Um passeio pela livraria mais antiga do mundo

No mês de janeiro estive em Portugal. Não eram férias. Fui a trabalho e fiquei no país por seis dias, mais especificamente em Lisboa, com uma ida a Cascais e Sintra, que inclusive vale uma postagem específica.

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Na fachada da Bertrand

Enfim, me encantei por Lisboa a cada esquina “azulejada”. Sim, por vezes menosprezada por nós, brasileiros, o país nunca esteve na minha bucket list. Agora está e quero um tempo para aproveitar ainda mais Lisboa e outras cidades em uma viagem mais lenta.

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Mas, vamos ao título do post. Antes de ir ao país, pesquisei rapidamente alguns lugares que gostaria de ir se me sobrasse tempo. Entre eles estavam os óbvios como Praça do Comércio, Torre de Belém e as ruínas do Convento do Carmo. A “livraria mais antiga do mundo” eu só teria conhecimento lá. Conversando com Jaime, um português que estava no grupo de trabalho, o assunto eram livros e escritores e aí ele citou a Bertrand.

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Eu confesso que havia procurado por livrarias interessantes e na pesquisa rápida havia aparecido a “Ler Devagar”, mas é claro que me interessei muito mais pela história da Bertrand.

Aberta em 1732, ela nunca parou de funcionar. E, isso não é com base em história. Ou “apenas” histórias. A Bertrand ganhou o reconhecimento de “livraria mais antiga do mundo” pelo Guinness Book e, para chegar a esse título, teve que provar que nunca interrompeu seu funcionamento.

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Para quem ama livros, histórias, escritores portugueses e um pouquinho de arquitetura, a Bertrand é um espaço quase obrigatório na sua ida a Portugal. “Quase” porque nem sempre dá pra fazer tudo que a gente quer, né? Mas, coloque pelo menos alguns minutos pelo local. Você não vai se arrepender.

Aliás, ir na Bertrand não é nada “contramão” em relação a alguns outros pontos turísticos. Ela está na região do Chiado e por ali você vai a pé até as ruínas do Convento do Carmo ou a Praça Luís de Camões.

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Mas, voltando a livraria. Ela é grande (não, não como El Ateneo de Buenos Aires ou as Culturas do Brasil) e ao mesmo tempo charmosa. Tem diversos “ambientes”, todos com sofás e poltronas, além de escadas pra você alcançar aquele livro lááá em cima.

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Como não poderia deixar de ser, também existem áreas específicas para os portugueses mais famosos: Fernando Pessoa, Camões e José Saramago têm estantes próprias, com livros em diversos – diversos mesmo – idiomas.

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Outro ponto super positivo na Bertrand é no atendimento. O vendedor que me atendeu era super simpático e falava em português, inglês e espanhol, fazendo um “atendimento exclusivo” para sua clientela.

Além disso, o charme na hora de comprar um livro fica por conta do “carimbo” de “livraria mais antiga do mundo”.

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O carimbo de livraria mais antiga do mundo

Para fazer jus ao local, minhas escolhas foram “Livro do Desassossego”, de Pessoa, e “Cemitério de Pianos”, do maravilhoso José Luís Peixoto, português contemporâneo e com diversos prêmios literários.

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Minhas escolhas

Anota o endereço aí: R. Garrett 73, 1200-309, Lisboa.

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