Empire State: vale a pena ir?

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O Empire State é famoso por ter sido o prédio mais alto do mundo por cerca de 40 anos.

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Da década de 1930 até 1970, os 102 andares deram fama ao edifício – projetado em estilo art deco – que fica em Nova York, na região central da cidade. Ele foi desbancado pelo seu irmão de cidade, o World Trade Center.

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Tudo isso você encontra no Google, mas quis compartilhar só pra você entender da onde vem a fama. Agora, em pleno século XXI, ainda vale a pena visitar o Empire State?

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Depende.

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No seriado How I Met Your Mother (falo dele aqui), o Ted, um dos principais personagens, é alucinadamente apaixonado pelo Empire State. O Ted é arquiteto.

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Na vida real, no entanto, o Empire State é apenas mais uma atração lotada, com filas quilométricas e que exige muita paciência da sua parte. Porém, assim também são outras tantas atrações de uma cidade como Nova York.

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Eu fui porque ganhei da escola de intercâmbio que fechei meu pacote o New York City Pass (falo dele aqui) e o Empire State era uma dessas atrações do “pacote”. E também porque não acho errado ir nas atrações óbvias de uma cidade. Muito pelo contrário. Quer conhecer? Conheça! E na próxima vez que tiver na cidade, vá em lugares diferentes.

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Só que, se você puder, não faça como eu.

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Talvez meu “erro” foi o horário. Eu cheguei muito perto do meio dia e a fila estava grande. Além disso, a parte externa estava abarrotada de gente. Não sei se ir nos primeiros horários faria alguma diferença. Mas, pode ser uma dica.

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Pra finalizar, uma outra dica. Caso você queira uma foto dos arranha-céus de Nova York, por que não ir ao Top of The Rock? O prédio tem uma janela que dá exatamente pra ver o Empire State e, eu, particularmente, gostei muito mais de lá.

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A janela no Top of The Rock

Agora, é claro, se você tem muita vontade e é enlouquecido por história e arquitetura, definitivamente você deve ir ao Empire State.

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Ufa, consegui uma brecha pra ver a cidade no Empire State, rs

Quer mais informações dos horários e preços? Acesse o site oficial aqui!

Boa viagem!

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New York City Pass: vale a pena?

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Museu Guggenheim

O assunto hoje é o New York City Pass, um ingresso múltiplo que te dá direito a escolher seis atrações, dentre nove, de Nova York. Como já falei em um outro post, eu fiz um mini-intercâmbio de 1 mês em Nova York e o New York City Pass foi um presente da agência de viagens que escolhi. Como foi um presente, eu utilizei ele e vou te contar tudinho.

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Peguei a imagem na internet, mas o City Pass é assim (olhe a data ali, de 2014, no caso)

Atualmente o NY City Pass está 116 dólares (adulto) e 92 dólares (jovens de 6 a 17 anos). De acordo com o site (que tem a versão em português) esses preços são promocionais. Sem o desconto, eles custam, respectivamente, 194 e 175 dólares.

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Empire State

O que o ingresso inclui? Empire State Building, Museu Americano de História Natural, The Metropolitan Museum of Art (MET), Top of the Rock ou o Museu Guggenheim, Estátua da Liberdade e Ilha Ellis ou Cruzeiros da Circle Line e, por fim, o Memorial e Museu do 11 de Setembro ou Museu Intrépido do Mar, Ar e Espaço.

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Museu Americano de História Natural

O que eu fui? Pelo New York City Pass eu visitei Empire State, o Museu Guggenheim, Museu de História Natural ,a Estátua da Liberdade e o Memorial e Museu do 11 de Setembro.

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Memorial 11 de Setembro

Porque eu não incluí o MET? Porque além de ir quase no fim da minha viagem (e o bilhete já tinha expirado), o MET é um museu que você escolhe quanto pagar.

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Museu 11 de Setembro

Mas como assim? Há um prazo para o New York City Pass? Sim, existe. A partir da primeira atração, você terá 9 dias para utilizar o restante. Então, ele é até válido em casos de viagem de curta duração. No meu caso, em que tive 30 dias e ainda estudava, eu tentei encaixar todas essas atrações nesse prazo, que considero relativamente curto.

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Estátua da Liberdade

Um ponto positivo é que em casos que você deve escolher uma atração, você terá um pequeno desconto. No caso da escolha entre o Top of the Rock e o Guggenheim, em que a escolha foi pelo museu, ganhei um desconto de 4 dólares para o Top of the Rock. Não é um SUPER desconto, mas já é alguma coisa, né?

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Guggenheim

Mas, exatamente nessa escolha aí, eu fui bem burra, rs. Por quê? Porque eu olhei rápido na internet e achei um preço antigo do ingresso do Top of the Rock e acabei escolhendo o Guggenheim imaginando que a entrada normal de ambos era de 25 dólares. Mas não era. O Top estava custando 32 dólares, enquanto o Guggenheim 25 dólares. Ou seja, fiz a matemática errada.

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Vista do Empire State

Então, a dica é: acesse os sites oficiais de cada atração e veja se compensa MESMO a escolha que está fazendo. Eu AMO museus, mas entrada de museu em Nova York é cara, não tem jeito. Então, prepare-se para uma média de 25 dólares.

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MET

O que não te contam (ou você não lê direito)

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Museu Americano de História Natural

Uma coisa que você deve prestar atenção ao escolher comprar o New York City Pass é o que você, de fato, quer ver. Ou o que, de fato, verá.

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Observatório One World

Mas por quê? Porque, por exemplo, no caso da Estátua da Liberdade, o passe te dá o direito de ir até a Estátua, mas não de subir nela. Para subir até a estátua, você deve comprar o ingresso antecipado. Não, não dá para comprar quando você já estiver lá (ouvi dizer que, na verdade, depende também da estação do ano, em algumas supostamente daria para comprar, mas não achei nada rápido na internet. Se souberem, me avisem).

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Indo para a Estátua da Liberdade

Outro ponto é que, mesmo sendo meio óbvio, no caso do Memorial e Museu do 11 de Setembro, você só tem realmente direito a parte externa (com aquela fonte e os nomes das vítimas), que é o Memorial, e a parte interna com partes despedaçadas das torres e fotos das vítimas, que é o Museu. Porém, uma das partes mais legais que tem ali na região e do ladinho do Museu e Memorial é o Observatório do (novo) World Trade Center, ou, One World Observatory. Sério, eu não perderia esse passeio. Só que ele é à parte e custa 34 dólares.

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MET

Conclusão

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Empire State

A conclusão que chego do New York City Pass é que, pra mim, compensou. Porém, compensou porque eu ganhei e não perderia a oportunidade de aproveitá-lo.

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Top of the Rock

Só que é você que tem que fazer o cálculo. Você quer ver todas essas atrações? Se você não fizer o modelo “turistão”, eu nem aconselho ir a algumas delas. Me estressei, por exemplo, com a quantidade de gente no Empire State, mas, ao mesmo tempo, o Top of the Rock estava lotado e eu não liguei, porque achei a vista incrível.

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Indo para Estátua da Liberdade

Eu certamente vou voltar ao Guggenheim, mas não tenho vontade alguma de visitar novamente a Estátua da Liberdade.

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Vista do Top of the Rock

Então, faça os cálculos, defina prioridades (principalmente em viagens curtas) e a partir daí, veja se o New York City Pass compensa. Eu já usei modelos parecidos de tickets em viagens à Roma e Paris e achei compensatório. Posts em breve 🙂

Por que eu não visito mais zoológicos

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É claro, ao longo da minha vida eu visitei muitos zoológicos e/ou aquários. Minha decisão e este post, portanto, não são carregados de hipocrisia. E nem dicas. Mas considero mais um entendimento e amadurecimento de algo que eu venho pensando há algum tempo.

O último zoológico que visitei em alguma viagem foi em dezembro de 2015, em Nova York. Era o zoológico do bairro The Bronx, o Bronx Zoo. Assim sendo, a decisão foi tomada recentemente, fruto de observações nestes locais.

E esse texto, por incrível que pareça, foi iniciado antes mesmo do “ataque” do gorila Harambe a uma criança. Se não sabem do que estou falando, trata-se de um menino que caiu na jaula de um gorila nos Estados Unidos e, por pensarem ser uma ataque do animal ao menino, o gorila foi morto pela equipe do zoo. Depois da morte, muitas versões e, o post de agora, não falará delas e nem fará juízo de valor do caso. Porque não é disso que quero falar, apesar de ser, de certa forma, parte de um todo.

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Enfim. Continuando: o último zoológico visitado por mim foi no fim do ano passado. A consciência de não querer mais ir a esses locais, no entanto, brotou em 2014, quando visitei a Argentina e conheci, na região metropolitana de Buenos Aires, o famigerado Zoo Luján.

Não é difícil encontrar, em uma rápida pesquisa na internet, o que é o Luján e o que ele se propõe ser: um lugar que você poderá alimentar filhotes de leão e tigres, dar comida na boca de algumas espécies, chegar pertinho dos felinos adultos. Até já fiz um post sobre ele.

Mas, junto ao que “é” o Luján também vêm diversos relatos de possíveis maus tratos e, principalmente, de suspeitas que os animais seriam dopados. Não existem provas, mas os relatos são sempre tristes.

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Tristes porque, por sua natureza, esses animais não são extremamente mansos. Nós sabemos disso. E, infelizmente, fazemos disso um circo.

Fazemos, digo, porque fui, vi e, principalmente, paguei cerca de 50 reais para corroborar com o que acontece ali. Os animais comem e bebem leite o dia inteiro – o que também suponho não ser natural. E quem os alimenta e com o que? Os turistas, com itens comprados ali mesmo, nas filas quilométricas, que chegam a demorar 2 horas para que o turista tenha a foto.

É um negócio.

Assim como é um negócio o Templo dos Tigres na Ásia.

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E, ainda que parte dos zoológicos não funcione no modus operandi do Luján ou de templos na Ásia, não são raros os relatos de animais passando por maus tratos em zoológicos pelo mundo afora. Aqui no Brasil mesmo, os casos são diversos. Procure pelo do Rio de Janeiro, o Jardim Zoológico.

Além dos maus tratos, muitos desses lugares que deveriam supostamente receber apoio do poder público, não recebem, e o que acontece com a estrutura física do local é só uma pequena mostra de tudo que acontece, às vezes até mesmo longe do que nossos olhos podem ver. Ou que deixam ver.

No Bronx Zoo mesmo, vendido como um local suuuuuper amplo, no qual os animais têm espaço suficiente para se sentirem em seu habitat, vi apenas animais estressados, em espaços talvez amplos para nós, humanos, mas pequenos para eles. É triste. A imagem de uma hiena correndo em círculos, desesperada, visivelmente estressada, nunca saiu da minha cabeça.

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Aliás, por ser um país com as estações bem definidas, muitos animais durante estações mais frias, saem do “mostruário” para os turistas e são colocados em outros ambientes, longe dos nossos olhos. Quem garante que esses animais ficam bem? Quem garante que sobrevivem?

Nós não temos as respostas. Eu não tenho. Mas, definitivamente, fazer do sofrimento um entretenimento não pode ser assim tão divertido, né?

O Museu e Memorial 11 de setembro em Nova York: ir ou não?

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Em 2011, visitei a Holanda e conheci o Museu Anne Frank, em Amsterdam. Até escrevi sobre a experiência aqui no blog. E começo essa postagem dizendo isso porque, pra mim, lugares com alta carga emotiva (pra não dizer mais) nem sempre são fáceis de encarar.

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Sei que são “temas” diferentes: um trata-se da Segunda Guerra Mundial, o outro de terrorismo. Ambos, no entanto, são delicados, comoventes e intensos. Pelo menos pra mim. E falo isso porque tem gente que consegue visitar os lugares e não sentir “nada demais”. Não é o meu caso. Nunca será.

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Está na minha bucket list, por exemplo, visitar alguns campos de concentração. E sei que mesmo tentando me “preparar”, jamais estarei preparada.

Mas, vamos ao Memorial e Museu do 11 de Setembro.

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Não é preciso explicar o que foi o 11 de setembro de 2001 e falo isso porque tenho restrições. Restrições, no caso, de tratar os Estados Unidos como vítima. Ou única vítima. Mas, ainda assim, entrar no Museu não é fácil.

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Antes da entrada, aliás, há uma fonte, com o nome das vítimas, que é o Memorial. A água que cai, dizem, representa o choro dessas pessoas e de seus parentes e amigos que ficaram por aqui.

Dentro, no Museu, o clima é pesado. E vai ficando mais pesado a cada ambiente.

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Ali estão, por exemplo, um dos caminhões usado pelo Corpo de Bombeiros completamente retorcido pelo fogo, partes da torre de TV que ficava no topo de um dos prédios e até mesmo a escada que parte das pessoas que tentaram escapar da morte desceram. Ou tentaram descer.

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Também há uma linha do tempo do que aconteceu naquele dia. O horário de cada avião.

A experiência piora quando você entra em uma espécie de sala onde estão a foto de todos os mortos. E, não apenas as fotos, mas também objetos pessoais encontrados junto com eles. Tem, por exemplo, uma carteira de um homem com a foto 3×4 de sua esposa. A sala é a única que não se pode fotografar.

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Quase ao fim, está a coluna chamada de “última coluna”, que simboliza o marco zero do World Trade Center. Nela, recados, nomes, mensagens, fotos. Neste ponto, você já desabou faz tempo.

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Independente de não conseguir absorver o 11 de setembro americano como a “maior” tragédia de nossos tempos, de não conseguir admitir todo esse vitimismo, você desaba unicamente porque aquelas pessoas não tinham culpa.

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Você começa a enxergar cada uma individualmente e ver seus objetos ali, machuca. Ver a escada – muito estreita praquela multidão de desesperados – dói. E é por isso que você se compadece: podia ser alguém da sua família, podia ser um amigo, podia ser você.

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Eu recomendo ir. Mas vá de coração aberto.

Serviço

Mais informações: www.911memorial.org/museum

PS: ao visitar o Memorial e Museu do 11 de setembro, aproveite e conheça o One World Observatory, no topo da nova torre inaugurada em 2014. O Observatório foi aberto ao público em 2015 e eu conheci. Mas deixo para um próximo post 🙂

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Porque EU não gostei de Roma, mas porque VOCÊ tem que conhecer

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Sim, eu não gostei de Roma. Mas, tenho meus motivos, vou explicar e, hoje em dia, olhando pras fotos, sinto até uma certa saudade.

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Pra começar, Roma foi minha última cidade de um mochilão realizado por outros quatro países. Mochilão mesmo. Comecei levando 12 quilos nas costas e, cheguei na Itália, carregando quase 17 quilos. Esses quilos apenas na mochila de roupas. Tinha a mochila menor, com minha câmera e outras coisinhas. Só a câmera pesava 2 quilos.

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No fim dessa viagem, tomava toda noite pelo menos dois comprimidos de Torcilax. O remédio nem fazia mais efeito.

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Fora isso, eu me senti “enganada” logo que cheguei na cidade. Como estava vindo de um voo muito cansativo, de Amsterdã, com uma escala longa em Barcelona, resolvi pegar um táxi da estação romana (Roma Termini) até o hostel. Foi unicamente pelo cansaço que fiz isso, uma vez que durante toda minha viagem táxi nunca foi opção mesmo.

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O taxista deu uma dezena de voltas, muitas mesmo. Dizia estar perdido. Depois que cheguei ao hostel entendi tudo. O local não devia ser nem 10 minutos a pé. Pra não ganhar pouco, ele deu as voltas. Atitude típica de muitos taxistas cariocas, por exemplo (e sei porque morei no Rio e, infelizmente, tem muita gente que faz esses “golpes” por 5 reais a mais na corrida). Mas, no caso de Roma, a brincadeira me custou 25 euros.

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Outro ponto negativo foi o metrô. Ao lado das máquinas de comprar o ticket, lembro que ficavam pessoas se fingindo de “ajudantes”, mas que na verdade eram não-romanos que fingiam auxiliar você pra depois te pedir 1 ou 2 euros, quando não mais.

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Antes de ir li bastante sobre cuidados pra se ter na cidade. Mas isso, sinceramente, achava exagero. Primeiro porque já tinha lido relatos BEM piores sobre a Bolívia e não me aconteceu NADA de ruim. Segundo porque também morei no Rio e nunca fiquei perto de ser assaltada. Cuidados são fundamentais, mas exageros são desnecessários.

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O prédio do meu hostel. Lindo, né?

Eu viajava só e nem por isso fiquei muito temerosa. Roma é uma cidade grande e, como qualquer lugar, é preciso tomar cuidado.

Fontana di Trevi

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O que me deixou por vezes agoniada era a quantidade de turistas. Aglomerados, muitos, muitos, muitos. Havia passado por Londres, Paris, Madri, Amsterdã e em Roma parecia estar o mundo todo. Mas, veja bem, devo boa parte dessa agonia a minha fadiga e fim de viagem. Se bem que, pensando aqui, nunca passei por isso em finais de viagem antes de Roma ou depois.

gente gente gente gente

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Porém, preciso ressaltar que é PRECISO conhecer Roma algum dia em sua vida. A Cidade Eterna, como é conhecida, é obviamente incrível do ponto de vista histórico.

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Você nem precisa ter um roteiro específico. Roma, muito mais que Paris, por exemplo, é o verdadeiro “deixar se perder para se encontrar”: a cada virada na esquina, a cada novo sabor de gelato, a cada viela, uma surpresa.

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A cidade tem cheiros e sons maravilhosos e tive bons momentos ali. Eu não me senti só em nenhum momento. Quem viaja só, sabe: os garçons são verdadeiros amigos e fotógrafos nessas horas. E me diverti muito com eles.

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A minha dica pra Roma é: como tudo na vida, não crie expectativas, vá de coração aberto. Roma não é uma cidade perfeita, mas, afinal, existe alguma que seja?

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E outra dica preciosa: não perca seu tempo com filas quilométricas. Ainda no Brasil comprei todos os ingressos possíveis, do Coliseu até mesmo o Museu do Vaticano (onde está a Capela Sistina, obra imperdível e de encher os olhos de lágrimas). Não enfrentei fila em momento algum.

Ponte de Sant'angelo

Ponte de Sant’angelo

Ponte de Sant'angelo mais de perto 1

Ponte de Sant’angelo mais de perto 1

Ponte de Sant'angelo mais de perto 2

Ponte de Sant’angelo mais de perto 2

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Caminito: porque sim! 11 dicas para aproveitar o passeio.

Todo mundo fala que ir ao Caminito, em Buenos Aires, é o programa mais “pega-turista-trouxa”. Eu não acho. Na verdade, acho super válido conhecer alguns locais ou fazer alguns programas – independente do país – que são extremamente turísticos.

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Afinal, você tá fazendo o que? Visitando, né?

Portanto, ir para o Caminito não era meu passeio obrigatório quando fui para Buenos Aires, mas queria sim fazê-lo. Do ponto de vista fotográfico, sempre achei que aquelas cores ficariam maravilhosas em imagens.

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É claro, toda pesquisa é válida. Li muitos blogs de viajantes e sites de pessoas que vivem em Buenos Aires alertando dos perigos da região, que não é 100% segura, os melhores horários pra ir e pra nunca, nunquinha, comer por ali.

Com tudo isso claro na minha cabeça, fui tranquilinha para o Caminito.

Pra quem não sabe a história da região, lá vai: segundo o site Buenos Aires e Turismo, a área onde se situa o que é o Caminito hoje é onde, em 1898, passava uma linha de trem. Em 1928, a ferrovia fecha e o local fica abandonado.

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Só em 1950 é que um grupo de moradores, entre eles o pintor Boca Quinquela, decidiu restaurar a região. Quinquela batizou a rua principal com o nome de Caminito, que por sua vez é o nome de um tango popular na Argentina.

Em 1959 o local é transformado no museu a céu aberto. Ah! E “La Boca” é o nome do bairro onde está o Caminito.

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Bom, de lá pra cá muita coisa mudou. Se para melhor ou para pior, nunca se sabe. Esse lance de comparar períodos sem levar em questão a história da década não me pega.

O Papa Francisco tá na moda, rs

O Papa Francisco tá na moda, rs

Mas, vamos as dicas?

1 – Vá em horário de “pico”, o que significa ir no meio da manhã ou no meio da tarde;

2 – Não faça o turista bocó: cuide dos seus pertences e leve o mínimo necessário;

3 – Mas também não faça o turista neurótico: assim como no Brasil, cuide da sua bolsa ou mochila, leve dinheiro, carteira ou documentos em locais seguros ou que você tenha coordenação motora suficiente para dar uma checada vez ou outra;

4 – Por favor, não caia na do dançarino/dançarina fake de tirar foto fingindo que é um dançarino ou dançarina de tango. OU, se for seu sonho, converse bastante antes da foto: eles costumam dizer um valor qualquer – tipo 20 – aí você acha que é peso e na verdade eles querem em reais;

5 – Já disse no texto acima, mas vale repetir: não coma na região. Os melhores restaurantes, definitivamente, não estão no Caminito. Quer comer uma parrilla maravilhosa? Vá para Puerto Madero ou, como eu fiz, coma no La Cabrera, em Palermo. Leia sobre AQUI;

6 – Apesar de ser contraditório, os locais com mais fluxo de pessoas são provavelmente os mais seguros, ou, pelo menos, aqueles em que se proteger e gritar “pega ladrão” terá mais repercussão. Assim sendo, não se afaste da parte “turística” do Caminito;

7 – Não se avexe de falar pros portenhos que vão tentar te vender até pedra: NO, GRACIAS;

8 – Argentinos sempre vão saber que você é brasileiro. Sempre. Mesmo se você não estiver com uma camiseta da seleção. Então, meu amigo, não xingue eles, por favor!

9 – O Caminito é extremamente pequeno, geograficamente falando, na parte turística. Então, não ache que seu passeio vai durar uma manhã inteira ou uma tarde inteira;

10 – Compre. Aproveite o Caminito para comprar os doces de leite Havanna (se bem que tem loja no centro e também em Palermo e deve ter em mais de um milhão de lugares que eu não faço ideia), os souvenires dos mais diversos pra sua família inteira e, claro, pechinche (ai, que mania brasileira). Comprei ímãs, porta-chaves e quadrinhos com fotos de dançarinos de tango pros meus pais. Foi o lugar mais barato pra comprar essas coisinhas;

11 – Leve dinheiro. E trocado, se possível. Com dinheiro na mão é sempre mais fácil negociar. Sempre.

Mais fotos:

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Punta del Este no Outono rola? Rola!

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Não dá pra negar que Punta del Este – a “cidade mais austral do Uruguai” – impressiona. E isso pouco tem a ver com as estações do ano. Eu fui no Outono e, apesar do local ser um famoso balneário para o Verão, minha viagem valeu muito a pena.

Tudo bem, eu não procurava festas intermináveis, sol, praias lotadas e lojas de grifes internacionais abertas. Mesmo porque, indo no mês de maio como fui, isso seria impossível.

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Punta me pareceu uma boa opção unicamente porque já ia para o Uruguai – em Colônia del Sacramento e Montevidéu – e dar um pulo na cidade não foi nenhuma aventura.

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Peguei um ônibus na capital uruguaia que em duas horas me deixou na rodoviária de Punta. Já havia reservado um hotel por uma noite. Sim, eu fiquei apenas uma diária de hotel e para o que eu queria fazer e o que a cidade oferecia me pareceu ok.

Louis Vuitton, uma das muitas grifes em Punta del Este

Louis Vuitton, uma das muitas grifes em Punta del Este

O hotel chama Aqua e me custou 90 dólares (ou algo assim). Não foi super barato, porém foi só por uma noite, era próximo da rodoviária e tinha café da manhã incluso. Não era super confortável e na verdade parece um hotel antigo que passou por algumas reformas e mantém um ar meio decadente, meio arrumado, com pessoas, devo ressaltar, super educadas.

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Aliás, esse ar meio decadente faz parte da bipolaridade de Punta e entendi no passeio que fiz o motivo.
Como meu interesse pela cidade partiu de duas vontades principais – conhecer o monumento La Mano e a Casa Pueblo – comprei um passeio “combinado” no dia que cheguei, sendo que o guia me pegaria na manhã seguinte e faria um passeio de quase o dia todo.

Na primeira parte, ele me mostrou Punta: os principais bairros (tem até uma Beverly Hills!), os hotéis abandonados, os museus (na época, um museu que abre apenas duas vezes na semana recebia uma exposição de Salvador Dalí, só pra se ter uma ideia) e, óbvio, as casas de “famosos”.

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Na verdade, não eram casas, eram super mansões. Segundo o guia – e daí nem posso saber se é verdade – o dono da Grendene tem casa em Berverly Hils e, em outro bairro (beira-mar) que me esqueci o nome, um dos donos da Ray Ban tem uma casa de veraneio. Detalhe: a casa, conforme o guia, é toda de lente polarizada, que muda de acordo com a iluminação solar.

Além destas casas, dezenas de famosos hollywoodianos, brasileiros, uruguaios e argentinos tem suas mansões por lá.

A mansão de um dos diretores da Ray Ban

A mansão de um dos diretores da Ray Ban

Amantes de arquitetura se impressionariam com os locais: um mais lindo que o outro, uma mansão mais “tapa na cara” que outra. Um detalhe fofo é que as casas não são numeradas, mas sim recebem nomes, dados obviamente por seus donos.Tinha uma chamada “Branca de Neves”, por exemplo.

Mas, apesar de tanto luxo, vi também muita falência. Existem muitos imóveis abandonados, boa parte hotéis que foram simplesmente deixados pra trás pelos donos…

Primeiro hotel abandonado que passamos

Primeiro hotel abandonado que passamos

Parte disso, talvez, seja a concorrência desleal de grandes redes ou, simplesmente, não saber equalizar os gastos. A matemática não deve ser fácil mesmo. Oficialmente com cerca de 15 mil habitantes, Punta del Este chega a receber no Verão mais de 200 mil ou, em dados exagerados, quase 500 mil pessoas!

Segundo hotel abandonado que passamos (este parece que um grupo comprou e logo deve reformar)

Segundo hotel abandonado que passamos (este parece que um grupo comprou e logo deve reformar)

Como o guia me falou, é absurda a quantidade que pessoas que trabalham com turismo chegam a receber na alta temporada, mas, ao mesmo tempo, é cruel como ficam sem receber nada nos meses seguintes.

É muita gente. Gente que simplesmente desaparece em estações frias. Boa parte das lojas, por exemplo, simplesmente fecham durante essas estações. Outras adotam a tática de deixar um bilhete de “caso queira que abra pra você, ligue no número tal”.

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Por outro lado, a cidade respira muita riqueza. Donald Trump, aquele empresário norte-americano mi ou bilionário e que ficou famosinho por lançar o reality O Aprendiz, estava construindo um mega empreendimento quando fui. Se brincar, já está pronto.

Empreendimento de Donald Trump em Punta

Empreendimento de Donald Trump em Punta

Além dele, existem muitos hotéis de luxo, obras em pleno vapor quando fui e, claro, há também tem muuuuitos cassinos pra se perder a cabeça na cidade. Enfim, um lugar financeiramente bipolar e que vale a pena dar uma espiada, faça calor ou frio.

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PS: falarei sobre o Monumento La Mano e a Casa Pueblo no proximo post! 🙂