestar atenção ao escolher comprar o New York City Pass é o que você, de fato, quer ver. Ou o que, de fato, verá.

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Observatório One World

Mas por quê? Porque, por exemplo, no caso da Estátua da Liberdade, o passe te dá o direito de ir até a Estátua, mas não de subir nela. Para subir até a estátua, você deve comprar o ingresso antecipado. Não, não dá para comprar quando você já estiver lá (ouvi dizer que, na verdade, depende também da estação do ano, em algumas supostamente daria para comprar, mas não achei nada rápido na internet. Se souberem, me avisem).

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Indo para a Estátua da Liberdade

Outro ponto é que, mesmo sendo meio óbvio, no caso do Memorial e Museu do 11 de Setembro, você só tem realmente direito a parte externa (com aquela fonte e os nomes das vítimas), que é o Memorial, e a parte interna com partes despedaçadas das torres e fotos das vítimas, que é o Museu. Porém, uma das partes mais legais que tem ali na região e do ladinho do Museu e Memorial é o Observatório do (novo) World Trade Center, ou, One World Observatory. Sério, eu não perderia esse passeio. Só que ele é à parte e custa 34 dólares.

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MET

Conclusão

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Empire State

A conclusão que chego do New York City Pass é que, pra mim, compensou. Porém, compensou porque eu ganhei e não perderia a oportunidade de aproveitá-lo.

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Top of the Rock

Só que é você que tem que fazer o cálculo. Você quer ver todas essas atrações? Se você não fizer o modelo “turistão”, eu nem aconselho ir a algumas delas. Me estressei, por exemplo, com a quantidade de gente no Empire State, mas, ao mesmo tempo, o Top of the Rock estava lotado e eu não liguei, porque achei a vista incrível.

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Indo para Estátua da Liberdade

Eu certamente vou voltar ao Guggenheim, mas não tenho vontade alguma de visitar novamente a Estátua da Liberdade.

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Vista do Top of the Rock

Então, faça os cálculos, defina prioridades (principalmente em viagens curtas) e a partir daí, veja se o New York City Pass compensa. Eu já usei modelos parecidos de tickets em viagens à Roma e Paris e achei compensatório. Posts em breve 🙂

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A casa mais linda de Pablo Neruda: Isla Negra

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Caminho até a casa de Neruda em Isla Negra (dá pra ver um pouquinho do mar ali no meio da foto)

Dizem que não podemos falar do que não conhecemos. Mas, depois de tantas leituras, fotos e comentários em sites e blogs de viagem, me arrisco a dizer que, sim, a casa de Pablo Neruda em Isla Negra é a mais bonita de todas as três que poeta teve no Chile.

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Valor da minha passagem: 4.500 pesos chilenos

Isla Negra fica em frente a um nervoso, porém magnífico, Oceano Pacífico. Além dela, Neruda teve La Chascona, em Santiago, e La Sebastiana, em Valparaíso. Eu não as conheci por escolha. Quem sabe em uma outra estadia pelo país eu vá conhecer. Na verdade, o meu desejo é voltar em Isla Negra, rs.

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Entradinha da cada de Neruda em Isla Negra

Mas, por quê? O que há de tão especial em Isla Negra? Bem, além de ser em frente ao mar, a casa de Isla Negra guarda coleções inusitadas do poeta e também tem partes, digamos, interessantes.

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Mais do caminho até a casa

Em alguns cômodos, já no início do passeio, Neruda quis que a casa se parecesse a um barco. E é essa sensação que você realmente tem ao ficar por ali. Os audioguias te transportam praticamente para a cabeça do poeta.

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Parte externa da casa, onde pode fotografar

E, veja bem, eu não sou muito afeita a esse tipo de “guia”, porém te digo que eles são essenciais. Primeiro porque você começa a entender um pouquinho mais de Neruda, segundo porque é aquilo que você praticamente vai levar do passeio, já que é proibido tirar fotos no interior da casa.

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Parte externa, de frente para o Pacífico

Ter o audioguia também me fez saber, por exemplo, que Neruda era, como costumava dizer, um marinheiro da terra. E sua paixão pelo mar – por vezes em suas poesias – é compreendida quando se visita Isla Negra. Está ali coleções de conchas e até mesmo daqueles “totens” que ficam à frente das embarcações. Neruda tinha uma coleção deles (ou delas, porque sua maioria é formada de mulheres ou sereias).

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Em outra parte da casa (onde está uma coleção de barquinhos dentro de garrafas), a sensação é de se estar em um trem. E sim, isso é proposital. Neruda queria que entrássemos no local e nos sentíssemos em um vagão. E, pense, um vagão com vista eterna para o mar.

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Fotografando a partir da parte externa. Percebam o guardinha observando o Pacífico!

Em um outro canto, que me emocionou muito e que já está ao fim do passeio, há uma mesa, ao lado de uma enorme janela. Em cima da mesa está a cópia real, em madeira, da mão de Matilde Urrutia, a última esposa de Neruda. Observando mais um pouco o local, é possível visualizar acima de uma estante de madeira, um quadro. É um retrato de Matilde. Era ali, olhando à esquerda para o mar, e acima para sua amada, que Neruda escreveu diversos poemas.

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Entrada da casa. A partir daí, proibido fotografar!

Finalizando o passeio dentro de casa, é possível chegar ao túmulo de Pablo Neruda. Cercado por flores, é ali que descansa, em frente ao Pacífico e ao lado de Matilde.

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Neruda na Casa. Foto tirada do Google.

Como chegar

Saí da rodoviária de Santiago logo pela manhã, no Terminal Alameda. É preciso pegar um ônibus da empresa Pullman com destino a Algarrobo. Diga antes, no ato da compra, que vai para Isla Negra, assim o local ficará marcado na passagem. São cerca de duas horas e meia, por estradas muito bem sinalizadas e pavimentadas. Em abril de 2016, a passagem me custou 4.500 pesos chilenos. O ônibus vai parar praticamente na porta. Óbvio, para chegar até a casa em si, você andará um pouco, em estrada de chão. Tudo bem sinalizado.

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Terminal Alameda, em Santiago

Para voltar

Espere do lado contrário que parou por ônibus. Eu não voltei a Santiago. Então comprei uma passagem para Valparaíso. Esperei bastante, mesmo porque não há horários fixos para os ônibus passarem. Ônibus que vão direto para Santiago passam de forma mais rápida do que os de Valparaíso.

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Parte interna da casa. Foto tirada do Google.

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Em frente ao túmulo de Neruda

Casa de Neruda

Paguei 6 mil pesos chilenos. O valor é igual para as três casas de Pablo Neruda. Para mais informações, o site é bem completo, dizendo inclusive quando elas não abrem. Aqui.

PS: as fotos do interior da casa peguei na internet. Eu respeitei muito bem as regras para não fotografar o interior.

O Oceano Pacífico 

Claro, a dica depois dessa intensa visita à intimidade de Pablo Neruda é colocar os pezinhos ou passar um tempinho de frente ao mar. E que mar!

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De frente pra essa lindeza

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Escultura de Neruda na pedra

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Pablo Neruda e Matilde Urrutia

 

Viajar para Antártida? Sim, é possível até dormir uma noite por lá!

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Um local que já chegou a registrar a temperatura de -89,2 °C e no Verão tem uma temperatura média de -10 °C, chegando a  -40 °C no Inverno. Esse é o continente mais meridional do Planeta Terra: a Antártida (ou Antártica)!

Mas, e visitá-la? Você já imaginou? E dormir uma noite por lá?

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Confesso que até alguns dias atrás eu nem sabia que era possível ir, de maneira relativamente fácil, para lá. Até que umas pesquisas sobre a Patagônia (chilena e argentina), me levaram a alguns relatos sobre o continente.

E aí, por mera curiosidade, entrei no barco de pesquisar sobre. Não são poucos os roteiros feitos por meio de cruzeiros que te possibilitam uma “passadinha” pela Antártida. Mas, confesso, não me interessaram nenhum pouco. Em alguns deles você fica por 11 dias.

Até que encontrei algo, digamos, mais interessante: a companhia aérea DAP.

A DAP fica em Punta Arenas, na parte chilena da Patagônia, e tem voos para o Continente.

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É possível realizar dois tipos de passeios: o full day e o overnight.O primeiro, atualmente, custa 5 mil dólares e o segundo, 6.500 dólares. Devido ao inverno rigoroso, os voos partem apenas nos meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março.

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Em cada mês, existem datas específicas para partir. Os valores incluem as taxas do voo e, no caso do overnight, incluem a hospedagem (que são em containers, obviamente com sistema de calefação mega power), alimentação e passeios.

 

As duas formas de passeios incluem visitas a Vila das Estrelas (primeiro local habitado por civis no continente), Igreja Ortodoxa da Base Russa Bellingshausen, navegação em um bote a Ilha Ardley e navegação próximo ao Glaciar Collins.

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Para quem dorme por lá, o segundo dia inclui uma caminhada por um local chamado “La Elefantera”, onde se vê elefantes marinhos e outras espécies do continente. Além disso, o passeio incluiu visita a base chinesa, que leva o nome de Great Wall. Segundo li, caso o tempo esteja bom, a DAP ainda inclui visitas em outras localidades não especificadas.

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Pelos blogs brasileiros, encontrei poucos relatos sobre a viagem, que imagino ser fantástica. Se você conhece alguém que foi, me fale que coloco aqui. Confesso que deu uma vontade enorme, porém o valor ainda é um impeditivo. Mas, planejando bem, quem sabe?

Tem relato no blog Like a Chile (as fotos, inclusive, são de lá) clicando AQUI.

Também li outro relato (e peguei algumas fotos) AQUI.

A Folha de SP também publicou uma matéria interessante, em julho deste ano, sobre a possibilidade de a Argentina fazer voos regulares para a Antártida a partir de 2018.

A DAP você encontra AQUI.