Bangalô do Manso: paraíso calmo e tranquilo em Mato Grosso

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Antes de começar a falar do lugar paradisíaco que conheci às margens do Lago do Manso neste ano, a cerca de 115 quilômetros de Cuiabá, preciso contextualizar minha pequena trajetória em Mato Grosso.

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Morei até os 17 anos no interior do estado e, depois de um intercâmbio, voltei a morar em Mato Grosso aos 21, porque havia passado no vestibular na Universidade Federal. Confesso, saí com muita tristeza de Goiânia (GO), onde queria ter permanecido. Porém, ao passar dos anos fui me acostumando com a cidade.

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Acontece que parei de negar Cuiabá ao perceber que tanto a cidade em si como os municípios em um raio de 100 quilômetros de distância (para mais ou para menos) são fantásticos. Só para citar rapidamente temos Poconé (porta de entrada para o Pantanal), Chapada dos Guimarães e Nobres. A pouca distância faz a gente ter “respiros” da poeira e do concreto. E que bom!

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Só que desses todos aí, faltava o Manso, lago resultante da Usina Hidrelétrica APM Manso, pronta em 2001.

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A caminho da ilha

Demorei mais de 10 anos para conhecer o Lago simplesmente por imaginar que era feito um tipo de turismo que não queria: lanchas, resorts gigantescos e muita música alta. Foi aí que nas minhas pesquisas encontrei o Bangalô do Manso. O lugar é composto por 6 bangalôs, com distâncias relativamente boas entre si, e uma paz maravilhosa.

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Mansidão

Longe da bagunça e música alta (que dá pra escutar ao longe se os ouvidos forem bons), o Bangalô do Manso fica aos pés do lago e ainda de quebra possui uma ilha maravilhosa que dá pra atravessar a pé (e possui também quiosque com estrutura para churrasco na ilha e um deck com cadeiras de sol).

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Dentro, o Bangalô também é lindo. Em cada um cabem quatro pessoas. Uma quinta pessoa pode ser incluída, porém é pago um valor a mais. Existem todos os utensílios de cozinha, só que o hóspede precisa levar tudo, até água para beber. Então, tem que programar adequadamente cada refeição, para não passar aperto, já que o Bangalô fica afastado da cidade.

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O local também possui churrasqueira embaixo de cada Bangalô e um chuveirão daqueles deliciosos. Para quem quiser levar criança, tem um parquezinho lindo, com uma casinha de madeira, balanço (que eu, obviamente, usei muito já que sou a louca do balanço), escorrega, gangorra e outras coisinhas pra se divertir.

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Playground para crianças e adultos como eu

Fora isso, pontos positivos para o Evaldo, com quem a gente fecha a hospedagem e pode falar a qualquer momento no WhatsApp, e com o Cássio, o caseiro super atencioso e que até me deu um copo de açúcar e sal (sim, eu esqueci o básico, rs).

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Sobre preços, datas e mais informações, é só acessar ao site, que é bem completinho.

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Eu não vejo a hora de voltar! Literalmente, o local é uma mansidão coberta de muito mato, paz e um dos nasceres do sol mais lindos eu já vi.

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Um dos nasceres do sol mais lindo que já vi 🙂

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Gabinete Antes do Café: um lugar charmoso em Cuiabá!

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Entradinha da Vila Maria

O Ela Viaja está super parado e, pra movimentar um pouco isso aqui, resolvi fazer uma postagem focando na cidade que moro. Sim, a gente não viaja só pra “fora” do ninho não.

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Cuiabá é uma cidade conhecida pelo seu calor excessivo, mas se você der uma chance a ela, vai ver que a gastronomia ultrapassa – e muito – esse clichê meteorológico. Então vamos lá que hoje eu vou falar de um lugarzinho muito delícia localizado dentro da Vila Maria, na Rua 24 de Outubro, região central da cidade.

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O nome é “Gabinete Antes do Café”. Sim, meio diferentão, né? A proposta é ser um café, restaurante, espaço de “desapega” (de roupas, principalmente), venda de quadros e chapelaria.

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Lendo assim parece uma mistura super louca, mas tudo junto e misturado transformou o espaço em um ambiente com uma decoração linda e agradável. Pra quem tem mais tempo, também vale a pena dar uma olhada nos vinis e nos livros deixados lá. Eu fui para um almoço rápido, mas espero voltar.

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O almoço, aliás, custou R$ 23,00. Comi uma saladinha de entrada (que está inclusa no preço), filé de frango grelhado, arroz com lentilha, legumes na manteiga e feijão. Para beber um suco de maçã (natural, de verdade), que custou R$ 8,00.

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Opções doces até que tinham, mas fiquei satisfeita com o almoço e espero voltar em breve.

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Se tiver por Cuiabá, dá uma passadinha por lá. Aliás, a Rua 24 de Outubro é um prato cheio – literalmente, rs – de opções gastronômicas pra quem vem de fora ou mora em Cuiabá.

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Mais do Gabinete Antes do Café aqui.

Um passeio pela livraria mais antiga do mundo

No mês de janeiro estive em Portugal. Não eram férias. Fui a trabalho e fiquei no país por seis dias, mais especificamente em Lisboa, com uma ida a Cascais e Sintra, que inclusive vale uma postagem específica.

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Na fachada da Bertrand

Enfim, me encantei por Lisboa a cada esquina “azulejada”. Sim, por vezes menosprezada por nós, brasileiros, o país nunca esteve na minha bucket list. Agora está e quero um tempo para aproveitar ainda mais Lisboa e outras cidades em uma viagem mais lenta.

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Mas, vamos ao título do post. Antes de ir ao país, pesquisei rapidamente alguns lugares que gostaria de ir se me sobrasse tempo. Entre eles estavam os óbvios como Praça do Comércio, Torre de Belém e as ruínas do Convento do Carmo. A “livraria mais antiga do mundo” eu só teria conhecimento lá. Conversando com Jaime, um português que estava no grupo de trabalho, o assunto eram livros e escritores e aí ele citou a Bertrand.

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Eu confesso que havia procurado por livrarias interessantes e na pesquisa rápida havia aparecido a “Ler Devagar”, mas é claro que me interessei muito mais pela história da Bertrand.

Aberta em 1732, ela nunca parou de funcionar. E, isso não é com base em história. Ou “apenas” histórias. A Bertrand ganhou o reconhecimento de “livraria mais antiga do mundo” pelo Guinness Book e, para chegar a esse título, teve que provar que nunca interrompeu seu funcionamento.

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Para quem ama livros, histórias, escritores portugueses e um pouquinho de arquitetura, a Bertrand é um espaço quase obrigatório na sua ida a Portugal. “Quase” porque nem sempre dá pra fazer tudo que a gente quer, né? Mas, coloque pelo menos alguns minutos pelo local. Você não vai se arrepender.

Aliás, ir na Bertrand não é nada “contramão” em relação a alguns outros pontos turísticos. Ela está na região do Chiado e por ali você vai a pé até as ruínas do Convento do Carmo ou a Praça Luís de Camões.

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Mas, voltando a livraria. Ela é grande (não, não como El Ateneo de Buenos Aires ou as Culturas do Brasil) e ao mesmo tempo charmosa. Tem diversos “ambientes”, todos com sofás e poltronas, além de escadas pra você alcançar aquele livro lááá em cima.

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Como não poderia deixar de ser, também existem áreas específicas para os portugueses mais famosos: Fernando Pessoa, Camões e José Saramago têm estantes próprias, com livros em diversos – diversos mesmo – idiomas.

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Outro ponto super positivo na Bertrand é no atendimento. O vendedor que me atendeu era super simpático e falava em português, inglês e espanhol, fazendo um “atendimento exclusivo” para sua clientela.

Além disso, o charme na hora de comprar um livro fica por conta do “carimbo” de “livraria mais antiga do mundo”.

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O carimbo de livraria mais antiga do mundo

Para fazer jus ao local, minhas escolhas foram “Livro do Desassossego”, de Pessoa, e “Cemitério de Pianos”, do maravilhoso José Luís Peixoto, português contemporâneo e com diversos prêmios literários.

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Minhas escolhas

Anota o endereço aí: R. Garrett 73, 1200-309, Lisboa.

Viajar para Antártida? Sim, é possível até dormir uma noite por lá!

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Um local que já chegou a registrar a temperatura de -89,2 °C e no Verão tem uma temperatura média de -10 °C, chegando a  -40 °C no Inverno. Esse é o continente mais meridional do Planeta Terra: a Antártida (ou Antártica)!

Mas, e visitá-la? Você já imaginou? E dormir uma noite por lá?

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Confesso que até alguns dias atrás eu nem sabia que era possível ir, de maneira relativamente fácil, para lá. Até que umas pesquisas sobre a Patagônia (chilena e argentina), me levaram a alguns relatos sobre o continente.

E aí, por mera curiosidade, entrei no barco de pesquisar sobre. Não são poucos os roteiros feitos por meio de cruzeiros que te possibilitam uma “passadinha” pela Antártida. Mas, confesso, não me interessaram nenhum pouco. Em alguns deles você fica por 11 dias.

Até que encontrei algo, digamos, mais interessante: a companhia aérea DAP.

A DAP fica em Punta Arenas, na parte chilena da Patagônia, e tem voos para o Continente.

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É possível realizar dois tipos de passeios: o full day e o overnight.O primeiro, atualmente, custa 5 mil dólares e o segundo, 6.500 dólares. Devido ao inverno rigoroso, os voos partem apenas nos meses de Dezembro, Janeiro, Fevereiro e Março.

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Em cada mês, existem datas específicas para partir. Os valores incluem as taxas do voo e, no caso do overnight, incluem a hospedagem (que são em containers, obviamente com sistema de calefação mega power), alimentação e passeios.

 

As duas formas de passeios incluem visitas a Vila das Estrelas (primeiro local habitado por civis no continente), Igreja Ortodoxa da Base Russa Bellingshausen, navegação em um bote a Ilha Ardley e navegação próximo ao Glaciar Collins.

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Para quem dorme por lá, o segundo dia inclui uma caminhada por um local chamado “La Elefantera”, onde se vê elefantes marinhos e outras espécies do continente. Além disso, o passeio incluiu visita a base chinesa, que leva o nome de Great Wall. Segundo li, caso o tempo esteja bom, a DAP ainda inclui visitas em outras localidades não especificadas.

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Pelos blogs brasileiros, encontrei poucos relatos sobre a viagem, que imagino ser fantástica. Se você conhece alguém que foi, me fale que coloco aqui. Confesso que deu uma vontade enorme, porém o valor ainda é um impeditivo. Mas, planejando bem, quem sabe?

Tem relato no blog Like a Chile (as fotos, inclusive, são de lá) clicando AQUI.

Também li outro relato (e peguei algumas fotos) AQUI.

A Folha de SP também publicou uma matéria interessante, em julho deste ano, sobre a possibilidade de a Argentina fazer voos regulares para a Antártida a partir de 2018.

A DAP você encontra AQUI.

 

 

 

Arte Urbana em Nova York – parte 2: Nolita e Chinatown

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Diferente de Bushwick, que foi um passeio planejado antes mesmo de chegar em Nova York, a segunda parte (e última) sobre arte urbana na cidade foi simplesmente por acaso.

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Uma das primeiras imagens em Chinatown, após sair do metrô

Entre os locais que deseja ir, estava Chinatown. Li bastante sobre o bairro e sabia que seria uma confusão generalizada com muitos comerciantes gritando “compre aqui” por todos os lados. E, obviamente, li também que fazia muito tempo o comércio não era mais dominado apenas por orientais. Os indianos chegaram para ficar.

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Entre Chinatown e Nolita

Além disso, literalmente do lado de Chinatown existe Little Italy, o bairro italiano que te transporta imediatamente para o continente europeu.

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Mas, também é sabido, que a parte “chinesa” está engolindo a italiana nos últimos anos.

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A melhor parte é que do bairro que eu estava ficando, Upper East Side, até Chinatown, seria apenas uma linha do metrô (a verde número 6). E aí eu fui.

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Além de andar sem rumo e fotografar o comércio, queria visitar um templo budista que tem no bairro.

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Acontece que já nas primeiras andadas, me deparei com grafites. Andei mais e mais e mais e fui parar em Nolita, um bairro que significa North of Litle Italy e hoje abriga muita arte urbana, pubs, restaurantes e livrarias “descolados”.

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Aí eu me lembrei que é exatamente em Nolita que ficavam ao menos duas artes que já tinha olhado pelos instagrans da vida: os ursinhos carinhosos e as asas da Kelsey Montague.

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No lugar das asas da Kelsey…

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O grafite na parede preta e asas brancas ganhou certa notoriedade porque diversos artistas começaram a postar fotos nele.

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Só que, Nolita tem um problema: esses locais são como “murais”. Os desenhos não ficam ali “eternamente”. Assim sendo, quando cheguei pra fotografar as asas… e elas não estavam mais lá.

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Ainda tive sorte com os ursinhos, mas uma semana depois voltei em Nolita, com o objetivo de andar mais e encontrar arte dos nossos brasileiros “Os Gêmeos” e eu vi a frustração no olhar de um casal que queria fotografá-los.

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No lugar, um desenho bem longe de ser tão legal quanto o desenho que fez a infância de muita gente. Coisas da vida…

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Os ursinhos se transformaram…

E sim, tive a grande e feliz sorte de topar com muros e prédios com arte nacional. Sou apaixonada pelo trabalho dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo há mais de 10 anos. Encontrei pelo menos três lugares diferentes. E sei que eles estão em mais alguns.

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… nesse desenho natalino

Outro artista que está espalhado por Nova York é Banksy. Mas, infelizmente, não topei com nada dele. Mas aqui tem uma relação onde você pode encontrar as obras dele pela cidade.

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Os Gêmeos 

A dica para Nolita, Little Italy e Chinatown é uma só: caminhe e caminhe muito. Entre nos bairros, circule em quarteirões. Se perca! No caso de Nolita, falaria para começar na rua Kenmare.

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Os Gêmeos

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Os Gêmeos

Arte urbana em Nova York – parte 1: Bushwick

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Não sei quando começou e sei que não tem fim o amor que sinto pela arte urbana. Os “grafites” dominam as paredes (e não apenas elas), até então cinzas, das cidades já há algum tempo. E, que bom, assim como – quase – tudo na vida, a mudança no pensamento fez com que diversos locais ao redor do mundo ganhassem status de museu a céu aberto.

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Pra mim não é simples “status”. Esses locais e artistas são exatamente o contrário da vida que a gente teima em colocar no controle remoto: coloridas ou não, as artes nos levam pra um mundo paralelo. Que bom. É pra isso a arte, né? Além, também, de ser contestadora e retrato do nosso tempo.

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Foi por isso mesmo que durante o mês que passei em Nova York persegui a arte urbana. Assim como São Paulo, elas estão a cada piscada. Só que tem um lugar, naquele mar de concreto, que foi minha primeira parada: Bushwick!

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Por indicação do blog da Laura Peruchi, anotei Bushwick logo no topo da minha lista de prioridades. O bairro do Brooklyn vem ganhando destaque desde o ano passado e ficou famoso exatamente pelo grupo “The Bushwick Colletive”.

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O coletivo foi criado em 2012 e tem um curador – Joseph Ficalora – exatamente para definir o que vai nas dezenas de paredes ao longo de suas quadras.

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É de encher os olhos. Você já desce do metrô respirando os grafites. Eles são tantos que recomendo ao menos uma manhã ou tarde por ali. Vale a pena também dedicar sua pesquisa, antes de chegar até lá, aos restaurantes, bares e pubs, que dizem serem ótimos.

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Apesar de estar em alta, Bushwick nem sempre foi assim: era considerado um bairro perigoso. Segundo as histórias que você encontra na internet, foi exatamente os grafites que deram vida nova ao lugar.

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E não só de Bushwick vive Nova York. O próximo post será sobre a região de Chinatown e Nolita, um lugar recheado de arte urbana. E, detalhe, tem até nossos brasileiros “Os Gêmeos”.

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Sobre Bushwick:

Tem Instagram
Tem Facebook
E pra chegar é só pegar a linha L do metrô e descer na estação Jefferson Street. A partir daí, ande e se “perca”.

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Pernambuco: diário de viagem

GENTE! Praticamente depois de um desaparecimento, cá estou. Porém, não de forma integral. É que quem vai falar de Pernambuco não sou eu. Convidei meu amigo Tomaz Silva para falar sobre esse estado maravilhoso, que tive o prazer de conhecer em 2010. E quero voltar 🙂

O Tomaz fez um diário de viagem e, apesar de longo, ficou bem didático. Leiam e, caso tenham dúvidas, é só avisar. Boa viagem!

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Barra de Sirinhaém

Eu sou pernambucano/cuiabano/carioca e explico porque: nasci em Pernambuco e morei no estado até os meus 12 anos, depois me mudei para Cuiabá, onde vivi até os meus 26 anos e nos últimos sete anos moro no Rio de Janeiro.

Conversando com amigos no trabalho sobre o que fazer no feriadão, expliquei que iria visitar familiares e também dar um pulo em Porto de Galinhas (Porto, para os mais íntimos). Uma amiga de trabalho já tinha ido para lá e havia me dito que não gostou e não voltaria por conta do excesso de gente em um feriado prolongado e outros motivos que não cabem aqui na postagem. Eu a desafiei a ir comigo e dar uma segunda chance ao estado (mesmo em outro feriado prolongado). No final do post eu conto quem ganhou a “aposta”.

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Museu Instituto Brennand

Cheguei (sozinho, pois minha amiga chegou em outro voo) no Recife numa quarta-feira no final da tarde, ficamos hospedados em Boa Viagem e fizemos o reconhecimento do bairro, que é o mais turístico da cidade e também onde se encontra a maioria dos hotéis e hostels.

A noite fui jantar na Galeria Joana D´arc, o local é super descolado, com algumas lojas de roupas de artistas locais e dois restaurantes (um creperia e outro de comidas alemãs com pegadas brasileiras).

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Museu Instituto Brennand

Na quinta-feira fizemos um intensivo pela cidade. E escolhi dois locais maravilhosos para quem gosta de arte, nosso caso.

Pela manhã fomos ao Museu Cais do Sertão, inaugurado em 2013, o equipamento tem no seu acervo obras relacionadas ao homem nordestino, sertanejo e com uma ala destina ao célebre Luiz Gonzaga. A “pegada” do museu é tecnológica, conta com painéis digitais, projeções e até karaokê para você e seus amigos cantarem os clássicos do rei do baião.

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Museu do Cais

Por estarmos no centro, o almoço pedia um clássico, e clássico me remete ao Restaurante Leite (o mais antigo em funcionamento no Brasil).

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Chamamos um Uber e partimos para o Instituto Brennand, museu no bairro da Várzea, zona um pouco afastada da cidade, porém, local obrigatório para quem gosta de arte.

O museu é conhecido por ter o maior número de armas brancas em exposição do mundo, além de uma coleção focada em arte do Brasil Colônia e holandesa.

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Museu Instituto Brennand

Porto de Galinhas

Na sexta-feira cedo já partimos para o aeroporto, onde tem uma parada do ônibus para Porto e fomos a caminho do paraíso.

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Porto de Galinhas

Aqui merece uma observação: se você está em Boa Viagem e com pouca bagagem, caminhe até a Avenida Domingos Ferreira (que corta todo o bairro de Boa Viagem) e tome a condução para Porto de Galinhas (no ônibus está escrito o destino, é fácil e tranquilo), ela passa de hora em hora. Mas se você tem mala grande, melhor fazer o que fizemos, ir até o aeroporto e esperar o ônibus que tem porta-malas. É menos estresse.

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Porto de Galinhas

O que nos ocorreu foi que chegando ao aeroporto, um taxista nos ofereceu o transfer por R$ 120 (março de 2016) e não aceitamos, pois o ônibus custa R$ 14. Alguns minutos depois o mesmo taxista ofereceu o serviço para mais três pessoas e acabamos indo todos no carro dele (cinco pessoas), pagando R$ 20 reais cada. Foi tranquilo e muito rápido, pois o ônibus demora em média de 2h por conta de diversas paradas ao longo do percurso e de carro 50min.

Já no hotel locamos um carro para os três dias seguintes. Foi a melhor coisa que fizemos, pois tínhamos liberdade de ir e vir para as praias mais afastadas e fugirmos dos ônibus de excursões, consequentemente, da tão temida muvuca.

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Porto de Galinhas

 

Porto é pequena, dá para andar tranquilamente sem necessidade de carro ou bicicleta e tem uma vida noturna agitada. Possui diversas lojas, duas boates e restaurantes dos mais variados sabores, mas como é uma cidade praiana, indico comer muito peixe e frutos do mar!

As pessoas vão para lá por ser paradisíaco, com mar calmo e piscinas naturais fenomenais por conta da barreira de corais que cobre diversas praias da cidade e são maravilhosas para visualizar cardumes dos mais variados peixes. Caso tenha snorkel, leve-os e não se arrependerá, caso não tenha, há passeios em que se pode alugar.

A mais lotada de todas é realmente a áreas das piscinas naturais em Porto mas optamos por locais menos badalados porque queríamos paz, água morta e mojitos à beira-mar.

No primeiro dia escolhemos caminhar na praia pós almoço e irmos até a praia de Maracaípe, ponto preferido dos surfistas.

Praia com ondas altas e galera jovem, pranchas de surf, açaí e música alta do badalado bar Pé na Areia do povoado.

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Praia Maracaípe 

No segundo dia fomos para a maravilhosa Praia dos Carneiros, no município de Tamandaré. Essa sim, tem credencial para ser o paraíso. Praia calma, distante 1h de Porto e com pouca gente até mesmo durante um feriado prolongado é maravilhoso para quem está fugindo de aglomerações.
Tamandaré conta com algumas pousadas e poucos restaurantes. Diferente de Porto, tem “clima mais casal”, a Praia de Carneiros está aproximadamente 3km de distância, com ânimo, se caminha até a igrejinha que é o cartão-postal do local.

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Praia de Carneiros

Como estávamos de carro, saímos cedo para Praia de Tamandaré e não curtimos o local, então demos meia volta e fomos para Carneiros.

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Praia de Carneiros

Acredito que seja primordial informar que diversas praias no Nordeste são particulares. Para acessar, ou você chega por mar, ou compra o day use dos resorts ou usa o servidos dos restaurantes e clubes que disponibilizam acesso às praias. Assim, escolhemos o restaurante Beijupirá. (o estacionamento custa R$ 50 que pode ser revertido em comida/bebida, como iríamos almoçar lá mesmo, achamos que compensou). O restaurante conta com mesas pé na areia, banheiros muito bem cuidados e limpos além de chuveiros para banho e uma comida que ficará na minha memória por muito tempo. Simplesmente amamos.

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Mais uma de Carneiros porque é lindo demais!

Voltamos para Porto, uns minutos para deitar e descansar porque andar vários quilômetros cansa!

Pela noite combinamos de saímos para comer, fazer compras e dançar forró até o dia amanhecer. Saímos, compramos e comemos… já o forró ficou para a próxima viagem (risos), pois ficamos bebendo diversas caipirinhas e analisando o ir e vir das pessoas pela rua principal da cidade.

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Muro Alto

No nosso terceiro dia acordamos cedo e partimos para minha praia preferida em Porto: Muro Alto.

Como o próprio nome já diz, a praia possui uma barreira de corais que formam um paredão, o que torna a praia uma imensa piscina natural de águas cristalinas e quentinhas. Perfeito para passar o dia.

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Muro Alto

Escolhemos o quiosque e só nos restou aproveitar o paraíso! O mar maravilhoso do Nordeste e a cerveja gelada com valor mais em conta que o cobrado aqui no Rio de Janeiro. Seria redundante falar que as porções de peixe frito e camarão são bem servidas e as ostras extremamente frescas. Sim, tudo estava divino maravilhoso, parafraseando Caetano Veloso.

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Praia de Sirinhaém

Por volta das 16h resolvemos voltar, pois a maré estava subindo e ainda queríamos conhecer a Praia do Cupe e sua charmosa igrejinha que estavam uns 10 minutos de carro de Muro Alto.
A praia em si é muito parecida com Muro Alto, embora tenha ondas pequenas. Ficamos por mais 1h caminhando pela areia e conversando sobre como é triste ver um paraíso ser dominado por mega empreendimentos de hotelaria que transformarão o local, além de causar um enorme desequilíbrio ambiental por conta da enorme quantidade de lixo e esgoto que gerarão.

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Igreja do Cupe

No último dia resolvemos conhecer três praias próximas.

Pontal de Maracaípe (lembra da praia de Maracaípe, a dos surfistas?, o Pontal é logo depois e lá tem uma reserva de mata atlântica com berçário de cavalos marinhos numa área de mangue. Procure pelo projeto Hippocampus ainda em Porto e tenha mais informações sobre o passeio.
Por conta de três ônibus cheios de turistas no projeto, desistimos e partimos para Serrambi. A praia estava bem cheia de famílias com crianças, brinquedos, boias na água, adolescentes jogando bola, então resolvemos partir para nosso último destino: Barra de Sirinhaém.

Barra é uma praia pequena, com ondas médias e uma grande faixa de areia pra relaxar ao som exclusivo do mar na sombra dos coqueiros.

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Maracaípe

Acho que depois de todo esse relato não preciso escrever que fiz minha amiga mudou de ideia sobre Porto de Galinhas e região e ter a certeza que lá é sim um paraíso que merece ser visitado diversas vezes.

No último dia minha amiga usou um transfer de Porto de Galinhas para Recife, direto pro aeroporto e eu parti para o interior do estado em visita familiar.

Dias depois dei um pulo em Natal para visitar uma amigona que há dois anos mudou-se do Rio.

Mas Natal fica para um outro post! 😉

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Eu e a Praia de Carneiros 🙂