Como é ficar em um hotel-cápsula

No início deste ano estava em Ho Chi Minh City (a antiga Saigon), no Vietnã, e fiquei em um hotel-cápsula pela primeira vez na minha vida. Bem famoso no Japão, esse modelo de hotel nunca chamou muito minha atenção.

 

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Corredores para acesso aos banheiros (dir) e quartos (esq)

 

Mas aí, durante as pesquisas pelo Booking de onde me hospedar nas cidades vietnamitas, eu me deparei com o Sunland Hotel. A diária não era das mais baratas, já que no país você consegue se hospedar muito bem por preços bem mais baixos, mas fiquei encantada com a proposta do Sunland.

 

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Minha cápsula

 

Chegando lá, entendi mais ou menos o que deve ter rolado. O Sunland está em um prédio relativamente antigo e, provavelmente, em um passado não tão distante assim, deve ter sido um belo hotel de padrão de médio pra alto. Sido porque hoje ele é meio aqueles hotéis que provavelmente viveram seu auge e hoje pararam no tempo e são “só” mais um em uma cidade populosa, bastante turística e que simplesmente não para de crescer.

 

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Banheiro feminino

 

Aí que devem ter pensado nas cápsulas como uma forma de dar uma nova vida ao local. Falo isso porque os quartos onde estão as cápsulas ficam em um único andar (o primeiro após o hall de entrada).

 

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Viu? Nem é tão pequeno… 

 

Não sei se foram algum dia salas de reunião, mas parecem. São cerca de três quartos e, em cada um deles, existem umas 12 cápsulas. Nós não temos acesso aos outros quartos, porque a entrada é mediante cartão – tanto da porta principal como da porta da nossa cápsula.

 

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Local onde é servido café da manhã e também é um restaurante e bar

 

Além dos quartos em si, existe um espaço com os lockers e os outros dois são os banheiros masculino e feminino. Cada locker contém um kit com toalha, fone de ouvido (pra ver a televisão sem incomodar o vizinho), pantufas e controle da TV.

 

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A TV na cápsula

 

A decoração é futurista. De tudo. Tanto dos lockers, como dos banheiros e, obviamente, da cápsula em si.

 

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Piscina do rooftop

 

Claustrofobia?

 

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Por fora

 

Quando postei durante a viagem que estava em um hotel assim, todos os comentários falavam sobre claustrofobia, rs. Essa foi uma preocupação minha antes de chegar até lá, em partes. Mas não, não me senti agoniada ou pensando que ia morrer num espaço tão pequeno. E, aliás, pelo que andei vendo das cápsulas japonesas, as do Sunland tem um tamanho bem maior.

 

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Mais detalhes da cápsula

 

Um adendo considerável também é que eu sou baixinha (1,58), rs. Porém, estava com dois outros amigos, bem mais altos que eu, e ninguém relatou passar por esses momentos de tensão.

 

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Rooftop e a vista da cidade

 

Fora isso, existe no painel de “comando” da sua cápsula um botão de emergência, além de também contar com um extintor de incêndio, caso se faça necessário.

 

Outro ponto super positivo em relação ao Sunland são as toalhas (muito cheirosas), o edredom, o travesseiro, o chuveiro e a potência dos secadores de cabelo dos banheiros. Ou seja, o serviço de quarto do hotel é excelente.

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Pontos positivos também para o espaço da piscina (que fica no ‘rooftop’ do hotel) e para o café da manhã (também no mesmo andar). O café da manhã é e-nor-me, com diversas opções. Fora que a vista é linda, tanto de dia como de noite.

 

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Ho Chi Minh City é uma cidade caótica e, ao mesmo tempo, interessante

 

Se valeu a pena me hospedar em um hotel-cápsula? Com certeza!

 

Se eu voltaria? Claro que sim!

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Bangalô do Manso: paraíso calmo e tranquilo em Mato Grosso

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Antes de começar a falar do lugar paradisíaco que conheci às margens do Lago do Manso neste ano, a cerca de 115 quilômetros de Cuiabá, preciso contextualizar minha pequena trajetória em Mato Grosso.

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Morei até os 17 anos no interior do estado e, depois de um intercâmbio, voltei a morar em Mato Grosso aos 21, porque havia passado no vestibular na Universidade Federal. Confesso, saí com muita tristeza de Goiânia (GO), onde queria ter permanecido. Porém, ao passar dos anos fui me acostumando com a cidade.

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Acontece que parei de negar Cuiabá ao perceber que tanto a cidade em si como os municípios em um raio de 100 quilômetros de distância (para mais ou para menos) são fantásticos. Só para citar rapidamente temos Poconé (porta de entrada para o Pantanal), Chapada dos Guimarães e Nobres. A pouca distância faz a gente ter “respiros” da poeira e do concreto. E que bom!

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Só que desses todos aí, faltava o Manso, lago resultante da Usina Hidrelétrica APM Manso, pronta em 2001.

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A caminho da ilha

Demorei mais de 10 anos para conhecer o Lago simplesmente por imaginar que era feito um tipo de turismo que não queria: lanchas, resorts gigantescos e muita música alta. Foi aí que nas minhas pesquisas encontrei o Bangalô do Manso. O lugar é composto por 6 bangalôs, com distâncias relativamente boas entre si, e uma paz maravilhosa.

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Mansidão

Longe da bagunça e música alta (que dá pra escutar ao longe se os ouvidos forem bons), o Bangalô do Manso fica aos pés do lago e ainda de quebra possui uma ilha maravilhosa que dá pra atravessar a pé (e possui também quiosque com estrutura para churrasco na ilha e um deck com cadeiras de sol).

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Dentro, o Bangalô também é lindo. Em cada um cabem quatro pessoas. Uma quinta pessoa pode ser incluída, porém é pago um valor a mais. Existem todos os utensílios de cozinha, só que o hóspede precisa levar tudo, até água para beber. Então, tem que programar adequadamente cada refeição, para não passar aperto, já que o Bangalô fica afastado da cidade.

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O local também possui churrasqueira embaixo de cada Bangalô e um chuveirão daqueles deliciosos. Para quem quiser levar criança, tem um parquezinho lindo, com uma casinha de madeira, balanço (que eu, obviamente, usei muito já que sou a louca do balanço), escorrega, gangorra e outras coisinhas pra se divertir.

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Playground para crianças e adultos como eu

Fora isso, pontos positivos para o Evaldo, com quem a gente fecha a hospedagem e pode falar a qualquer momento no WhatsApp, e com o Cássio, o caseiro super atencioso e que até me deu um copo de açúcar e sal (sim, eu esqueci o básico, rs).

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Sobre preços, datas e mais informações, é só acessar ao site, que é bem completinho.

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Eu não vejo a hora de voltar! Literalmente, o local é uma mansidão coberta de muito mato, paz e um dos nasceres do sol mais lindos eu já vi.

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Um dos nasceres do sol mais lindo que já vi 🙂

How I Met Your Mother: por dentro do bar que inspirou o seriado!

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Quando fui para Nova York entre 2015 e 2016 havia assistido dezenas de filmes que se passam na cidade e visto Friends. Mesmo conhecendo a fachada da casa da Carrie, de Sex and The City, confesso que nunca assisti o seriado de forma viciada como Friends, por exemplo.

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How I Met Your Mother, então, era quase um completo desconhecido pra mim. Sabia da existência do seriado, sabia que ele era, por vezes, comparado com Friends e sabia que ele se passava em Nova York.

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Assim sendo, foi por acaso que conheci o bar McGee’s, que foi fonte de inspiração para o MacLaren’s, o bar que é cenário de How I Met Your Mother em quase 90% do tempo.

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Era um dia meio nublado de dezembro quando eu e o Bruno, meu amigo também brasileiro que divida o apartamento comigo, decidimos subir o Top of The Rock. Avisaram, no entanto, que a visibilidade estava quase zero. Desistimos.

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Arrumadinhos, cheirosos e próximos da Broadway, Bruno sugeriu: vamos ao bar de How I Met Your Mother! E eu falei: partiu.

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Não sei se no ápice do seriado o bar chegou a ser lotado e com filas impossíveis. Hoje é só entrar e escolher uma mesa.

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Se ele realmente se parece com o McLaren’s? Não. Na época, a única referência que tinha era mesmo a do Bruno, viciadíssimo na série e apaixonado pela Robin. Já na ocasião ele disse que não tinha muuuuito a ver.

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Anos se passaram e me viciei no seriado. Hoje, com conhecimento de causa, rs, posso dizer que, fisicamente, os bares não se parecem em NADA.

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Tá, existe um balcão. Mas balcão existe em todos os bares, né? Ou quase todos.

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Minha bebida

Mas, a parte mais legal do McGee’s, com certeza, são as referências de How I Met Your Mother. Existem fotos penduradas na parede de diversas temporadas do seriado e o cardápio é completamente baseado nos nomes dos personagens, em episódios ou ainda em frases célebres que eles diziam.

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A bebida do Bruno

Então, posso dizer que se você é fã, vale muito a pena a visita. Mas não vá com muita expectativa. É como se você tivesse em um bar qualquer, com fotos dos atores que fizeram How I Met Your Mother.

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E, claro, se você não é fã ou nem assiste (como eu quando visitei), também vale a pena. Mas valerá a pena se você tiver bons dias em Nova York e um tempinho livre pra tomar uma cerveja ou um drink. Caso contrário, talvez deixe pra uma outra ocasião.

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Felizinha

Anote o endereço:
240 West 55th Street, New York, NY, 10019, entre Broadway e Oitava Avenida.

Site oficial acesse aqui.

how i met bar

Arte Urbana em Nova York – parte 2: Nolita e Chinatown

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Diferente de Bushwick, que foi um passeio planejado antes mesmo de chegar em Nova York, a segunda parte (e última) sobre arte urbana na cidade foi simplesmente por acaso.

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Uma das primeiras imagens em Chinatown, após sair do metrô

Entre os locais que deseja ir, estava Chinatown. Li bastante sobre o bairro e sabia que seria uma confusão generalizada com muitos comerciantes gritando “compre aqui” por todos os lados. E, obviamente, li também que fazia muito tempo o comércio não era mais dominado apenas por orientais. Os indianos chegaram para ficar.

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Entre Chinatown e Nolita

Além disso, literalmente do lado de Chinatown existe Little Italy, o bairro italiano que te transporta imediatamente para o continente europeu.

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Mas, também é sabido, que a parte “chinesa” está engolindo a italiana nos últimos anos.

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A melhor parte é que do bairro que eu estava ficando, Upper East Side, até Chinatown, seria apenas uma linha do metrô (a verde número 6). E aí eu fui.

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Além de andar sem rumo e fotografar o comércio, queria visitar um templo budista que tem no bairro.

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Acontece que já nas primeiras andadas, me deparei com grafites. Andei mais e mais e mais e fui parar em Nolita, um bairro que significa North of Litle Italy e hoje abriga muita arte urbana, pubs, restaurantes e livrarias “descolados”.

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Aí eu me lembrei que é exatamente em Nolita que ficavam ao menos duas artes que já tinha olhado pelos instagrans da vida: os ursinhos carinhosos e as asas da Kelsey Montague.

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No lugar das asas da Kelsey…

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O grafite na parede preta e asas brancas ganhou certa notoriedade porque diversos artistas começaram a postar fotos nele.

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Só que, Nolita tem um problema: esses locais são como “murais”. Os desenhos não ficam ali “eternamente”. Assim sendo, quando cheguei pra fotografar as asas… e elas não estavam mais lá.

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Ainda tive sorte com os ursinhos, mas uma semana depois voltei em Nolita, com o objetivo de andar mais e encontrar arte dos nossos brasileiros “Os Gêmeos” e eu vi a frustração no olhar de um casal que queria fotografá-los.

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No lugar, um desenho bem longe de ser tão legal quanto o desenho que fez a infância de muita gente. Coisas da vida…

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Os ursinhos se transformaram…

E sim, tive a grande e feliz sorte de topar com muros e prédios com arte nacional. Sou apaixonada pelo trabalho dos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo há mais de 10 anos. Encontrei pelo menos três lugares diferentes. E sei que eles estão em mais alguns.

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… nesse desenho natalino

Outro artista que está espalhado por Nova York é Banksy. Mas, infelizmente, não topei com nada dele. Mas aqui tem uma relação onde você pode encontrar as obras dele pela cidade.

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Os Gêmeos 

A dica para Nolita, Little Italy e Chinatown é uma só: caminhe e caminhe muito. Entre nos bairros, circule em quarteirões. Se perca! No caso de Nolita, falaria para começar na rua Kenmare.

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Os Gêmeos

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Os Gêmeos

Arte urbana em Nova York – parte 1: Bushwick

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Não sei quando começou e sei que não tem fim o amor que sinto pela arte urbana. Os “grafites” dominam as paredes (e não apenas elas), até então cinzas, das cidades já há algum tempo. E, que bom, assim como – quase – tudo na vida, a mudança no pensamento fez com que diversos locais ao redor do mundo ganhassem status de museu a céu aberto.

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Pra mim não é simples “status”. Esses locais e artistas são exatamente o contrário da vida que a gente teima em colocar no controle remoto: coloridas ou não, as artes nos levam pra um mundo paralelo. Que bom. É pra isso a arte, né? Além, também, de ser contestadora e retrato do nosso tempo.

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Foi por isso mesmo que durante o mês que passei em Nova York persegui a arte urbana. Assim como São Paulo, elas estão a cada piscada. Só que tem um lugar, naquele mar de concreto, que foi minha primeira parada: Bushwick!

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Por indicação do blog da Laura Peruchi, anotei Bushwick logo no topo da minha lista de prioridades. O bairro do Brooklyn vem ganhando destaque desde o ano passado e ficou famoso exatamente pelo grupo “The Bushwick Colletive”.

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O coletivo foi criado em 2012 e tem um curador – Joseph Ficalora – exatamente para definir o que vai nas dezenas de paredes ao longo de suas quadras.

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É de encher os olhos. Você já desce do metrô respirando os grafites. Eles são tantos que recomendo ao menos uma manhã ou tarde por ali. Vale a pena também dedicar sua pesquisa, antes de chegar até lá, aos restaurantes, bares e pubs, que dizem serem ótimos.

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Apesar de estar em alta, Bushwick nem sempre foi assim: era considerado um bairro perigoso. Segundo as histórias que você encontra na internet, foi exatamente os grafites que deram vida nova ao lugar.

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E não só de Bushwick vive Nova York. O próximo post será sobre a região de Chinatown e Nolita, um lugar recheado de arte urbana. E, detalhe, tem até nossos brasileiros “Os Gêmeos”.

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Sobre Bushwick:

Tem Instagram
Tem Facebook
E pra chegar é só pegar a linha L do metrô e descer na estação Jefferson Street. A partir daí, ande e se “perca”.

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O incrível Museu Interativo Mirador de Santiago

Atenção! Esse post é válido para todas aquelas pessoas que não têm problema – ou medo – de passar vergonha ou de voltar a ser criança por um dia. Sim, porque é isso que o Museu Interativo Mirador (MIM), em Santiago, capital do Chile, faz com a gente.

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Do lado esquerdo, eu. Do lado direito, minha amiga argentina, Gabi.

Não, não é um local que você tem que conhecer, que faz parte de listas “top 10” ou “top 5” do que fazer em Santiago. Mas eu sugiro o Museu como um lugar no qual você vá, simplesmente, ser feliz.

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E já que estou sugerindo, proponho também que você vá acompanhado.

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Mas, antes de dizer o motivo, é preciso explicar o que é o Museu. Bom, a proposta do MIM é basicamente ser um local onde você poderá ver, tocar e fazer com as próprias mãos, olhos e corpo tudo aquilo que um dia você aprendeu nas matérias de Ciência e Tecnologia na escola. São dois pisos com muitas coisas. Muitas mesmo.

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Uma das obras mais legais é essa, do artista venezuelano Jesús Soto

Tem, por exemplo, uma cama de pregos que você pode se deitar ou uma “casa” de terremoto, onde você sentirá como é a sensação de estar em um terremoto de magnitude 8.0.

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Você também pode brincar com jogo de espelhos ou fazer bolhas de sabão gigante.

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O legal do MIM é se jogar e aproveitar cada brinquedo. É claro, como é grande e, algumas vezes, tem fila, vá munido de paciência.

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Na cama de pregos. Reparem na fila de crianças

 

Dica 1: na quarta-feira ele é mais barato, o que significa também que você pode topar com dezenas de crianças, vindas de excursões de escolas.

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Sala que muda de cor conforme o movimento

Dica 2: mesmo na quarta-feira, é interessante que vá próximo do almoço, horário que as escolas já estão indo embora e o museu fica SUPER VAZIO!

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Jogo de espelhos e câmeras 

Dica 3: o MIM é longe da região central de Santiago. Portanto, se for colocá-lo em seu roteiro, prepare-se para um deslocamento um pouco maior e também para ficar lá ao menos uma manhã inteira ou uma tarde inteira.

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Dica 4: tem uma pequena praça de alimentação, com restaurante e lanchonete. Nada maravilhoso, mas dá pra comer algo por ali.

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Uma das obras mais legais do MIM

Dica 5: o lance de ir acompanhado é simplesmente porque muitos brinquedos exigem ao menos um parceiro para serem “jogados”.

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Mais informações de como chegar e preços: www.mim.cl