Meu roteiro pela Ásia

Foram praticamente seis meses “trabalhando” e estudando um melhor roteiro pra ficar cerca de 30 dias pelo Sudeste Asiático. Pra te ajudar em uma possível viagem por lá – com mais ou menos dias – vou colocar meu roteiro aqui. Ainda não vou detalhar o que fiz em cada cidade, mas esse pode ser o começo do seu próprio desenho pela região.

 

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Camboja

 

Alguns detalhes importantes. Viajei por cinco países asiáticos: Tailândia, Myanmar, Malásia, Camboja e Vietnã. Algumas pessoas podem olhar o tanto de dias e o tanto de países com certo receio ou susto. Foram muitos dias e poucos países ou foram muitos países pra poucos dias? Essa pergunta só quem poderá responder é você. Outro detalhe importante é que eu fiz praticamente todos os trechos de avião, o que facilita e acelera bastante nosso deslocamento entre cidades e países.

 

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Hoi An, Vietnã

 

Dito isso, vamos aos países e dias para cada um.

1 – Tailândia

 

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Phi Phi Island

 

Saí do Brasil no dia 16 de dezembro e cheguei na Tailândia em uma tarde do dia 18 de dezembro, em Bangkok. No dia seguinte já fui pra Chiang Mai.

1.1 -Chiang Mai e Chiang Rai (Norte)

 

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White Temple, em Chiang Rai

 

Fiquei 3 dias inteiros em Chiang Mai. Colocaria ao menos 5 dias inteiros. A cidade é uma gracinha e tem muitos templos e locais de visitação pra se ver. Além disso, dentro desses meus dias, fiz um bate e volta em Chiang Rai (que fica meio longe pra ir e leva-se um dia inteiro de passeio). Dentre meus passeios, estive no Elephant Nature Park, um santuário de elefantes que deixarei pra um post completo e único.

1.2 – Praias (Sul)

Não fiz a Tailândia de uma maneira contínua e seguida. Então depois de passar por todos esses países, voltei direto pra Krabi. Krabi foi meu ponto no continente (tem gente que escolhe Phuket). Assim sendo, de Krabi fui pra Phi Phi e de Phi Phi fiquei uma noite em Railay Beach.

2 – Myanmar

 

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Hsinbyume Pagoda

 

Coloquei os pés no Myanmar no dia 22 de dezembro. Diferentemente da Tailândia, brasileiros precisam de visto para entrar no país e, se você escolher a via aérea para chegar, o governo te dará duas opções: aeroporto de Mandalay ou de Yangon. Escolhi Mandalay. Por que Myanmar? Bom, talvez o menos conhecido de todos que passei, o Myanmar foi paixão à primeira vista. Seja pelo fato de ainda não ser muito divulgado, seja pelo fato de ter paisagens e templos surreais de lindos, acontece que quis colocá-lo no meu roteiro de todo jeito. E não me arrependi. Foram 9 dias pelo país.

2.1 – Mandalay e Mingun

Cheguei em Mandalay no meio da tarde do dia 22 de dezembro. Meu voo seria apenas no dia seguinte, às 17h45. Então, pesquisei o que fazer. Em Mandalay a pedida foi o pôr do sol na U Bein Bridg, a ponte de madeira mais longa do mundo (para pedestres). Foi um espetáculo.

No dia seguinte, o Greg (um dos amigos que me acompanharam na viagem – o outro, o Dan, chegaria só alguns dias depois) e eu fomos para Mingun, uma cidade bem pertinho de Mandalay. Daria pra ir por terra, mas resolvemos ir pelo rio. A viagem durou uma hora. Foi um dos lugares mais lindos do MUNDO. Por lá conhecemos duas pagodas incríveis: a Pahtodawgyi e a Hsinbyume. Sério. Fiquem com as fotos. Elas são de cair o queixo.

 

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Pahtodawgyi Pagoda, Myanmar

 

2.2 – Bagan

 

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Bagan, Myanmar

 

Cheguei em Bagan dia 23 de dezembro. A cidade é uma das que mais gostei. Por lá voei de balão e explorei os templos com uma e-bike, espécie de moto elétrica. Fui embora no dia 26 de dezembro, à noite, de ônibus para o Lago Inle.

2.3 – Lago Inle

A viagem entre Bagan e a cidade de Nyaung Shwe, onde está o Lago Inle, era pra ter sido em 8 horas. Porém o ônibus quebrou e ela foi feita em cerca de 12 horas. Chegamos por volta das 5h da manhã com um frio de 11 graus. Por lá eu fiquei dois dias e no roteiro estiveram uma visita de bicicleta a uma vinícola e o passeio pelo lago.

2.4 –  Yangon

Como fazer o caminho de volta para Mandalay se fazia meio impossível (pela distância que já havia sido percorrida), resolvemos descer para Yangon, onde existe um aeroporto internacional. Não teve roteiro pronto para Yangon, fomos na Shwedagon Pagoda, templo com mais de 2.500 anos, e o resto foi aparecendo pelo caminho. A cidade é uma das maiores do país e também uma das mais caóticas. Por lá ficamos dois dias e foi suficiente.

3 – Malásia

 

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Batu Caves, Malásia

 

3.1 – Kuala Lumpur

De Yangon partimos para o Camboja. Tivemos, no entanto, uma conexão de 20 horas em Kuala Lumpur, na Malásia. É claro que aproveitamos o pouco tempo pra conhecer um pouquinho da cidade. Com isso, nós conseguimos visitar KL Tower e sua caixa de vidro, as torres gêmeas Petronas e a caverna Batu. Infelizmente contamos com um fenômeno natural maravilhoso, mas que atrapalha muito os planos dos viajantes: a chuva, rs. Mas valeu a pena. Passaporte carimbado de mais um país e seguimos para o Camboja.

4 – Camboja

 

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Angkor Wat, Camboja

 

4.1 Siem Reap

Chegamos na tarde do dia 31 de dezembro a Siem Reap, cidade que abriga um dos templos mais lindos que já vi. Como já chegamos com o pé em 2018, decidimos conhecer apenas Wat Thmey. O local é uma espécie de Killing Field, onde se matavam pessoas durante o regime militar de Khmer Vermelho. É um local triste, porém importante da história do país e que deve sim ser conhecido. Por lá também existem muitos monges e um templo lindo.

Depois, voltamos pro hotel e pensamos onde passaríamos o ano novo. A gente chegou a questionar: será que rola festa? Opa, se rola! O nosso ano foi insano, com direito a muita chuva de bebidas (as pessoas começaram a jogar cervejas e drinks pro alto, além de gelos). No dia seguinte, compramos nossa entrada no complexo Angkor Wat para três dias e fizemos os roteiros básicos de qualquer turista. Decidimos ir de tuk tuk, porque de bicicleta poderia até ter sido legal, mas seria muito mais cansativo. No último dia deixamos pra conhecer Beng Mealea, um templo mais afastado da cidade e pouquíssimo visitado (bom pra gente!).

5 –  Vietnã

 

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Hoi An, Vietnã

 

Depois do Myanmar, o Vietnã era meu país mais esperado. Mas, respira aí porque o nosso roteiro foi um pouco (bem) esquisito. Mas eu explico. Eu fui e voltei duas vezes pra Hanói, porque fizemos da cidade nosso “porto” para ir a dois outros locais.

5.1– Hanói

Saímos de Siem Reap em um voo noturno e chegamos em Hanói já tarde da noite. A cidade é bem louca e enorme, mas incrivelmente eu amei os becos todos que existem. Inclusive pensava que era só para pedestres e quase fui atropelada por motos. Mas tudo certo.

5.2– Halong Bay

Não tem como não colocar Halong em uma viagem ao Vietnã (claro que tem, rs, mas é que é lindo demais, mas ninguém é obrigado a nada). Patrimônio da Humanidade tombado pela Unesco e uma das 7 maravilhas do mundo natural, o lugar é mágico. Por lá ficamos 2 dias e uma noite. Valeu super a pena. São 4 horas de distância de Hanói.

5.3 – Sa Pa

 

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Hotel Topas Ecolodge, Sa Pa, Vietnã

 

Ficamos mais uma noite em Hanói e de lá fomos para Sa Pa. Sa Pa é uma cidade que faz fronteira com a China e é conhecida por ser voltada aos amantes do trekking. Ela está no topo do mundo, com diversas tribos coloridas e lindas, além de ter também muitos campos de arroz. Mas confesso que não fomos lá pra isso. Quando eu vi o hotel Topas Ecolodge e sua piscina de borda infinita eu pirei. E fomos pra lá, sim, pelo hotel, que vale a pena e tem um dos melhores cafés da manhã que já comi em toda minha vida. Se vale a pena “só” por isso? Vale! O hotel em si tem trilhas e campos de arroz.

5.4 – Ho Chi Minh City (ou Saigon)

De Sa Pa voltamos para Hanói e fomos para Ho Chi Minh City, a antiga Saigon. O meu objetivo na cidade foi conhecer os Cu Chi Tunnels, os túneis utilizados pelos vietcongues durante a Guerra do Vietnã. Na cidade foram dois dias. Saigon (o nome é muito mais utilizado pelos locais e eu acho muito mais legal, confesso, rs) é uma cidade interessantíssima. Ela mistura o moderno e o antigo e é uma cidade em plena expansão. Sinceramente? Em alguns pontos até lembra Nova York. Vale a pena ir.

Aí, depois de Ho Chi Minh, foi a vez de voltar pra Tailândia, já nas praias, como disse lá em cima. Depois de Krabi, fui pra Bangkok e parti pro Brasil.

É isso! No próximo post eu falo tudo sobre meus gastos. Espero que tenham gostado.

 

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Halong Bay, Vietnã

 

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Bangalô do Manso: paraíso calmo e tranquilo em Mato Grosso

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Antes de começar a falar do lugar paradisíaco que conheci às margens do Lago do Manso neste ano, a cerca de 115 quilômetros de Cuiabá, preciso contextualizar minha pequena trajetória em Mato Grosso.

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Morei até os 17 anos no interior do estado e, depois de um intercâmbio, voltei a morar em Mato Grosso aos 21, porque havia passado no vestibular na Universidade Federal. Confesso, saí com muita tristeza de Goiânia (GO), onde queria ter permanecido. Porém, ao passar dos anos fui me acostumando com a cidade.

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Acontece que parei de negar Cuiabá ao perceber que tanto a cidade em si como os municípios em um raio de 100 quilômetros de distância (para mais ou para menos) são fantásticos. Só para citar rapidamente temos Poconé (porta de entrada para o Pantanal), Chapada dos Guimarães e Nobres. A pouca distância faz a gente ter “respiros” da poeira e do concreto. E que bom!

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Só que desses todos aí, faltava o Manso, lago resultante da Usina Hidrelétrica APM Manso, pronta em 2001.

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A caminho da ilha

Demorei mais de 10 anos para conhecer o Lago simplesmente por imaginar que era feito um tipo de turismo que não queria: lanchas, resorts gigantescos e muita música alta. Foi aí que nas minhas pesquisas encontrei o Bangalô do Manso. O lugar é composto por 6 bangalôs, com distâncias relativamente boas entre si, e uma paz maravilhosa.

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Mansidão

Longe da bagunça e música alta (que dá pra escutar ao longe se os ouvidos forem bons), o Bangalô do Manso fica aos pés do lago e ainda de quebra possui uma ilha maravilhosa que dá pra atravessar a pé (e possui também quiosque com estrutura para churrasco na ilha e um deck com cadeiras de sol).

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Dentro, o Bangalô também é lindo. Em cada um cabem quatro pessoas. Uma quinta pessoa pode ser incluída, porém é pago um valor a mais. Existem todos os utensílios de cozinha, só que o hóspede precisa levar tudo, até água para beber. Então, tem que programar adequadamente cada refeição, para não passar aperto, já que o Bangalô fica afastado da cidade.

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O local também possui churrasqueira embaixo de cada Bangalô e um chuveirão daqueles deliciosos. Para quem quiser levar criança, tem um parquezinho lindo, com uma casinha de madeira, balanço (que eu, obviamente, usei muito já que sou a louca do balanço), escorrega, gangorra e outras coisinhas pra se divertir.

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Playground para crianças e adultos como eu

Fora isso, pontos positivos para o Evaldo, com quem a gente fecha a hospedagem e pode falar a qualquer momento no WhatsApp, e com o Cássio, o caseiro super atencioso e que até me deu um copo de açúcar e sal (sim, eu esqueci o básico, rs).

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Sobre preços, datas e mais informações, é só acessar ao site, que é bem completinho.

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Eu não vejo a hora de voltar! Literalmente, o local é uma mansidão coberta de muito mato, paz e um dos nasceres do sol mais lindos eu já vi.

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Um dos nasceres do sol mais lindo que já vi 🙂

Gabinete Antes do Café: um lugar charmoso em Cuiabá!

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Entradinha da Vila Maria

O Ela Viaja está super parado e, pra movimentar um pouco isso aqui, resolvi fazer uma postagem focando na cidade que moro. Sim, a gente não viaja só pra “fora” do ninho não.

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Cuiabá é uma cidade conhecida pelo seu calor excessivo, mas se você der uma chance a ela, vai ver que a gastronomia ultrapassa – e muito – esse clichê meteorológico. Então vamos lá que hoje eu vou falar de um lugarzinho muito delícia localizado dentro da Vila Maria, na Rua 24 de Outubro, região central da cidade.

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O nome é “Gabinete Antes do Café”. Sim, meio diferentão, né? A proposta é ser um café, restaurante, espaço de “desapega” (de roupas, principalmente), venda de quadros e chapelaria.

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Lendo assim parece uma mistura super louca, mas tudo junto e misturado transformou o espaço em um ambiente com uma decoração linda e agradável. Pra quem tem mais tempo, também vale a pena dar uma olhada nos vinis e nos livros deixados lá. Eu fui para um almoço rápido, mas espero voltar.

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O almoço, aliás, custou R$ 23,00. Comi uma saladinha de entrada (que está inclusa no preço), filé de frango grelhado, arroz com lentilha, legumes na manteiga e feijão. Para beber um suco de maçã (natural, de verdade), que custou R$ 8,00.

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Opções doces até que tinham, mas fiquei satisfeita com o almoço e espero voltar em breve.

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Se tiver por Cuiabá, dá uma passadinha por lá. Aliás, a Rua 24 de Outubro é um prato cheio – literalmente, rs – de opções gastronômicas pra quem vem de fora ou mora em Cuiabá.

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Mais do Gabinete Antes do Café aqui.

Um passeio pela livraria mais antiga do mundo

No mês de janeiro estive em Portugal. Não eram férias. Fui a trabalho e fiquei no país por seis dias, mais especificamente em Lisboa, com uma ida a Cascais e Sintra, que inclusive vale uma postagem específica.

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Na fachada da Bertrand

Enfim, me encantei por Lisboa a cada esquina “azulejada”. Sim, por vezes menosprezada por nós, brasileiros, o país nunca esteve na minha bucket list. Agora está e quero um tempo para aproveitar ainda mais Lisboa e outras cidades em uma viagem mais lenta.

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Mas, vamos ao título do post. Antes de ir ao país, pesquisei rapidamente alguns lugares que gostaria de ir se me sobrasse tempo. Entre eles estavam os óbvios como Praça do Comércio, Torre de Belém e as ruínas do Convento do Carmo. A “livraria mais antiga do mundo” eu só teria conhecimento lá. Conversando com Jaime, um português que estava no grupo de trabalho, o assunto eram livros e escritores e aí ele citou a Bertrand.

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Eu confesso que havia procurado por livrarias interessantes e na pesquisa rápida havia aparecido a “Ler Devagar”, mas é claro que me interessei muito mais pela história da Bertrand.

Aberta em 1732, ela nunca parou de funcionar. E, isso não é com base em história. Ou “apenas” histórias. A Bertrand ganhou o reconhecimento de “livraria mais antiga do mundo” pelo Guinness Book e, para chegar a esse título, teve que provar que nunca interrompeu seu funcionamento.

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Para quem ama livros, histórias, escritores portugueses e um pouquinho de arquitetura, a Bertrand é um espaço quase obrigatório na sua ida a Portugal. “Quase” porque nem sempre dá pra fazer tudo que a gente quer, né? Mas, coloque pelo menos alguns minutos pelo local. Você não vai se arrepender.

Aliás, ir na Bertrand não é nada “contramão” em relação a alguns outros pontos turísticos. Ela está na região do Chiado e por ali você vai a pé até as ruínas do Convento do Carmo ou a Praça Luís de Camões.

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Mas, voltando a livraria. Ela é grande (não, não como El Ateneo de Buenos Aires ou as Culturas do Brasil) e ao mesmo tempo charmosa. Tem diversos “ambientes”, todos com sofás e poltronas, além de escadas pra você alcançar aquele livro lááá em cima.

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Como não poderia deixar de ser, também existem áreas específicas para os portugueses mais famosos: Fernando Pessoa, Camões e José Saramago têm estantes próprias, com livros em diversos – diversos mesmo – idiomas.

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Outro ponto super positivo na Bertrand é no atendimento. O vendedor que me atendeu era super simpático e falava em português, inglês e espanhol, fazendo um “atendimento exclusivo” para sua clientela.

Além disso, o charme na hora de comprar um livro fica por conta do “carimbo” de “livraria mais antiga do mundo”.

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O carimbo de livraria mais antiga do mundo

Para fazer jus ao local, minhas escolhas foram “Livro do Desassossego”, de Pessoa, e “Cemitério de Pianos”, do maravilhoso José Luís Peixoto, português contemporâneo e com diversos prêmios literários.

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Minhas escolhas

Anota o endereço aí: R. Garrett 73, 1200-309, Lisboa.

A casa mais linda de Pablo Neruda: Isla Negra

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Caminho até a casa de Neruda em Isla Negra (dá pra ver um pouquinho do mar ali no meio da foto)

Dizem que não podemos falar do que não conhecemos. Mas, depois de tantas leituras, fotos e comentários em sites e blogs de viagem, me arrisco a dizer que, sim, a casa de Pablo Neruda em Isla Negra é a mais bonita de todas as três que poeta teve no Chile.

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Valor da minha passagem: 4.500 pesos chilenos

Isla Negra fica em frente a um nervoso, porém magnífico, Oceano Pacífico. Além dela, Neruda teve La Chascona, em Santiago, e La Sebastiana, em Valparaíso. Eu não as conheci por escolha. Quem sabe em uma outra estadia pelo país eu vá conhecer. Na verdade, o meu desejo é voltar em Isla Negra, rs.

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Entradinha da cada de Neruda em Isla Negra

Mas, por quê? O que há de tão especial em Isla Negra? Bem, além de ser em frente ao mar, a casa de Isla Negra guarda coleções inusitadas do poeta e também tem partes, digamos, interessantes.

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Mais do caminho até a casa

Em alguns cômodos, já no início do passeio, Neruda quis que a casa se parecesse a um barco. E é essa sensação que você realmente tem ao ficar por ali. Os audioguias te transportam praticamente para a cabeça do poeta.

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Parte externa da casa, onde pode fotografar

E, veja bem, eu não sou muito afeita a esse tipo de “guia”, porém te digo que eles são essenciais. Primeiro porque você começa a entender um pouquinho mais de Neruda, segundo porque é aquilo que você praticamente vai levar do passeio, já que é proibido tirar fotos no interior da casa.

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Parte externa, de frente para o Pacífico

Ter o audioguia também me fez saber, por exemplo, que Neruda era, como costumava dizer, um marinheiro da terra. E sua paixão pelo mar – por vezes em suas poesias – é compreendida quando se visita Isla Negra. Está ali coleções de conchas e até mesmo daqueles “totens” que ficam à frente das embarcações. Neruda tinha uma coleção deles (ou delas, porque sua maioria é formada de mulheres ou sereias).

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Em outra parte da casa (onde está uma coleção de barquinhos dentro de garrafas), a sensação é de se estar em um trem. E sim, isso é proposital. Neruda queria que entrássemos no local e nos sentíssemos em um vagão. E, pense, um vagão com vista eterna para o mar.

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Fotografando a partir da parte externa. Percebam o guardinha observando o Pacífico!

Em um outro canto, que me emocionou muito e que já está ao fim do passeio, há uma mesa, ao lado de uma enorme janela. Em cima da mesa está a cópia real, em madeira, da mão de Matilde Urrutia, a última esposa de Neruda. Observando mais um pouco o local, é possível visualizar acima de uma estante de madeira, um quadro. É um retrato de Matilde. Era ali, olhando à esquerda para o mar, e acima para sua amada, que Neruda escreveu diversos poemas.

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Entrada da casa. A partir daí, proibido fotografar!

Finalizando o passeio dentro de casa, é possível chegar ao túmulo de Pablo Neruda. Cercado por flores, é ali que descansa, em frente ao Pacífico e ao lado de Matilde.

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Neruda na Casa. Foto tirada do Google.

Como chegar

Saí da rodoviária de Santiago logo pela manhã, no Terminal Alameda. É preciso pegar um ônibus da empresa Pullman com destino a Algarrobo. Diga antes, no ato da compra, que vai para Isla Negra, assim o local ficará marcado na passagem. São cerca de duas horas e meia, por estradas muito bem sinalizadas e pavimentadas. Em abril de 2016, a passagem me custou 4.500 pesos chilenos. O ônibus vai parar praticamente na porta. Óbvio, para chegar até a casa em si, você andará um pouco, em estrada de chão. Tudo bem sinalizado.

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Terminal Alameda, em Santiago

Para voltar

Espere do lado contrário que parou por ônibus. Eu não voltei a Santiago. Então comprei uma passagem para Valparaíso. Esperei bastante, mesmo porque não há horários fixos para os ônibus passarem. Ônibus que vão direto para Santiago passam de forma mais rápida do que os de Valparaíso.

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Parte interna da casa. Foto tirada do Google.

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Em frente ao túmulo de Neruda

Casa de Neruda

Paguei 6 mil pesos chilenos. O valor é igual para as três casas de Pablo Neruda. Para mais informações, o site é bem completo, dizendo inclusive quando elas não abrem. Aqui.

PS: as fotos do interior da casa peguei na internet. Eu respeitei muito bem as regras para não fotografar o interior.

O Oceano Pacífico 

Claro, a dica depois dessa intensa visita à intimidade de Pablo Neruda é colocar os pezinhos ou passar um tempinho de frente ao mar. E que mar!

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De frente pra essa lindeza

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Escultura de Neruda na pedra

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Pablo Neruda e Matilde Urrutia

 

Viajar para Antártida? Sim, é possível até dormir uma noite por lá!

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Um local que já chegou a registrar a temperatura de -89,2 °C e no Verão tem uma temperatura média de -10 °C, chegando a  -40 °C no Inverno. Esse é o continente mais meridional do Planeta Terra: a Antártida (ou Antártica)!

Mas, e visitá-la? Você já imaginou? E dormir uma noite por lá?

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Confesso que até alguns dias atrás eu nem sabia que era possível ir, de maneira relativamente fácil, para lá. Até que umas pesquisas sobre a Patagônia (chilena e argentina), me levaram a alguns relatos sobre o continente.

E aí, por mera curiosidade, entrei no barco de pesquisar sobre. Não são poucos os roteiros feitos por meio de cruzeiros que te possibilitam uma “passadinha” pela Antártida. Mas, confesso, não me interessaram nenhum pouco. Em alguns deles você fica por 11 dias.

Até que encontrei algo, digamos, mais interessante: a companhia aérea DAP.

A DAP fica em Punta Arenas, na parte chilena da Patagônia, e tem voos para o Continente.

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É possível realizar dois tipos de passeios: o full day e o overnight.O primeiro, atualmente, custa 5 mil dólares e o segundo, 6.500 dólares. Devido ao inverno rigoroso, os voos partem apenas nos meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março.

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Em cada mês, existem datas específicas para partir. Os valores incluem as taxas do voo e, no caso do overnight, incluem a hospedagem (que são em containers, obviamente com sistema de calefação mega power), alimentação e passeios.

 

As duas formas de passeios incluem visitas a Vila das Estrelas (primeiro local habitado por civis no continente), Igreja Ortodoxa da Base Russa Bellingshausen, navegação em um bote a Ilha Ardley e navegação próximo ao Glaciar Collins.

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Para quem dorme por lá, o segundo dia inclui uma caminhada por um local chamado “La Elefantera”, onde se vê elefantes marinhos e outras espécies do continente. Além disso, o passeio incluiu visita a base chinesa, que leva o nome de Great Wall. Segundo li, caso o tempo esteja bom, a DAP ainda inclui visitas em outras localidades não especificadas.

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Pelos blogs brasileiros, encontrei poucos relatos sobre a viagem, que imagino ser fantástica. Se você conhece alguém que foi, me fale que coloco aqui. Confesso que deu uma vontade enorme, porém o valor ainda é um impeditivo. Mas, planejando bem, quem sabe?

Tem relato no blog Like a Chile (as fotos, inclusive, são de lá) clicando AQUI.

Também li outro relato (e peguei algumas fotos) AQUI.

A Folha de SP também publicou uma matéria interessante, em julho deste ano, sobre a possibilidade de a Argentina fazer voos regulares para a Antártida a partir de 2018.

A DAP você encontra AQUI.

 

 

 

Arte Urbana em Nova York – parte 2: Nolita e Chinatown

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Diferente de Bushwick, que foi um passeio planejado antes mesmo de chegar em Nova York, a segunda parte (e última) sobre arte urbana na cidade foi simplesmente por acaso.

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Uma das primeiras imagens em Chinatown, após sair do metrô

Entre os locais que deseja ir, estava Chinatown. Li bastante sobre o bairro e sabia que seria uma confusão generalizada com muitos comerciantes gritando “compre aqui” por todos os lados. E, obviamente, li também que fazia muito tempo o comércio não era mais dominado apenas por orientais. Os indianos chegaram para ficar.

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Entre Chinatown e Nolita

Além disso, literalmente do lado de Chinatown existe Little Italy, o bairro italiano que te transporta imediatamente para o continente europeu.

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Mas, também é sabido, que a parte “chinesa” está engolindo a italiana nos últimos anos.

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A melhor parte é que do bairro que eu estava ficando, Upper East Side, até Chinatown, seria apenas uma linha do metrô (a verde número 6). E aí eu fui.

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Além de andar sem rumo e fotografar o comércio, queria visitar um templo budista que tem no bairro.

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Acontece que já nas primeiras andadas, me deparei com grafites. Andei mais e mais e mais e fui parar em Nolita, um bairro que significa North of Litle Italy e hoje abriga muita arte urbana, pubs, restaurantes e livrarias “descolados”.

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Aí eu me lembrei que é exatamente em Nolita que ficavam ao menos duas artes que já tinha olhado pelos instagrans da vida: os ursinhos carinhosos e as asas da Kelsey Montague.

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No lugar das asas da Kelsey…

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O grafite na parede preta e asas brancas ganhou certa notoriedade porque diversos artistas começaram a postar fotos nele.

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Só que, Nolita tem um problema: esses locais são como “murais”. Os desenhos não ficam ali “eternamente”. Assim sendo, quando cheguei pra fotografar as asas… e elas não estavam mais lá.

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Ainda tive sorte com os ursinhos, mas uma semana depois voltei em Nolita, com o objetivo de andar mais e encontrar arte dos nossos brasileiros “Os Gêmeos” e eu vi a frustração no olhar de um casal que queria fotografá-los.

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No lugar, um desenho bem longe de ser tão legal quanto o desenho que fez a infância de muita gente. Coisas da vida…

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Os ursinhos se transformaram…

E sim, tive a grande e feliz sorte de topar com muros e prédios com arte nacional. Sou apaixonada pelo trabalho dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo há mais de 10 anos. Encontrei pelo menos três lugares diferentes. E sei que eles estão em mais alguns.

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… nesse desenho natalino

Outro artista que está espalhado por Nova York é Banksy. Mas, infelizmente, não topei com nada dele. Mas aqui tem uma relação onde você pode encontrar as obras dele pela cidade.

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Os Gêmeos 

A dica para Nolita, Little Italy e Chinatown é uma só: caminhe e caminhe muito. Entre nos bairros, circule em quarteirões. Se perca! No caso de Nolita, falaria para começar na rua Kenmare.

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Os Gêmeos

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Os Gêmeos